26 de janeiro de 2009

Sinto muito

Sinto muito por não estar no seu padrão. Estar fora dele é o que me deixa mais feliz!
Sinto muito por não ter lido tantos livros filosóficos, ou não ter visto tantos filmes europeus. Ainda não conheço muitos. Acabei de sair do 3º ano...
Sinto muito por não ir às suas festas. Elas simplesmente não me satisfazem e o que acontece nelas me dá ânsia de vômito.
Sinto muito por não conhecer nenhuma das músicas das suas bandas favoritas. Elas não me fazem crescer e nem me acalmam quando estou mal.
Sinto muito por não conhecer a marca da sua cerveja. Ela não passa na garganta.
Sinto muito por não falar como você. Meu jeito de falar denuncia a quem pertenço.
Sinto muito por não aceitar suas teorias de felicidade, de amor e de vida. Tenho as minhas; se quiser ouvi-las, falo com prazer.
Sinto muito por me achar careta, quadrada ou sem graça. Meu objetivo não era mesmo te conquistar.
Sinto muito por acreditar no que você não acredita. Pra mim, ELE é mais real do que você.
Sinto muito por ler e até citar algo que você nunca leu, ou, se leu, não entendeu. Isso é apenas a base de todas as minhas certezas.
Sinto muito por ficar tranqüila quando todos estão apavorados. Minha paz excede todo o entendimento.
Sinto muito por parecer infantil às vezes. O lugar pra onde eu vou depois pertence àqueles que são como crianças.
Sinto muito por ter compaixão dos outros, por ser idealista, por acretidar que há uma resposta. A fé e o amor estão cravados em mim.
Sinto muito por não rir das suas piadas, nem participar das suas brincadeiras. Você não teve criatividade para fazer algo sem apelar para o ridículo, ou humilhar.
Sinto muito se você não gostou de mim. Os incomodados que se convertam!



"Nem mãos de reis
Nem medo pra me fazer desistir
Irão me tocar
Porque tem FOGO ao meu redor"


Posso comer apenas vegetais, continuarei forte.
Posso entrar na fornalha, não me queimarei.
Posso ir à cova dos leões, não tenho cheiro de carne.

21 de janeiro de 2009

A montanha

Dali ela viu os campos verdejantes... E como eram lindos! Poderia, finalmente descansar! Banhar-se naquele rio cristalino. Lavar o corpo e a alma, ambos cansados da difícil caminhada dos últimos meses. Débora ainda podia se lembrar de algumas pedras difíceis que teve de subir para conseguir escalar a montanha como deveria. Claro que, graças àquela troca de roupas, estava vestida apropriadamente. Seu vestido infantil de outrora se rasgaria todo naquela situação.

Deitada em meio aos lírios, recordava o momento em que avistava a montanha. Ao mesmo tempo que desejava evitá-la, queria subir, queria se aventurar de verdade, queria o que sabia que havia do outro lado. Então foi. No início não era tão difícil como ouvira falar, talvez seja porque já estivesse bem preparada, ou porque esperasse obstáculos piores. No entanto, no decorrer da subida, as rochas tornaram-se mais difíceis de escalar, suas forças já não eram as mesmas, estava cansada da mesma vista todos os dias... Tudo parecia não cooperar para que Débora alcançasse o pico. Havia armadilhas por todos os lados! Algumas vezes, enfraquecida, Débora quase caiu em muitas delas, mas foi salva pelo mestre e amigo que a acompanha sempre.
No caminho, fez amizade com outros que como ela subiam a montanha e com os próprios animais habitantes da montanha. Com os primeiros compartilhou alegrias e tristezas, recebeu e deu auxílio e manteve acesa a esperança. Com os segundos, aprendeu o caminho a seguir, a escapar das armadilhas e a acertar os atalhos. Porém, mesmo que eles lhe ajudassem ela sempre contava com um auxílio extra de seu velho amigo de todas as horas, que a escutava, a ensinava e a enchia de paz e certeza, dando-lhe forças a cada dia.
Quando chegou ao pico, contemplou a vista: os verdes campos que tanto sonhara! Mas ainda lhe faltavam os últimos testes: a decida, que podia ser tão traiçoeira quanto a subida. Um passo em falso poderia fazê-la rolar montanha abaixo e não chegar inteira ao pé da montanha, não podendo aproveitar tudo o que buscava. Débora caminhou, então, medindo cada passo dado, com cautela e prudência. Algumas vezes, tropeçou, mas não caiu.
Agora estava lá nos verdes campos em que corria um rio tranquilo, um lugar de paz e calmaria, onde podia fortalecer-se. Sim, fortalecer-se, pois a jornada não termina aqui. Logo adiante Débora já avistou vales profundos, montes íngremes e rios bravos, nos quais deverá se aventurar. Mas ela não teme. Foi vitoriosa em uma das mais altas montanhas da região e confia em seu amigo. É por ele que está aqui, é por ele que chegará ao final do caminho.

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** Só pra avisar! Estou viva e não pretendo abandonar o blog... Era apenas um tempo longe. Os fins justificaram os meios aqui: deixei o blog um pouco de lado para me dedicar mais para o vestibular. Resultado disso tudo? 13º lugar em Jornalismo na UFRGS!

Provérbios 21:31!
Salmo 20!
Daniel 1!