11 de novembro de 2008

SOL e Lua


Meus passos, Tuas pegadas
Minhas mãos, Tuas digitais
Minhas voz, Tuas palavras
Minha vida, Tua luz

SOL e Lua

Ele: razão, fonte,
luz, brilho,
caminho,
verdade

Ela: apenas reflexo

5 de novembro de 2008

Crescendo


Débora cada vez mais se dava conta de que estava crescendo... Agora, lembrava da infância, das brincadeiras, de tudo aquilo que ficou guardado e marcou sua vida. Às vezes desejava voltar àqueles tempos. Tudo era tão mais fácil! Seus dilemas eram que roupa pôr nas bonecas, ou se no fim do filme a princesa realmente se casaria com o príncipe...
Pegou-se, esses tempos, ouvindo músicas que a faziam voltar aos tempos de menina, vendo filmes que a fizeram, um dia, acreditar em contos de fada, lendo seus antigos diários e rindo do que neles estava escrito.
Alguns chamam de nostalgia, mas talvez sejam apenas reflexões de tudo que já passou, de tudo que marcou, de tudo que esqueceu...
Durante sua caminhada (na qual continua firme!), percebeu que tudo cooperava para este seu novo tempo: as coisas de menina haviam se apagado, alguns segredos já não faziam sentido, gostos tinham mudado... A Eliana não tem mais programa infantil, Sandy e Junior se separaram e até a Turma da Mônica cresceu!

O universo conspira ao seu favor...

"Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus."

Ele já havia escrito, ele já sabia. s2

21 de outubro de 2008

Primavera


"Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e voltar sempre inteira."
Cecília Meireles
.
.
Voltar mais bela, voltar mais forte, voltar pela força do sol.
Desabrochar, exalando o bom perfume, essência da vida.
.
.
"Eu quero ser como um jardim fechado, regado e cuidado pelo Teu Espírito."
Manancial - Diante do Trono

20 de outubro de 2008

LIBERDADE


"Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores." João 4:23


Liberdade em Teus átrios
Liberdade de adoração!
Voo como águia, em Tuas asas...
Cada vez mais alto mais alto mais alto
Só pra Te ver
Te adorar
Dançar contigo
Corro como a corsa
Procuro Teu rio de vida
Busco águas vivas
Que me saciam
Tu és a fonte...

Salto pros Teus braços
Me pegas no colo
Dançamos
Te adoro
Te amo
E NADA mais importa!

Muito mais que minha dança,
Minha vida te dou
Meu coração é Teu
És meu universo!

22 de setembro de 2008

24 horas

Amanhece.
Vejo a "luz em minha janela" - o nascente. Mais um dia feito pelas tuas mãos! Misericórdias renovadas, esperança renovada. O choro da noite já se foi e o sol trouxe a alegria - o sol da manhã!
Cedo te adoro, antes que o mundo acorde para te negar.
Durante o dia...
Tu estás nos detalhes, tudo tem nova cor, novo sabor!
Aparecem os problemas... Porém, não serei grandemente abalada, tu és minha força. Posso ir aos céus, ou descer ao abismo, mesmo assim tu estás comigo.
No entanto, se enfraqueço, tu me dizes que na minha fraqueza tu operas fortaleza. Se me canso, tu me renovas! Se falho, tu me perdoas! Se desisto tu me lembras (Pv. 21:31)!
Enfim... Estás comigo a cada instante. Estás em "cada um dos meus pensamentos".
Anoitece.
Posso ver o pôr-do-sol quando volto para casa. O horizonte, o futuro. "Para o poente do sol será o vosso limite" - afirma tua doce voz. Mas e as dúvidas... Como chegar lá? "Sê forte e corajosa, não temas nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares". Sorrio. Como pude duvidar?
A noite vai caindo, mas não é uma noite do choro como fora a outra. As estrelas já brilham no céu! Sim, lá estão elas! Minhas promessas feitas por ti! "Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes." Elas nunca me deixam esquecer, nunca me deixam duvidar.
Ao seu lado, a lua. Imensa, branca, brilhante, mas sem luz própria. Tudo o que faz é refletir a luz de alguém maior e mais poderoso: o sol! Deixe-me ser como a lua! Apenas um reflexo teu, que ilumina a noite, olhando para as estrelas.
"Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro."
Tu és meu universo.

"24 horas e ainda assim é muito pouco!"

9 de setembro de 2008

Ventania

Descrição da ventania

Ela é forte e inconstante.
Nunca deixa as coisas iguais depois que passa, por isso representa grandes mudanças.
Gosta de cabelos soltos, por isso os faz voarem.
Viaja muito e vai cada vez mais longe...

Dá-me a sensação de voar!
Sorrisos das manhãs!

Foi assim que começou tudo...
"De repente, não mais que de repente."* (com um pedido de canetinhas!)
E assim é a cada dia.

.+**+.+**+.+**+.+**+.

Te amo muito amiga!
Não importa quão diferentes sejamos... É pra sempre nossa RARA VENTANIA!

.+**+.+**+.+**+.+**+.

*Vinícius de Moraes

27 de agosto de 2008

Conversa entre estrelas

- Noite bonita.
- É. Lua cheia sempre é bom.
- Não tem nenhuma nuvem...
- É... Mas tá chato.
- Por quê?
- Ora, as pessoas só correm o dia todo e, quando chegam em casa, é noite e ela fecham as janelas. De que adianta estarmos aqui?
- Estamos aqui para lembrar.
- Lembrar o quê?
- Lembrar cada sonho que alguém tem. E quem sonha sempre nos olha, mesmo que em um pequeno instante. Fique atenta e perceba.
- Tá... Não vejo nada. Todos estão dentro de casa.
- Olhe ali! Naquela janela!
- Aquela menina?
- Sim! É sempre ela... Toda noite, bem tarde, abre a janela e nos espia... O que será que pensa?
- Talvez nos problemas. Sempre a vejo correr o dia todo!
- Talvez se lembre dos seus sonhos...

No quarto, ela pensa:

- Aí estão vocês de novo. Toda noite fico aqui olhando para as estrelas: meus sonhos perdidos na imensidão do céu! Queria poder conversar... Pena que as estrelas não falam.

Sorri, fecha a janela e dorme.

16 de agosto de 2008

Conseqüências

Naquela tarde em que Débora percebera que havia crescido, fez a escolha de seguir em frente, mesmo sabendo que o caminho era mais difícil. Agora, quase adulta, começava a perceber que uma escolha acarreta muitas conseqüências e que sozinha jamais conseguiria prosseguir seu caminho. No entanto, ela sentia-se preparada, não para vencer de primeira, mas para enfrentar as dificuldades e aprender com cada erro. Não porque nela havia muita força, mas porque quem a conduzia era forte. Sim, aquele que havia mandado as pombas e as roupas novas. Seu melhor amigo, agora.
Certa manhã, Débora estava sob uma árvore, se protegendo da chuva que caía. O inverno estava rigoroso aquele ano. Ali, escondida, conversava com seu amigo. Sentia-se confusa sobre o modo que deveria proceder em determinadas situações. Havia obstáculos que pareciam intransponíveis!
Porém, cheio de ternura ele disse:
"Não te mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares."**

**Josué 1:9

15 de agosto de 2008

Como estou

1. Sem vontade de escrever textos longos, como antes. Estou amando coisas simples.
2. Sem tempo, como sempre
3. Em uma ligeira crise de identidade

Simulado 2008/2 - Universitário
Literatura: 15
Física: 17

4. Estudando (não precisaria dizer...)
5. Crescendo... (talvez em uma fase "outono-inverno"*)


*criado pela Naninha

+**+**+**+**+**+**+**+**+**+**+**+**+**+**+**+

O ozônio é uma variedade alotrópica do oxigênio. Ele possui alto poder oxidante e é utilizado no tratamento de água potável.

Ok. Não me deixem pirar!


"Só sei que nada sei."
Sócrates

9 de julho de 2008

Só pra dizer oi

Bem, como podem perceber, minhas postagens aqui no Something estão cada vez mais raras... E isso tende a piorar agora do segundo semestre.
Pretendo escrever alguma coisa quando estivar de férias, no fim de julho.
Por enquanto, vou deixando frases soltas por aqui...
Beijos mil...


"Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!"
Machado de Assis

10 de junho de 2008

Cirque du Soleil

Nesse meu período sem tempo, apenas deixo aqui umas imagens do espetáculo mais lindo que já vi!
"Alegria" é a tradução de toda a beleza do circo, que encanta e emociona qualquer um que assiste.

Quando der, volto!
Beijos mil...
























26 de maio de 2008

O vento

Oi gente! Sorry pelo longo tempo sem aparecer. Sabe quando tudo parece acontecer ao mesmo tempo? Pois é. Deus vai abrindo as portas e temos que correr para não perdê-las. Agora aqui estou: fazendo 3º ano e cursinho ao mesmo tempo. É um tempo novo, então. Um tempo sem tempo. As postagens não serão freqüentes, mas continuarão.
Acabo de chegar de uma aula maravilhosa de Literatura e fui muito mal no simulado de Química, mais uma prova que estou indo pelo caminho certas das Humanas! Hehehehe!!!
Até mais! Beijos mil...

**Olhando para as estrelas**

..*..*..*..*..*..*..*..*..*..*..

Era daquelas noites escuras, sem lua nem estrelas; daquelas em que não se abre a janela para sonhar. O vento soprava lá fora há meses. Lembrei de quando tentei correr atrás dele, tentei pegá-lo, tentei ganhá-lo. Então caí, e assim fiquei. O vento continuou a soprar, mas eu apenas ouvia seu som: o som da liberdade.
Outrora, eu colocara um par de asas e, como Ícaro, tentara voar. Porém, dessa vez, não foi o sol quem as estragou. Foi o tempo e a minha força. Não entendia, naquela época, que não era eu quem devia bater as asas, era o vento quem me faria voar. Depois disso, veio a falha tentativa de correr e tentar pegá-lo. Estava cansada de lutar e perder, correr e cair. Cansada.
Então, tu chegaste. Bateste na porta que abri por curiosidade. O que tu querias? Eu estava bem, apenas cansada. Tentava me enganar, mas nunca te enganaria. Tu me olhaste com aquele olhar e me rendi, chorei. Estava mais que cansada, estava ferida.
Primeiro, tu me ajudaste, senti-me melhor por fora. Mas a dor que realmente doía era mais profunda. Passaste, então, a me falar sobre o vento, sobre o meu vôo, sobre as minhas asas estragadas. Eu não havia feito nada certo... "É o vento quem conduz", tu me disseste. Eu apenas devia estar livre o suficiente para isso. Então o vento me faria voar mais alto do que eu já hvia voado pelas minhas forças, muito mais alto do que eu já imaginara.
Teu olhar e tuas palavras me fizeram sonhar. Meu olhos se abriram e eu vi a luz de um novo e brilhante sol nascendo no horizonte de um dia sem nuvens. Porém, me disseste que nem todos os dias seriam assim: belos e claros. Viriam tempestades, mas eu estava forte. Viriam noites, mas elas teriam estrelas e eu seria a lua, um reflexo do brilho do sol, do teu brilho. E, acima de tudo, o vento me conduziria.

2 de maio de 2008

Se eu fosse...


Absorvida pelos binômios de Newton, pteridófitas, Simões Lopes Neto, Hitler e Stalin, eletrólises, campos elétricos e, é claro, orações subordinadas, não estou com muito tempo de pensar em outros escritos que não sejam livros e cadernos do 3º ano. Além dos do pré-vestibular...

Nesse post, pequenas coisas que falam muito de mim. Achei por aí e algum blog...

Prometo voltar logo que a semana de provas termine.

Beijos mil...


Se eu fosse um mês seria... Setembro
Se eu fosse um dia da semana seria... Sexta-feira
Se eu fosse um número seria... 5
Se eu fosse um planeta seria... Vênus
Se eu fosse uma direção seria... Leste (nascente do Sol)
Se eu fosse um automóvel seria... Ford Ecosport prata
Se eu fosse um liquido seria... Sprite
Se eu fosse uma pedra seria... Cristal
Se eu fosse um metal seria... Prata
Se eu fosse uma árvore seria... Cerejeira
Se eu fosse uma fruta seria... Bergamota
Se eu fosse uma flor seria... Margarida
Se eu fosse um clima seria... Temperado
Se eu fosse um instrumento musical seria... Flauta transversal
Se eu fosse um elemento seria... Vento: às vezes brisa, às vezes ventania
Se eu fosse uma cor seria... Rosa forte (ou "pink")
Se eu fosse um animal seria um... Cavalo
Se eu fosse um som seria... Som da chuva
Se eu fosse uma canção seria... So simpleStacie Orrico
Se eu fosse um perfume seria... Poema – Água de cheiro
Se eu fosse um sentimento seria… Esperança
Se eu fosse um livro seria… Orgulho e Preconceito – Jane Austen
Se eu fosse uma comida seria… Chocolate
Se eu fosse um lugar seria... Porto Alegre
Se eu fosse um gosto seria... Doce
Se eu fosse um cheiro seria… Floral fresco
Se eu fosse uma palavra seria… Vida
Se eu fosse um verbo seria... Sonhar
Se eu fosse um objeto seria… Livro
Se eu fosse uma peça de roupa seria... Calça jeans
Se eu fosse uma parte do corpo seria… Olhos
Se eu fosse uma expressão seria… Olhar
Se eu fosse um desenho animado seria… Bela – A Bela e a Fera
Se eu fosse um filme seria… Nunca fui beijada
Se eu fosse uma forma seria… Triângulo
Se eu fosse uma estação seria… Primavera
Se eu fosse uma frase seria… “A vida não basta apenas ser vivida, também precisa ser sonhada”. Mário Quintana

18 de abril de 2008

Desprendimento

Tudo estava muito bem. Tinha amigas, carro do ano, garotos aos meu pés. Tinha beleza e simpatia. Era querida por todos que me cercavam. Se ficava chateada, uma boa tarde no shopping ou no salão de beleza resolvia tudo, eu achava. Até aquela manhã.
Eu nunca tinha falado contigo direito, a não ser pra te perguntar datas de provas. Todos que andavam comigo te achavam estranho. Nós sabíamos que você era diferente. Eu até que gostava dos textos que você escrevia no jornal da faculdade, mas nunca disse a ninguém. Nunca soube muito sobre você. Nunca achei que, através de você, minha vida mudaria.
Então, no intervalo da faculdade, você veio dizendo que queria falar comigo. Imaginei mil coisas, mas nunca teria acertado o motivo da conversa. Hesitei um pouco. Afinal, minha reputação seria abalada se me vissem falando com você. Como você insistiu, aceitei. E aí você falou. Falou do meu jeito, das minhas amigas, do shopping, do meu carro. Falou do mundo em que vivemos. Do mundo real. Daquele mundo em que pessoas passam fome, em que há violência, em que poucos ainda sonham. Mundo esse que, como você disse, eu ignorava. Me questionou, também, sobre o meu interior. Sobre as coisas simples na vida que eu deixava de lado. Aí eu não aguentei. Nós nem nos falávamos e agora você vinha com isso? Falei que tinha que ir, mas você viu que eu estava era fugindo. Não fugindo de você, mas as verdades que você estava colocando diante de mim. Fugindo da minha própria alma aberta ali na mesinha da lanchonete. Você, então, pediu que eu ficasse e te ouvisse só mais um pouco. Apesar de estar ficando angustiada com tudo aquilo, não fui embora. De algum modo, as tuas palavras verdadeiras e duras, porém suaves, me atraíam. Elas me revelavam, me colocavam diante do eu que nunca ousei mexer, questionar ou tocar. Você continuou a falar. Falou sobre a pobreza, a miséria diante dos meus olhos vendados. Falou sobre minha arrogância, minha soberba. Argumentei que não tenho culpa dos horrores do mundo. Mas você soube me rebater de modo que já não pude mais me justificar. Eu usava máscaras, vendas e grilhões e você me mostrou.
A conversa acabou e você voltou para a aula. Eu fiquei ali sentada. A revolta que brotou dentro de mim se transformou em lágrimas. Chorei por perceber que tudo aquilo era verdade. Chorei por me examinar e ver o vazio. Chorei por não mais me aguentar. Fui pra casa e passei toda a tarde refletindo sobre tuas palavras. À noite, me debrucei sobre o parapeito da janela e observei as estrelas, agradeci por estar viva e comecei a me desprender dos grilhões, a desamarrar as vendar e a arrancar as máscaras. Então, vi o mundo real e entendi. Entendi como ele era e quem pode salvá-lo. Hoje, meu sorriso é outro, minha beleza vem de dentro e meu coração está aberto.

**Inspiração

17 de abril de 2008

Inverno



Mal sinto os raios de sol do meio-dia. O vento corta- me a face e faz-me tremer - de frio ou de medo?

Nuvens encobrem a visão. As longas e sombrias noites não possuem estrelas. A lua perdeu seu viço, seu brilho.

No rigor, há neve - lindos flocos -, mas que congelam e sufocam as flores. Encobrem a relva verde.

Cubro-me e continuo com frio. Aqueço-me e ainda tremo. Está o frio dentro de mim?

Venha logo, Primavera! Descongele as flores, faça o sol brilhar, salpique o céu de estrelas!

Deixe a margarida desabrochar!

>>>> Jardim de histórias: Mesmo no inverno, as flores sobrevivem neste jardim. \o/

13 de abril de 2008

Dança, bailarina!

Dança, bailarina, dança! Gira, fazendo-me esquecer de mim. Ensina-me a saltar minhas tristezas e alongar minhas alegrias. Deixa-me atônita observando teus passos, maravilhada com tua leveza. Mostre-me tua surrada sapatilha que põe em teus pés asas te fazendo voar.

Não penses que te invejo... Admiro! Ao mirar-te lembro-me um pouco de mim ainda inocente que escrevia com passos os poemas de criança, idéias infantis. Deixa-me reviver em ti, bailarina, meu sonho de menina que ficou por lá.

Hoje, bailarina, danço com palavras e apenas arrisco-me na meia ponta, imaginando como seria poder voar. Não fiques triste! São escolhas da vida, não posso mais voltar... Agora vamos, chega de conversa! Dança, bailarina, dança! Deixa a tua dança me fazer sonhar. Deixa a tua dança me ensinar a voar!

11 de abril de 2008

Frase

Aquela frase saltou na folha do caderno do Biologia como se desse um grand jeté de dentro de mim. A escrevi muito rápido para não perdê-la , deixando as briófitas um pouco de lado. Comecei, então a procurar palavras, cores, músicas, estrelas que a pudessem completar. Mas tudo se apagou de repente. Como se alguém tivesse deletado as palavras da minha mente. Deletado as idéias, os pensamentos.
A frase ficou ali sozinha me olhando, questionando a minha capacidade de escrever, imaginando porque havia caído justamente nas minhas mãos... Era o seu fim. Sem idéias, sem texto. Ela seria mais um papel amassado.
Tentei enfeitá-la com palavras difíceis. Tentei separá-la, criando um possível hai-kai. Tentei rimá-la com outras palavras. Nada. Apenas nuvens na mente da autora.
Deixei estar. Guardei a folha.
Quem sabe o sol aparece qualquer dia desses?

9 de abril de 2008

Prova de amor


Não queira apenas um buquê de flores, queira uma flor colhida enquanto vocês caminham de mãos dadas.

Não queira apenas idas ao cinema, queira ver filmes de locadora no sofá, comendo uma bacia de pipoca.

Não queira apenas caixas de bombons, queira um sanduíche trazido por ele naqueles dias você não tem tempo de almoçar.

Não queira apenas serenatas, queira a sua lembrança quando ele ouvir a música.

Não queira apenas grandes viagens, queira passeios no parque no fim do dia.

Não queira apenas poemas dotados de rimas raras, queira um simples "eu te amo".

Não queira apenas uma grande suspresa, queira pequenas coisas cotidianas que demonstram o quanto ele te ama!


**Tá, amiga? Filmes são filmes... E o Landon é um extraterrestre!

7 de abril de 2008

Tão simples

Deitar na grama e sentir o sol bater no rosto... com uma brisa leve de início de outono.
Ouvir uma música e dançar sozinha no quarto de olhos fechados.
Abrir a janela antes de dormir e ficar olhando a noite por alguns minutos.
Ler um livro sentada à sombra de uma árvore.
Balançar numa rede bem de leve.
Correr em campo aberto até cansar.
Andar à cavalo e sentir o balanço dos cabelos contra o vento.
Passear no parque num fim de tarde de domingo.
Tomar banho de chuva.
Olhar o pôr-do-sol à beira do Guaíba.
Observar o vôo de uma borboleta sobre as flores.
Rir quando tiver vontade.
Mergulhar nas ondas do mar.
Ler um livro que faça chorar.


Coisas simples que completam.

As reticências estão aí pra quem quiser continuar...

5 de abril de 2008

Carta a um desconhecido

Olá. Sei que provavelmente não nos conhecemos ainda. Sei que você está aí, vivendo a sua vida e nem imagina que essa carta é pra você, mas tudo bem. Um dia você a lerá.

Um dia nos encontraremos e nossa conversa fluirá como um rio... Descobriremos coisas em comum e daremos muitas risadas juntos. Um tempo depois, já estarei te contando sobre meus problemas e você irá me ajudar, me acalmar... Seremos grandes amigos! Vamos nos encontrar todos os fins-de-semana, teremos amigos em comum... Tudo será muito divertido!

Até que em um fim-de-semana você terá que viajar com sua família, ou terá que fazer algum trabalho pra faculdade e não nos veremos... Então, sentirei aquele aperto. Algo que eu nunca senti antes. Conversarei com minha melhor amiga sobre isso e ela, é claro, já vai saber o que me dizer: "Bru, tu gosta dele!", daquele jeito dela que todo mundo conhece.

Depois de alguns dias pensando na "frase filosófica" que ela me falou, assumirei o que sinto. Mas tenatarei fingir, inutilmente, que está tudo normal. O fato é que você também tentará fingir, e também será inútil. Não há como esconder por muito tempo. É, né? Pois é... Todos já entenderam!

Ficaremos um tempo assim... Risadas, olhares, gestos, palavras.


Porém...
Enquanto passo pelas outras estações, te espero apenas. Com a certeza de um dia te encontrar.
Até que serei tua flor... e, mesmo no frio, sempre será primavera.


Amor-perfeito

28 de março de 2008

O que havia dentro da bolsa.

Naquela noite, abri o guarda-roupa e lá estava ela. Aquela bolsa que me acompanhou durante tanto tempo. Alí guardei meus maiores segredos. Guardei meus amores, escondi meus medos, enfiei um monte de pensamentos - tanto bons quanto ruins, sobre tudo e todos. Alí ficavam as minhas opiniões e era muito difícil mudá-las ou trocá-las de lugar. Nos bolsinhos da frente estavam sorrisos e lágrimas. Tudo muito escondido pra ninguém encontrar.
Poucos sabiam da existência da bolsa... Eu precisava confiar muito em alguém para contar algum detalhe sobre o que eu guardava alí dentro. Mas tinha uma coisa que nem eu tinha muita coragem de mexer. Bem no fundo, embaixo das idéias, das lembranças e das fotos, escondido de tudo e todos estava o meu coração. Confesso que, às vezes eu tentava mudá-lo um pouco, deixá-lo diferente e muitas vezes tentei persuadí-lo a fazer algo que eu queria. Tudo em vão. O coração escolhe o seu próprio caminho e determina o seu jeito de agir e pensar.
Até que, um dia, ele me pediu pra ver a bolsa. Relutei um pouco... Oras! Era preciso muita confiança pra ir mostrando minha bolsa assim... "Mas, tudo bem", pensei. "Vou mostrando só as coisas legais. Daí ele fica feliz e deixa a minha bolsa de lado". Mostrei minhas idéias, meus sonhos, minhas alegrias, minhas fotos e meus pensamentos bons.
Achei que era o suficiente, mas ele não. "Tudo bem, só mais um pouco... Depois ele me deixa em paz". Mostrei minhas tristezas, meus medos e meus pensamentos maus. Ele disse, então, que me ajudaria com tudo isso. Que eu não precisava mais me preocupar. Aí fiquei feliz. "Ah! Que bom! Que alívio! Agora isso tudo não fica mais escondido aqui e posso contar com ajuda...". Realmente foi um grande alívio... Então me levantei e fui guardar a bolsa.

Ele com sua voz firme porém doce me pediu aquilo que eu tanto temia. "Posso ver o que está bem no fundo da bolsa?". Fiquei sem fala por um bom tempo. Uma angústia muito grande tomou conta de mim. Ele queria ver meu coração!!! Meu coração. MEU! Mas pra quê? Era o meu coração. "Ele não tem nada a ver com o que se passa no meu coração", pensei. E ele continuou alí me encarando com aquele olhar amoroso. Aquele olhar que não conseguimos nos afastar. E, por causa dele, não resisti. Joguei a bolsa do seu colo e comecei a chorar.
Ele, então, abriu a bolsa e tirou de lá meu coração. Ele estava um tanto sujo e mal cuidado. Tinha lascas, feridas e cortes. Mas pulsava com muita força, impulsionado pelos maiores sonhos que ficavam no seu interior. Ele foi, então, tocando cada pedacinho rachado e ferido. E eu fui sentindo dor. Mas era uma dor suportável e que, quando passava dava uma ENORME sensação de alívio. Enquanto ele cuidava dos ferimentos eu percebi o que devia fazer. Olhei-o de novo nos seus olhos e pedi. "Por favor, fique com meu coração. Nunca ningúem cuidou dele como você. Nunca minhas feridas e rachaduras foram tão bem cuidadas. Pegue pra você e cuide dele."
"Seu coração continuará com você, mas eu continuarei cuidando dele. Dia após dia você deve me chamar e deixá-lo em minhas mãos pra que eu possa tratá-lo. Isso às vezes vai doer muito, mas você será forte. Às vezes, vai levar um certo tempo para sarar alguma ferida, mas você será perseverante. Pois é na tua fraqueza que eu opero fortaleza", ele me disse. E, então, entregou-me meu coração que já estava com bem menos lascas e feridas e, agora, tinha um selo onde estava escrito o Seu nome.
Desde então, tenho o chamado dia após dia para tratar das novas lascas e feridas que aparecem. Ele vem e as cura, às vezes até dói, mas nele sou forte. Às vezes até demora, mas o seu amor me faz perseverar. Mas, apesar de tudo, meu coração está sempre pulsando e cada vez mais forte com os novos sonhos que ele me dá.

16 de março de 2008

Mário Quintana

Aproveito minha falta de tempo para postar um texto de um dos melhores escritores que já existiu.

"Em todos os aeródromos, em todos os estádios, no ponto principal de todas as metrópoles, existe - quem é que nunca viu? - aquele cartaz.
De modo que, se esta civilização desaparecer e seus dispersos e bárbaros sobreviventes tiverem que recomeçar tudo desde o princípio - até que um dia também tenham os seus próprios arqueólogos - estes hão de sempre encontrar, nos mais diversos pontos do mundo inteiro, aquela mesma palavra.
E pensarão eles que Coca-Cola era o nome do nosso Deus!"

Mário Quintana

1 de março de 2008

Caixa de jóias

Se tinha algo que Ana amava era sua caixinha de jóias. Ela estava sempre cuidando, arrumando, limpando cada uma das suas preciosidades. Anéis, brincos, colares e pulseiras... Uma mais linda do que a outra! Porém quase ninguém sabia que ela as possuía, apenas os pais, que as haviam dado à filha, dizendo para ter cuidado com elas.
Ana tinha medo de usar as jóias e ser roubada, tinha medo que os outros as achassem feias ou que elas estragassem. Por isso, as escondia no fundo de um baú que ficava no porão da casa.
Um dia, seu pai estava procurando uns livros antigos e, ao dar uma olhada no baú, encontrou aquela caixinha cheia de lindas jóias.Então, pegou a caixa e as mostrou a filha perguntando porque aquelas jóias tão lindas estavam escondidas. Ela respondeu que tinha medo de usá-las e explicou ao pai os porquês.
O pai, então, explicou à filha que jóias como aquelas não deviam ficar guardadas, mas deviam ser usadas em ocasiões especiais. Explicou que cada uma delas tinha uma função, adornar a menina, e que, se não fossem utilizadas desse modo, de nada adiantaria tê-las, guardá-las na caixinha e apenas admirá-las lá. Ele também disse que elas eram únicas e ninguém mais possuía jóias iguais, mas cada pessoa tem as suas próprias jóias únicas. E que ninguém iria achar suas jóias feias, mas, caso o fizessem, ela não deveria se importar pois para ele eram as jóias mais lindas do mundo.
A menina agradeceu ao pai pelas jóias e pelos conselhos, prometendo que sempre as usaria, nunca deixaria de limpá-las, jamais as estragaria e elas nunca mais seriam escondidas.


O que você tem feito com as jóias que o Pai te deu? Tem as usado em "momentos especiais" ou as escondido com medo do que os outros vão pensar ou do que vai acontecer com elas?
Nosso Pai não nos dá as jóias para as mantermos escondidas onde só nós conseguimos ver, mas para as usarmos para cumprir a Sua vontade, para a Sua glória, para que todos saibam quem Ele é.

**Baseado em uma história criada pela Ká. Te amo, amiga! ;*

Caminho para a praia

- Tá, é agora! Dou esse passo e pronto, prossigo a trilha. Só esse passo! Vamos, vamos, não preciso ter medo! Agora!
Chegou a por o pé no novo caminho, não não saiu do lugar onde estava.
- Não... Não dá. Não sei o que tem ali do outro lado direito. Tudo parece maior, mais perigoso, estranho... desconhecido. O que os outros vão pensar se eu der esse passo? Vão achar que enlouqueci! Vão dizer: "Você não precisava ter ido por essa parte mais difícil da trilha, vá pelo caminho que já estava indo." Talvez eles estejam certos. Nunca caminhei por esses lados da trilha. Não sei o que tem por lá. Mas dá na mesma praia que todos queremos ir.
Pensou na praia. Como seria maravilhoso quando chegasse lá e, finalmente conhecesse o rei sobre quem tinha ouvido tanto falar. Diziam que ele era muito bondoso, ajudava a todos que vinham pedir ajuda, realizava banquetes aos famintos, dava de beber aos sedentos e convidava a todos para irem morar com ele, em seu reino que começava na praia e estendia-se até os montes distantes. Ela sabia que de algum modo só tinha chegado até onde estava graças à vontade de conhecê-lo, à inspiração e à força que sentia ao pensar nele. O problema é que, para chegar na praia, devia seguir as trilhas. Olhou novamente para a trilha mais difícil e sentiu que, apesar de tudo, era por onde devia caminhar.
- Sei que é mais difícil... Vou ter que abrir mão de muitas coisas que eu gostava de fazer na outra trilha. Lá eu podia parar na cachoeira, colher flores... Aqui, eu não sei se tem essas coisas. Mas sinto que tenho que ir por aqui. Se eu não for, posso até chegar à praia, mas será como se não estivesse completa, como se não tivesse feito o que devia fazer. Mas será que devo ir sozinha?
Neste momento, uma outra menina apareceu. Era loira, vestia-se muito bem e expressava um sorriso.
- Olá! Você também vai pra praia por aqui?
- Sim.. eh... acho que sim.
- Ótimo! Então vamos juntas. Eu estava com um pouco de medo quando cheguei, mas, quando te vi, pensei tudo ficaria mais fácil. Eu te ajudo quando você tropeçar e você me ajuda também.
- Legal. Acho que assim não terei mais medo também.
- Ah! Dizem que a praia é o melhor lugar para se estar! Não vejo a hora de tomar banho no mar, fazer castelos de areia, tomar água de coco! Vai se maravilhoso! E o melhor de tudo é que vamos conhecê-lo! Não vejo a hora! Vamos, então?
- Vamos!
Dar o temido passo foi muito mais fácil do que elas haviam imaginado. Então, foram. Quanto mais caminhavam, mais forte se tornava a sua amizade.
Neste caminho, não posso dizer que não tiveram medo. Havia momentos em que as dificuldades pareciam gigantes, e elas, insetos. Mas, mesmo assim, enfrentavam tudo com a força que havia nelas. Não posso dizer que não choraram, mas uma consolava a outra, ou choravam juntas e esperavam a tristeza ir embora na outra manhã. Não posso dizer que não houve tempestades, mas escondiam-se sob as enormes árvores até elas terminarem.
Algum tempo depois, chegaram à praia.

Sem nada pra fazer às 2 da manhã

Desculpem, mas, por enquanto, ainda não pus os textos em prática...
Só fico entrando em sites sobre vestibular... estou ficando viciada! Hahahaha!!

Resultados dos milhares de testes online que fiz:

Introvertido, Intuitivo,Emotivo, Perspicaz
O que se entregaVocê quer expressar seus pontos de vista e valores por meio do trabalho e ter controle sobre o processo e o produto final. Não gosta de apresentar seus resultados antes que estejam completos.Pontos fortes:- Prefere trabalhar em causas nas quais acredita.- Não abandona suas obrigações.- Comunica-se bem.Pontos fracos:- Tem dificuldade para planejar.- Perde facilmente o interesse se não acredita na causa.- É cabeça-dura.Profissões
Arquitetura e Urbanismo
Artes Cênicas
Biblioteconomia
Ciências Sociais
Design Gráfico
Fisioterapia
Fonoaudiologia
Jornalismo
Letras
Música
Naturologia Aplicada
Nutrição
Pedagogia
Psicologia
Serviço Social
Terapia Ocupacional
Tradução e Interpretação

--*--*--

GRUPO 4 - 11 pontos
Exibe maior interesse por profissões ligadas ao uso e domínio da língua (oral e escrita), como publicidade, relações públicas, jornalismo, letras etc.

GRUPO 5 - 8 pontos
Tem interesse por atividades artísticas, como cinema, teatro, música, arquitetura e artes plásticas

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Comunicação
O principal interesse dos profissionais dessa área é transmitir informações e idéias da forma mais adequada possível para o seu público.
Cinema e Vídeo, Desenho Industrial, Design Gráfico, Jornalismo, Multimídia, Produção Editorial, Produção Cultural, Publicidade, Rádio e TV, Relações Públicas.

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Fique atento à área de comunicações. Leve em conta profissões como:
Jornalismo
Publicidade
Propaganda e Marketing
Rádio e TV
Produção Cultural
Produção Editorial
Relações Públicas

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Veja aqui algumas sugestões de carreiras que são adequadas ao perfil traçado por você
Jornalismo
Publicidade, Propaganda e Marketing
Rádio e TV
Relações Públicas

--*--*--

Jornalismo, jornalismo, jornalismo...

Tenho outra escolha?

28 de fevereiro de 2008

Ano escolar - o confronto final

Engraçado... Durante o ano não queremos mais ver nossos professores e colegas. Não queremos mais saber de trabalhos. Não aguentamos mais escrever naqueles cadernos... Mas, quando se aproxima o fim das férias, não vemos a hora de voltar tudo isso! Sentimos saudade do pessoal da escola, arrumamos nossos cadernos novos e não vemos a hora de enchê-los de letrinhas explicando análise sintática, Revolução Russa, química orgânica, verb to be (presente em todos os anos), fisiologia animal e vegetal e tantas outras coisas... Porém, lá por junho, todo mundo já está louco por férias!
Daí vem as férias de julho que, nas escolas aqui do Rio Grande, duram no máximo 10 dias. Mas o que fazer com férias em pleno inverno? Bem, no meu caso, muito. O congresso de artes dura uma semana e ocorre nas férias de julho. Graças a Deus! Senão eu ficaria em casa vendo a Sessão da Tarde.
Voltando pra escola, o segundo semestre passa mais rápido, principalmente por causa da gincana! Uma semana de tarefas, micos, gritaria e muita canseira. E a vontade de férias continua!
Passada a gincana, apenas as provas finais e fim de papo. Uns riem e outros choram.
O ciclo de estou-de-férias-quero-escola-estou-na-escola-quero-férias volta todos os anos. Pelo menos pra quem não está no 3º.
Para esses a escola agora é só saudade. É só um tempo que passou. Que, na época, achavam a maior chatice, mas que, agora, dariam tudo para voltar pra lá. Ficam pensando: "E agora? Faço faculdade ou intercâmbio?" "Do um jeito na vida ou vou pra Santa surfar?" "Vejo Sessão da Tarde ou Márcia?" "Caso ou compro uma bicicleta?".
Ou, aqueles que já tem a decisão de fazerem faculdade, pensam: "Estudei o suficiente pro vestibular?" "Valeu a pena ficar o tempo todo estudando sem passear, sem ver tv, sem msn e sem ballet?" "E SE EU NÃO PASSAR??? O que que eu faço da vida??"

Tá, chega! 2008 nem começou direito!

Desculpem-me pelos devaneios escolares... Acho que é ansiedade pelo primeiro dia e aula. No 3º ano.

Basta para cada dia o seu próprio mal.

25 de fevereiro de 2008

Paradeiro da autora

Só estou dando uma passadinha rápida por aqui pra avisar que estou de férias. A Cidade do Fim do Mundo, mais conhecida como Balneário Pinhal fica no litoral do Rio Grande do Sul, ou seja, não vale muito a pena conhecer. Apesar disso, estou bolando muita coisa pra esse ano!
Aqui onde estou a hora na internet custa R$2,00. Então, quando não gasto o dinheiro com sorvete, resolvo aparecer na lan house, mas tenho tanta saudade dos meus amigos que apenas falo com eles e não tenho tempo de escrever nada pro blog.
Prometo que a partir de março, conforme os estudos permitirem, atualizarei...
Até lá!

24 de janeiro de 2008

Mudança

Naquele dia o sol brilhava e as flores dançavam com o vento leve da tarde. Débora caminhava pela estradinha que cortava o bosque prestando atenção em todos os detalhes. Adorava observar a natureza, brincar com os bichinhos e colher flores pelo caminho. Estava muito distraída com tudo à sua volta.
Já estava caminhando há um bom tempo, nem sabia o quanto, e começou a sentir-se cansada. Olhou para trás e viu o quanto já havia caminhado.
- Não é pra menos que eu esteja cansada! Caminhei tanto!
Lembrou-se então de tudo que vira e fizera pelo caminho. Havia partes da estrada um pouco difíceis de caminhar, com árvores caídas, buracos, mas nada que ela não conseguisse ultrapassar. Lembrou dos muitos amigos que fizera pelo caminho, animais e pessoas que encontrou. Guardava todos com muito carinho. Lembrou dos momentos felizes e dos momentos mais tristes da caminhada. Como quando fora picada por insetos! Ficou cheia de bolinhas vermelhas! E também quando levou um tombo e ficou com o joelho roxo, mas agora já estava tudo bem.
Sentou-se à beira da estrada para descançar. E ficou ali alguns instantes, lembrando ainda de tudo que havia acontecido.
- Parece tanta coisa pra tão pouco tempo! Mas, agora, devo continuar. Não posso desistir. Quero saber o que há no fim dessa estrada! Dizem que é o melhor lugar do mundo todo! Onde não há dor nem tristeza. Dizem também que há outra estrada mais bela e fácil de seguir do que esta, mas, por curiosidade, preferi seguir por esta daqui... Espero ter feito a escolha certa.
Neste momento, levantou-se e preparou-se para continuar a jornada. Porém, foi interrompida por uma pombinha muito branca:
- Oh, menina, espere! Você não deve seguir ainda! Espere!
- O quê? Quem é você? Por que não posso seguir?
- Hihihi! Acalme-se com essas perguntas! Bem, fui enviada aqui por meu dono e o recado é que você não pode seguir desse jeito.
- Que jeito? Não entendo...
- Ora! Com estes trajes! A estrada, a partir daqui, é muito mais difícil de seguir. Possui mais insetos, mais buracos, e ainda muito mais!
- Muito mais? Como o quê?
- Montanhas, vales, dragões... Mas não se preocupe é por isso que Ele me enviou.
- Oh! Como seguirei? Há muitas dificuldades! Bem que me avisaram. A outra estrada é bem mais fácil...
- Nem pense nisto! Apesar de mais fácil, ela é enganadora. Leva seus viajantes à morte. Nem pense nisto! Aqui você enfrentará perigos, mas estará segura. Agora, lhe darei suas roupas novas. Essas suas não servem mais. E desfaça essas trancinhas, também não servem.
- Mas é o meu vestido mais bonito! Gosto tanto dele! E o que farei ao invés de tranças? Sempre uso meu cabelo assim!
- Oh! Obrigada, amigas pombas, por trazerem as roupas da moça - disse a pomba, e virou-se para Débora. - Venha! Vista esta calça. Agora esta blusa. Foi feita pelas pombas mesmo. Agora estas botas de cobra. No cabelo, faça um rabo. Perfeito. Simples como a pomba, astuta como a serpente!
- Mas estas não são roupas de uma menina. Me sinto estranha.
- Em primeiro lugar, estas roupas serão mais confortáveis para você enfrentar as dificuldades. Em segundo lugar, por que você esperava receber roupas de menina?
- Porque sou menina!
- Oh... a maioria age assim, mesmo. Amigas! Tragam o espelho. Oh! Sim, obrigada! Vocês estão rápidas, hein? Pois bem, aí está você.
- Oh... Mas... Mas... Eu... Cresci?
- Sim. Distraiu-se tanto com as coisas ao seu redor, que nem percebeu. Mas eis aí a realidade, foi por isso que o Mestre me mandou. Não se preocupe, você escolheu a estrada certa. Haverá dificuldades, é claro. Deves ser como eu já disse: simples como a pomba e prudente como a serpente. E Ele sempre estará te protegendo. Se precisar é só chamá-Lo, Ele sempre te escuta. Não tenha medo. E não digas sou uma criança... Agora és mulher. A estrada ainda é muito longa, mas o que te espera no final recompensará cada luta, cada obstáculo, cada dificuldade. Agora vá, Débora! Até breve!
- Nos veremos em breve?
- Oh, sim! Terás que trocar de roupa mais uma fez, mas lá no fim da jornada.
- O que vestirei, então?
- O mais belo vestido de noiva.
Cheia de coragem, fé e esperança, Débora, então, continuou a caminhar.

Não há como não agradecer... Não só pela linda homenagem que a mim fizeste do teu blog, mas por tudo.
Agradecer pelas infinitas horas de conversas na madrugada, pelos muitos e maravilhosos conselhos, pelos incansáveis gestos e palavras de apoio.
Agradecer por saber como lidar com essa criatura difícil e sentimental, por me fazer rir quando estou triste, por não me deixar desistir.
Agradecer por estar do meu lado sempre - até nas horas mais banais -, pelas ligações diárias e preocupação constante se eu estou bem, se está tudo bem e se está tudo "tri".
Agradecer pela tua amizade, carinho e amor. Sem eles, não sei o que seria de mim. Não sei se conseguiria prosseguir, pois é por eles que tu me incentiva e me sustenta quendo não estou muito bem.
Agradecer por acreditares em mim, independente das circunstâncias e independente do que o que eu mesma acho.

Obrigada minha amiga, irmã, teacher, pastora, missionária, dançarina, prenda, discipuladora, líder e exemplo!

Teu dom de fazer das idéias poesia é a mais bela ferramenta. Trazer ao papel o que Ele põe em nossos corações é ser na Terra a Sua letra, a sua boca, a Sua mão. Que, assim como fazia Davi, possamos ser inspiradas pelo Grande Eu Sou para escrevermos os poemas mais belos que só Ele pode nos dar.

A propósito: Davi era o cara, né?

A palavra me que deste há alguns dias, agora volta para ti. Sejas como Davi, segundo o coração de Deus. Uma líder que dança, escreve, toca e vai pra batalha!
Que Deus seja sempre contigo!

Te amo!

22 de janeiro de 2008

O poema do texto anterior

http://something-b.blogspot.com/2008/01/poema-de-nibus-baseado-em-fatos-muito.html
Quer saber qual era o tal "poema fortalecedor"?
Pois bem... Naquele dia a menina anotou o tal poema no seu caderno...

Metamorfose

Se colocarem pedras no meu leito
me farei torrente, imensa cachoeira
saltando, sobre tudo, impetuosa.
Se conseguirem fechar todas as saídas
penetrarei no solo, lentamente,
indo jorrar nas fontes cristalinas.
Se não deixarem que eu brote da terra
serei vapor vestindo nuvens,
com o mais negro véu da tempestade.
Provocarei relâmpagos, desabarei
rompendo diques e inundando tudo,
encontrando-me, finalmente com o oceano.

Tania Melo

Poema de ônibus - baseado em fatos muito reais!


Lá estava ela sentada no ônibus, como fazia todos os dias, mas naquele dia havia pedido para sair mais cedo. Voltava da escola com um olhar triste e um aperto enorme na garganta. Vontade de chorar, mas imagina o fiasco! Todo mundo no ônibus ia ficar olhando... Melhor disfarçar. Disfarçar a decepção, a derrota...
- É... alma de artista é bem mais sentimental mesmo - pensava ela - Oras! Quem não perde um dia? A derrota faz parte da batalha...
Palavras vãs... Nada a convencia da injustiça que haviam feito com ela e com seu colega de classe.
- Deram o prêmio pra aqueles outros! O trabalho deles era horrível! O meu foi feito com tanta dedicação... tanto capricho, cuidado... Que injustiça! - pensou, indignada. Já tinha chorado tanto na escola... Não ia começar ali no ônibus de novo... Tinha de ser forte.
- Mas nem adianta eles virem com certificado enfeitado, fazendo mensão honrosa ao segundo lugar. "Afinal foi só um ponto de diferença", "Esperamos que no ano que vem vocês se esforcem na Feira de Ciências", "Venham tirar uma foto O primeiro e segundo lugar... Sorriam! Sorriam pra foto!" Mas nunca que eu ia sorrir para aquela gente injusta!
Depois de mais um tempo - estava quase chegando em casa - olhou para a janela do ônibus e deu de cara com o poema. Mais um desses que tem em todo ônibus de Porto Alegre. Como sempre, começou a lê-lo, já era um hábito. E lá estava... Um dos poemas mais fortalecedores que já lera em toda sua vida. Ele a fez sonhar novamente. A fez pensar que, no fim, tudo daria certo e que aquilo tudo seria esquecido logo. A fez ter certeza que encontraria forças e mostraria que é capaz, mesmo sabendo que depende de Alguém muito mais forte e poderoso, mas Ele estaria com ela. E a fez ter certeza que o queria para a sua vida era escrever. Escrever coisas como aqueles poema, coisas que fizessem bem às pessoas.
Pouco mais de um ano depois, lá estava a sua "vingança" - se é que se pode chamar assim. Ela passou no vestibular da Federal, para Jornalismo. A partir daí, nunca mais precisou fazer nada relacionado com Química, Física ou Biologia. Ela iria escrever! E isso era o que realmente a fazia feliz!
Anos depois voltou à antiga escola para fazer uma reportagem para o jornal em que trabalhava. Logo encontrou seus antigos professores (os "injustos"). Eles lembraram-se dela, é claro, e também lembraram daquele dia que ela tirou segundo lugar na Feira de Ciências e quase morreu de tanto chorar. Então... todos riram juntos.

Inspiração repentina e "O Tempo"

Última prova do primeiro dia da semana de provas do colégio. Dia 27 de novembro de 2006, meio dia.

- É barbada! - alguns diziam em meio a gritaria dos alunos da turma 412. Outros, porém, se esforçavam um pouco mais, estudando sobre a vida de Aleijadinho. Sim, a prova era de Artes. Pouquíssimos alunos gostavam da coitada da Nilda... Coitada mesmo! Até casca de fruta já tinham jogado nela. Esta seria a última prova do ano (e das nossas vidas) com ela.
Primeira questão: Faça um texto sobre a importância de se preservar obras de arte, edifícios históricos e monumentos, considerando o valor...
- Tá, fácil essa - pensei. Depois de uma boa enrolada básica, dizendo que as obras de arte eram muito importantes para a cultura e a história brasileira, etc, etc, fui para a próxima questão.
E aí estava a surpresa! Havia a imagem de uma pintura de Salvador Dalí - sobre quem nunca havíamos estudado... O enunciado era simples e claro: Observe a imagem e crie uma poesia para a obra de Salvador Dalí, de quatro versos, três estrofes e com rima.
- Bah! O que que isso tem a ver com Artes?! - pensei, e pus-me a observar a tal imagem.

E de onde vem a inspiração numa hora dessas? No meio da prova. Baseando-se nesse quadro esquisito! E agora? Faltando 5 minutos para o
final da prova... PLIM! O texto jorrou para o papel... E saiu isto:

O tempo

O tempo passa, o tempo morre

Não se sabe para onde ele vai

Ele escorre, ele corre

.

Em um segundo estão na nossa mão

Então flui

Como um rio sem direção

.

Corre, corre; ele nunca vai parar

Não importa onde estejamos

Sua trajetória nunca irá cessar

.

Certas coisas não passam

Como a pedra e a história

Simplesmente ficam guardadas na memória

21 de janeiro de 2008

Orgulho e Preconceito


Como primeira dica de filme do blog... Um dos meus favoritos!

O filme é baseado e leva o mesmo nome do romance de Jane Austen (que eu já encomendei e começo a ler quarta-feira).

A história da passa no século XVIII, na Inglaterra. A personagem principal, Elizabeth Bannet mora com seus pais e mais quatro irmãs. Devido à situação financeira da família, a grande prioridade da Sra. Bannet é casar as filhas com homens de posses, para que elas tenham um bom futuro.

O filme mostra a realidade das família inglesas mais humildes daquelas época. Mostra suas festas, seus comportamentos e hábitos e os compara com aos dos ricos.

A grande trama mesmo é o romance de Elizabeth e Mr. Darcy. Ele, rico, introvertido e orgulhoso. Ela, humilde, determinada e preconceituosa quanto às suas diferenças relacionadas ao nível social e econômico.

A interpretação dos atores é muito boa. Keira Knightley, que interpreta Elizabeth, foi indicada ao Oscar pelo filme. Não sei se a sua interpretação foi digna de uma indicação ao Oscar, mas, mesmo assim, foi realmente boa, comparada à outra Elizabeth da trilogia "Piratas do Caribe".

Outras coisas que são maravilhosas no filme são a fotografia e a trilha sonora, que proporcionam belos momentos durante o filme.

Concluindo, é um filme realmente bom para quem gosta de romance e época.

Bom filme!

20 de janeiro de 2008

Máscara



- Não me escondo mais... Assumo quem sou! Assumo a autoria dos meus crimes. Assumo minha pobreza, minha falta de nobreza. Assumo minha culpa! Não adiantas mais me esconder, já sei disso!

- Agora é o momento... A parte do espetáculo em que todos virão a verdadeira face da mocinha - ou vilã? A máscara já está caída no chão... Todos podem ver minhas cicatrizes, minhas manchas, meus sinais, aquilo que eu mesma fiz sem perceber. E, ao invés de deixar-me tratar, coloquei esta máscara que, agora, está caída sobre o palco.

- Vamos platéia! Riam o quanto quiserem! Riam da minha feiúra! Riam! É a vez de vocês participarem! Aproveitem vosso divertido momento de zombaria e gargalhada... Daqui a instantes me retirarei ao lugar secreto. Lá vocês não entram! Haha!! Lá vocês nunca poderão entrar! Lá somos só eu e Ele! O Grande Médico! O Poderoso! Ele é o único capaz de curar-me dessas marcas horrendas!

- Se dói, caro senhor? Oh... Dói mais que a pior queimadura! Dói mais que o corte mais profundo! Dóis mais que... que... Oh! Como dói! Mas sei que cura! Sei que não voltarei a mesma.

Então ela se retirou... A platéia emudeceu. A cortinas se fecharam. Todos continuaram sentados, esperando o desfecho. Alguns minutos - ou seriam horas? Ou dias? - e as cortinas abriram-se. Lá estava ela. Não havia dúvidas que era ela mesma. Alta, cabelos vermelhos como fogo, mas algo estava diferente. Trajava um vestido branco lindo, cravejado de predras brilhantes. Mas a principal coisa que lhes chamou a atenção foi o seu rosto: nenhuma marca, mancha ou cicatriz. Ao invés disso, resplandecia. A platéia, muda, apenas observava. Ela, então, começou a dançar. Dançava como se voasse, como se não estivesse sendo observada por muitos olhos curiosos. Dançava ao som de uma música que só ela conseguia ouvir. Então parou. Olhou para trás e O viu. O seu Médico! Como ela estava feliz por vê-Lo! Saiu ao seu encontro e dançou com Ele. Foram saindo devagar do palco - algumas pessoas da platéia ainda se questionam se não estariam voando mesmo.

Então, a maior de todas as descobertas! Havia, bem ao fundo do palco, um grande espelho. Ninguém o havia percebido ainda... Deveria ser porque estavam com a atenção na belíssima dança da moça... Será? Bem, o que importa é que cada um da platéia conseguia ver o seu próprio rosto. E esta era a grande surpresa: cada um percebeu que usava uma bela máscara.