9 de julho de 2010

Sobre as águas

Dia-a-dia, cotidiano, rotina, problemas. Fazemos tantas coisas o tempo todo, com as mais diversas motivações. Estamos sempre correndo, sempre sem tempo, sempre com medo. Se, por um momento, paramos e ouvimos a voz de Deus, nossa monótona realidade é confrontada. Não estamos acostumados com o sobrenatural. A vida parece tão difícil, tão complicada... Passamos por obstáculos, ouvimos palavras duras, enfrentamos tempestades, ondas, ventos contrários... Mas veja! Tem um homem que dorme no barco enquanto estamos desesperados. Ele tem paz, dEle vem a paz. Ele acalma tempestades, Ele anda sobre o mar. Ele vai além dos nossos limites, nos olha e diz: "vem". Quando pensamos que vamos afundar, é Ele quem nos faz andar sobre as águas.
Mateus 14:22-33, Mateus 8:23-27

7 de julho de 2010

Na bigorna

Trecho do livro "Moldado por Deus", de Max Lucado.

Com um forte braço, o ferreiro vestido com um avental põe as pinças dentro do fogo, agarra o metal fervendo e o coloca sobre a bigorna. O seu olho aguçado examina a peça ainda em brasa. Ele vê o que a ferramenta é agora e visualiza o que ele quer que ela seja - mais cortante, mais achatada, mais larga, mais comprida. Com uma visão mais clara em sua mente, ele começa a martelá-la. A sua mão esquerda ainda segura as pinças com o metal quente; e a mão direita bate no metal moldável com uma marreta de aproximadamente 1 quilo.
Na sólida bigorna, o ferro ainda em combustão começa a ser remodelado.
O ferreiro sabe o tipo de instrumento que ele quer. Ele sabe o tamanho. Ele sabe o formato. Ele sabe a força.
Pá! Pá! Bate o martelo. Os barulhos ressoam na loja, o ar se enche de fumaça, e o metal ainda mole responde.
Mas a resposta não vem fácil. Não vem sem um desconforto. Para derreter o ferro velho e refundi-lo como novo passa-se um processo de ruptura. O metal ainda se mantém na bigorna, permitindo que o ferreiro remova as cicatrizes, repare as rachaduras, preenche as lacunas e purifique as impurezas.
E com o tempo, uma mudança ocorre: o que era sem corte se torna afiado, o que era torto se torna reto, o que era fraco se torna forte, e o que era inútil se torna valoroso.
Então o ferreiro para. Ele cessa as batidas e coloca o martelo de lado. Com um forte braço esquerdo, levanta as pinças até que o metal recém-moldado esteja à altura dos seus olhos. Ainda em silêncio, ele examina a ferramenta em brasa. O implemento incandescente é girado e examinado para ver se existem marcas ou rachaduras.
Não existe nenhuma.
Agora o ferreiro entre no estágio final da sua tarefa. Ele mergulha o instrumento ainda quente dentro de um tonal de água. Com um sonido e uma movimentação de fumaça, o metal imediatamente começa a endurecer. O calor se rende ao ataque furioso da água fria e o mineral maleável e mole se torna uma ferramenta útil e inflexível.
"Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo" (I Pedro 1:6-7)

5 de julho de 2010

Mais um

Hoje ganhei mais um sonho e mais uma pétala.
Hoje contei mais uma estrela brilhando no céu quando abri a janela à noite.
Hoje vi mais uma borboleta voando sobre o jardim.
Hoje mais uma página do livro foi virada. Ela está em branco, devo começar a escrever logo.
Hoje mais uma lágrima escapou no canto do olho quando olhei pro céu.
Hoje lembrei mais uma vez que sou princesa.
Hoje nasceu mais uma flor, de uma tom rosa forte quase vermelho.
Hoje começo meu último "teen".
Hoje o dia é meu!

2 de julho de 2010

Não deu

Futebol não é história.
Futebol não é salário.
Futebol não é nome.
Futebol é um jogo por vez. Onze contra onze.
Noventa minutos de passes, de chutes, de gols, de dança.
Noventa minutos de dor de estômago, rouquidão e nervosismo...
Churrasco, pizza, chocolate, Coca-cola.
Rádio e tv ligados.
E no fim, não deu.
É isso aí, Brasil.
Quem sabe em 2014...