24 de maio de 2010

Ele nos ama

Pensei muito em qual seria a próxima postagem, até ouvir a versão em português dessa música e não ter mais dúvidas...

"How He loves us", da banda Jesus Culture
Versão em Português: Pr. Marcelo Guimarães

Ele nos ama

Ele tem ciúmes de mim
Seu amor é um furacão, árvore sou
Sendo movida no vento de misericórdia
Então compreendo as aflições por sua glória estão ofuscadas
Me faz perceber sua beleza e tudo o que sente por mim

Senhor, grande é o Seu amor,
Sim, como é grande, grande é o Seu amor

Somos seu povo, a Sua porção.
Por sua graça eu sou redimido
Se a graça é um oceano, afundando estamos
Então terra e céu como um beijo se unem
Agitando no peito o meu coração
Eu não tenho tempo de me lamentar
Quando eu penso em Seu amor

Nos ama,
Ele nos ama,
Ele nos ama.
Grande amor!



Original:

6 de maio de 2010

Prefiro os olhos

Geralmente fazem essa pergunta. A maioria responde "sorriso", "olhos", "boca". Alguns dão respostas mais excêntricas como "pés", "mãos", "pescoço"... Mas gosto não se discute. Nunca gostei do senso comum, e até pensei em dizer "braços". Mas não é assim que funciona. Decidi ser sincera. Eu prefiro os olhos. Até cheguei a pensar no sorriso, sabe, aquele sorriso que parece um raio de sol, mas ele nem sempre aparece e às vezes pode até estar mentindo. Eu mesma já sorri com a alma chorando. Já vi sorrisos vazios, que não são nada além de um enfeite opaco, que terminam depois do clique da câmera. Sorrisos que não dizem nada, nem que sim, nem que não. Sorrisos amarelos, falsos...
Já os olhos, dizem que são a "janela da alma". É um clichê meio brega, mas que funciona. Os olhos não sabem mentir, não sabem fingir. Por eles, entende-se o real significado das palavras ditas (ou não ditas). Eles podem até tentar fugir, escapar, e mesmo assim não deixam subentendido os seus motivos. Os olhos são verdadeiros, mesmo que misteriosos e até indecifráveis.
Hoje parei no espelho e fiquei observando os meus. Será que assim consigo entender alguma coisa dessa alma bagunçada? Será que consigo desvendar os meus mistérios? O que os meus olhos estão falando?
Mas tem um olhar que, além de verdade, transmite amor, paz e confiança. Eu o observo, o contemplo, é o farol que me guia à noite, é a certeza da vida. São os olhos que me viram substância informe e até hoje estão sobre mim, cuidando, guardando. São os olhos do meu Pai.

4 de maio de 2010

Sonho

Como entender uma perda não ocorrida?
É uma falta de algo que nunca tive, uma saudade de alguém que nem conheço. Talvez faltem notas na melodia que nunca toquei, palavras na música que nunca cantei e até passos no duo que danço sozinha.
Por onde andará meu sonho abstrato?
É um sonho sem feições e de voz indecifrável, que não termina quando acordo. É uma imagem imperfeita e malformada que apenas promete a cada dia se tornar concreta. É um fantasma que se esconde nos labirintos da minha ópera.
Mas de que vale o sonho se não concreto?
É a confiança no mistério, no lápis do autor da história. É a certeza no inesperado, na surpresa dos dias. É saber andar de olhos fechados e só abri-los na hora certa. É compreender a fidelidade e soltar-se no vento, sem cordas para se segurar. É descobrir depois o que sempre se soube.