26 de fevereiro de 2009

Plástico

Ontem fui a uma famosa lancheria da Porto Alegre, comi salada de frutas com sorvete. Mas isso realmente não importa.
Ao redor do espaço com as mesas, havia vasos de flores muito bonitos, perfeitos (até demais). Sentei-me ao lado de um deles e então percebi. Eram flores de plástico, mas ninguém, além de mim, parecia reparar. No mesmo instante, lembrei-me do que ouvi recentemente sobre um jardim de plástico. De longe, é bonito como o natural, mas não há vida em seu interior. Ele não precisa passar pelas estações: não sofre no inverno e não desabrocha na primavera.

Perguntei-me porque o dono do estabelecimento escolhera flores artificiais para decorar sua famosa lancheria. Talvez seja pelo fato de não precisar cuidar. Ele as colocou ali e nunca mais se preocupou. É uma pena. As flores são tão belas e têm tão doce aroma! Quem dera fossem valorizadas ao invés de serem subtituídas por representantes de artificiais.


Estamos muito apressados para cuidarmos das flores com vida, elas podem dar trabalho. Estamos muito apressados para repararmos que as flores ao nosso redor são de plástico.

De longe, todas são iguais.

Vemos tudo de longe, mas a vida está nos detalhes.

25 de fevereiro de 2009

Saudade


Pôr-do-sol, crepúsculo, viração do dia.

O sol se vai,
O céu explode,
Mudando tudo ao nosso redor.
Melancolia.
Saudade
De quem o pintou.

14 de fevereiro de 2009

Então, eu olho para as estrelas

Aproveito essa solidão para pôr as idéias no lugar. Sou uma pergunta sem resposta, buscando algo além do ponto de interrogação que, finalmente, me explique. É noite, então, eu olho para as estrelas.

Ah, as estrelas! Tanto me encantam, mas hoje me instigam. Há algo de diferente. Olho ao meu redor... sozinha. Em meio a multidão que grita, ri, chora, corre, vive... sozinha. Será, estrelas amigas, que vocês farão por mim o que eles não fazem? Não... Vocês apenas podem até escutar minhas perguntas, mas nunca me responderão. Sinto que elas tentam me dizer algo. Então, eu olho para as estrelas... mas, nada.

Dentro de mim, a mesma escuridão da noite ali fora.

Então, eu olho para as estrelas...


E vejo mais alguém.