22 de janeiro de 2008

Inspiração repentina e "O Tempo"

Última prova do primeiro dia da semana de provas do colégio. Dia 27 de novembro de 2006, meio dia.

- É barbada! - alguns diziam em meio a gritaria dos alunos da turma 412. Outros, porém, se esforçavam um pouco mais, estudando sobre a vida de Aleijadinho. Sim, a prova era de Artes. Pouquíssimos alunos gostavam da coitada da Nilda... Coitada mesmo! Até casca de fruta já tinham jogado nela. Esta seria a última prova do ano (e das nossas vidas) com ela.
Primeira questão: Faça um texto sobre a importância de se preservar obras de arte, edifícios históricos e monumentos, considerando o valor...
- Tá, fácil essa - pensei. Depois de uma boa enrolada básica, dizendo que as obras de arte eram muito importantes para a cultura e a história brasileira, etc, etc, fui para a próxima questão.
E aí estava a surpresa! Havia a imagem de uma pintura de Salvador Dalí - sobre quem nunca havíamos estudado... O enunciado era simples e claro: Observe a imagem e crie uma poesia para a obra de Salvador Dalí, de quatro versos, três estrofes e com rima.
- Bah! O que que isso tem a ver com Artes?! - pensei, e pus-me a observar a tal imagem.

E de onde vem a inspiração numa hora dessas? No meio da prova. Baseando-se nesse quadro esquisito! E agora? Faltando 5 minutos para o
final da prova... PLIM! O texto jorrou para o papel... E saiu isto:

O tempo

O tempo passa, o tempo morre

Não se sabe para onde ele vai

Ele escorre, ele corre

.

Em um segundo estão na nossa mão

Então flui

Como um rio sem direção

.

Corre, corre; ele nunca vai parar

Não importa onde estejamos

Sua trajetória nunca irá cessar

.

Certas coisas não passam

Como a pedra e a história

Simplesmente ficam guardadas na memória

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