26 de novembro de 2011

Princesa

Você é uma princesa! E não duvide disso.

Mesmo que você não goste de cor-de-rosa e não saiba cantar com os pássaros, eu ainda insisto que você é uma princesa.
As roupas que você está vestindo não importam, muito menos o tamanho da sua casa.
Não importa se você é loira, morena ou ruiva, e nem se seus olhos são azuis ou não. Diferente de o que você pensa, o formato do seu corpo não importa, e nem se você usa aparelho.
Sabe o que também não importa? O que os outros dizem de você.

E sabe por que eu sei que você é uma princesa de verdade?
Porque você é filha do Rei!
Então, não aja mais como uma menina qualquer, tenha atitudes de princesa.

*dedicado à meninas especiais ♥

16 de novembro de 2011

Histórias



Hoje aprendi que todo mundo tem suas histórias desbotadas ou coloridas.

E que faz bem compartilhar um pouquinho delas com quem esteja disposto a ouvir e talvez rir ou chorar junto.

E que nunca é demais ter um tempinho para ouvir histórias (e talvez rir ou chorar junto).

E que quem ouve histórias se torna um amigo.

E que quem conta histórias ganha um amigo.

24 de outubro de 2011

Não

Não.
Você não está sozinha.
Existe alguém que viu as tuas lágrimas, que ouviu o teu sussurro.

Não.
Você não vai ficar pra sempre assim.
Existe alguém que te espera para te dar um abraço e curar essas feridas.

Não.
Esse não é o fim.
É apenas uma etapa difícil da sua jornada, logo tudo passa.

Não.
Este não é um tempo de dor.
É um tempo de crescer e ficar mais forte.

Por isso, levante a cabeça, olhe o horizonte e continue a caminhar!

30 de setembro de 2011

Para dias nublados

Quando o dia estiver cinzento, assim como hoje, lembre-se dos dias de sol que já teve. Olhe para o céu e tente vê-lo brincando de esconde-esconde por trás das nuvens.
Nestes dias opacos, olhe para as cores, olhe para as flores, para as vitrines, para os guarda-chuvas cor-de-rosa ou laranja que achar pelo caminho. Vista-se com alguma cor bonita; pode ser azul, que você tanto gosta. 
Nos dias em que se sentir só, abra a sua caixa de recordações e releia suas cartas favoritas, leia cada frase com cuidado e certeza. Se precisar ficar só, desligue o telefone, ouça suas músicas favoritas, ou saia dirigindo até cansar. Mas entenda que na verdade você nunca está só. Então pense em desfrutar um pouco dessa companhia amiga.
Acima de tudo, não perca a esperança. Mesmo que você ache que não a tem mais, eu sei que ela está aí dentro. Eu a vejo algumas vezes bem no fundo dos teus olhos pequenos, brilhando sorridente. Eu a ouço escapando na sua voz quando você fala sobre o que gosta, sobre o que pensa, sobre as suas certezas. Eu sei que você a tem, pois você tem dentro de si a fonte dela. Que é a mesma fonte do amor. Que é a mesma fonte da certeza.
Não deixe a aridez tomar conta do seu coração sedento, mas olhe as nuvens no dia nublado e dance na chuva.

26 de setembro de 2011

Imperfeição

Eu sou muito emotiva e impulsiva. Não tenho paciência com pessoas inconvenientes. Não gosto de repetir muitas vezes a mesma coisa. Choro muito, até por coisas bobas. Sou perfeccionista. Às vezes quero ser independente e fico brava quando falam que mulheres não conseguem alguma coisa... Talvez eu tenha tendências feministas mesmo. Sou um pouco mimada. Já fui muito complexada sobre mim mesma, e isso pode vir à tona. Não falo tudo o que penso, guardo muito coisa, e isso às vezes me faz muito mal. Não sou a maior fã de crianças que conheço, nem pretendo ter filhos cedo. Me importo com aniversários. Dou muitas indiretas. Não fico de bom humor cedo da manhã. Não entendo nada de matemática, só faço contas na calculadora. Tenho momentos de muito silêncio. Tenho momentos muito, muito tagarela. Tenho TPM. Como muito chocolate. Como mais chocolate ainda durante a TPM.
...
...
... Essa lista poderia continuar por muito tempo.

Mas só peço que me ames, apesar dessa imperfeição, e consigas encontrar em mim algo de bom para nunca mais me deixar, pois isso seria o fim do meu ar. Mesmo tentando ser sempre melhor, o erro é inevitável. Só peço então que me ames ainda, pra me perdoar e me abraçar quando eu estiver confusa e imperfeita. Essa inatingível perfeição que busco não é para nada além de te fazer inteiramente feliz.

6 de setembro de 2011

Beatriz

Ela era feita de sonhos e poesia, contava flores, cultivava histórias. "Bem-me-quer, mal-me-quer", recitava baixinho sorrindo, sem prensar se a frase tinha um sujeito ou não. Era morena, morena-rosa, como dizia a mãe. Os olhos escuros, como os do pai, eram grandes, curiosos e observadores. Ainda não era adulta, tampouco era criança. As tias a chamavam "moça", as professoras, "adolescente".
Gostava dos doces da mãe, das músicas do pai, das histórias do avô. Gostava de caminhar sozinha, olhando para o chão. Gostava de sentar em um banco qualquer da praça da pequena cidade, sentindo o sol queimar-lhe o rosto. Gostava do vento, que não se sabe de onde vem nem para onde vai, que não tem raízes. Gostava das palavras, mais das escritas do que das faladas – carregava sempre um caderno e uma caneta para não deixar as ideias escaparem. Gostava dos presentes que a tia mandava da capital.
Ainda tinha fortes lembranças das lágrimas ardendo no rosto e dos soluços silenciados para não deixar a mãe ainda mais triste. Mais de um ano havia se passado e a saudade da irmã doía mais na hora de dormir. O espaço vazio no quarto, o silêncio no lugar das conversas curtas e sonolentas. Ela descobriu então que a vida não passa de um sopro, e seus olhos perderam um pouco do brilho da infância.
Os livros que tinha eram lidos até a página cento e poucos, anotava receitas e nunca as fazia, escrevia cartas e jamais as enviava. Talvez a falta de coragem a fizesse viver um pouco pela metade. Talvez a vida fosse mais sonhada do que vivida.
*Texto para a Oficina de Produção Textual - Tema: Apresentação

28 de agosto de 2011

Pés molhados

Nossas palavras sussurradas ao vento, escritas nos cadernos escondidos, foram enchendo o balde.
Os pingos de reticências deixaram-no quase transbordando...
Às vezes esbarramos nele, derramando um pouco de água pela sala.
Agora, não adianta mais colocarmos toalhas em volta, parece que nada mais consegue conter a água cristalina que jorra.
Já estou com os pés molhados.
E estou aprendendo a nadar.
Daqui a pouco chuto o balde e mergulho nesse mar profundo.

*Escrito em 19/05/2011

23 de agosto de 2011

Censura

Escondo minhas palavras secretas de ti e do mundo, por paciência, por precaução. Saiba que não faço por mal, mas por entender que cada palavra tem seu momento certo para vir à tona, apesar de poder nascer a qualquer instante. Por isso guardo todas, para um dia te mostrar.

Tu escondes as tuas palavras de mim também. Queres lembrar do que sentias, queres ver se estavas certo. Tuas palavras são teus pensamentos e memórias que saltam do encontro das tuas duas realidades paralelas - a trivial e a reflexiva. Não me mostras porque não gostas de te expor, mas eu sei que tu também entendes o tempo.

Escondemos nossas palavras um do outro, ampliando o segredo e o mistério. Sabemos que elas existem, guardadas sob senhas seguras, mas não ousamos mostrá-las. Censuramos nossas declarações, sonhos e utopias. Cuidamos delas, esperando o tempo de despertarem.

*Texto censurado em 17/05/2011

19 de agosto de 2011

Somos sóis

Amanheceu. Pude ver os raios de sol, senti-los suaves na minha pele.
É o sol mais belo que já vi, pois não apenas simplesmente brilha, mas me faz brilhar também.
Tornamo-nos dois sóis, de brilhos distintos. Um ilumina o outro, equilíbrio.
Tua luz azulada me dá a calma que não encontro nos meus raios vermelho-sangue. Estes, por sua vez, te fazem pulsar e ver que há muito mais para se viver.
Esse equilíbrio de cores e luzes me faz tão bem que pareço voar, cada vez mais para perto do meu sol azul.
Permanecerei brilhando até que não haja mais forças em mim. Estarei para sempre suspirando por teus tons azuis que me completam.
Somos sóis, somos luz.

"Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo... Mas a raposa voltou a sua idéia: - Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música."

O Pequeno Príncipe

* Escrito em 24/05/2011

15 de agosto de 2011

Utopia

Queria que teus olhos fossem pra sempre meus, assim meus olhos nunca se sentiriam sós.
A tua voz seria pra sempre melodia da minha vida e me faria dançar a tua música.
Eu saberia tua senha e leria tuas frases secretas, sem me importar com pontuações.
Tu também lerias as minhas e ouvirias minhas canções escondidas, de melodias erradas.
As reticências só existiriam naqueles momentos em que palavras não são mais necessárias.

Mas tudo isso são utopias...
As incertezas e receios que ainda existem não me deixam acreditar, apesar da esperança que me dão tuas entrelinhas.

*Escrito em 15/05/11

12 de agosto de 2011

Certezas

Se é de certezas que tu precisas, deixa que eu te dou a minha. Deixa os meus olhos confirmarem o que as palavras já deram a entender.

Se te dou minha certeza, fico em falta, preciso da tua em retorno. Permita que eu mergulhe no fundo desse oceano pacífico e desvende-o, e descubra se há algo meu escondido nas profundezas.



*Escrito em 15/05/2011

10 de agosto de 2011

Se eu pudesse

Se eu pudesse, recolocava as estrelas no céu, de modo a escreverem teu nome.
Se eu pudesse, colocava alguns raios de sol numa caixinha para ti usá-los nos teus dias nublados.
Se eu pudesse, eu faria do arco-íris uma grande passarela para passearmos de mãos dadas pelo céu.
Se eu pudesse, pediria para o pôr-do-sol durar mais tempo para ficarmos lá só observando e fazendo nada.
Se eu pudesse, faria nascer um novo tipo de flor, azul e rara, que seria chamada pelo teu nome e com a qual enfeitaria toda a minha casa.
Se eu pudesse, te levaria para viajar um um cometa, iríamos até a lua para ver se há mesmo um coelho por lá.
Se eu pudesse, mudaria o som das batidas do meu coração de "tum-tum" para as duas sílabas do teu nome.
Se eu pudesse, escreveria um livro inteiro só para ti.
Se eu pudesse, pararia o tempo bem naqueles momentos em que nossos olhos se encontram e nada mais precisa ser dito.

*Escrito em 10/06/2011

2 de agosto de 2011

Menina

Sempre te vi menina, de maria-chiquinha, ursinho de pelúcia e pirulitos. Resolvi te cuidar, te contar histórias, ouvir as tuas, rir contigo. Tu nunca choravas, mesmo em estradas pedregosas saltitavas entre as rochas com um riso contagiante. Eras menina, eras criança.

Um dia percebi em ti outras cores, na verdade, uma opacidade trazida pelo tempo. Não era algo ruim, mas aquele cintilar infantil aos poucos sumia. Agora tens estado mais séria, tens te preocupado mais. E esses dias até te vi chorar. Estávamos só nós duas, me contavas tuas novas histórias, dessa vez não havia risadas.

O tempo sempre passa, menina. Com ele vêm as novas histórias, as primeiras lágrimas, o coração que começa a falar. Descobres então mais sobre ti, sobre o mundo. Ainda és menina às vezes, já és quase adulta também. Só não perde esse brilho nos olhos, esses sonhos estrelados, as tuas palavras doces. Cresce, mas nunca deixa de ser menina.

12 de julho de 2011

Sal da terra

"Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar?" Mateus 5:13a


Esta foi a identidade que Jesus nos deu: sal da terra. Mas Ele segue a frase com uma pergunta: se o sal foi insípido, com que se há de salgar? E se vocês não fizerem a diferença? A quem enviarei?
Sempre há como perceber se a comida está sem sal, ela fica sem graça, sem sabor. Assim é a nossa vida sem o tempero da palavra de Deus. Assim estão aqueles que não conhecem o Senhor. E, se a nossa vida e as nossas palavras não estiverem temperadas com esse sal, e não servirmos de tempero ao mundo, quem há de temperá-lo? Quem há de influenciar as pessoas? Se a Igreja não salga, outros insípidos influenciam os que já estão sem tempero.
Nesses últimos dias tenho ouvido muito sobre a Igreja tomar posição, compreender o chamado que Deus nos fez de sermos a diferença do mundo, marcar as pessoas, pregar o Evangelho puro, simples e verdadeiro, ser sal da terra.
Ouvi sobre a Cultura do Reino, que muito se difere da cultura evangélica, das tradições, da religiosidade, do sentar no banco domingo e voltar para casa do mesmo jeito. Nada tem a ver com fazer muitas coisas também. Cantar, dançar, interpretar, escrever, pregar! De nada vale se não estamos salgando vidas.
Em primeiro lugar, para quem vive a Cultura do Reino, cristianismo não é religião, mas relacionamento com o Deus vivo. Quem vive a Cultura do Reino anda em santidade e vive a transformação de dentro para fora. As oportunidades não são perdidas, pois o amor genuíno, vindo de Deus, os leva às pessoas. E assim, todas as ferramentas que Deus nos deu viram um meio para chegarmos à finalidade: salgar a terra, marcar pessoas, influenciar vidas.
Minha oração é para que façamos parte dessa geração que vive a Cultura do Reino, que deixa de viver uma vida egoísta, para conhecer profundamente o Senhor e, assim, fazer a diferença.

27 de junho de 2011

Caminho azul

Débora parecia cansada de seguir sozinha. Recebera um sonho há certo tempo, mas ele parecia cada vez mais distante. Sonhara que estava na estação, esperando o trem que a levaria. Ouvia seu ruído, mas não podia vê-lo. Ela sabia que algo novo ia acontecer, mas a espera parecia nunca terminar.
Já havia conversado sobre isso várias vezes com seu Amigo. Ele permanecia lhe dizendo "espera tu pelo Senhor; anima-te, e fortalece o teu coração; espera, pois, pelo Senhor". Essa palavra ecoava no seu coração todos os dias. À noite, olhava as estrelas, marcas das promessas de Deus, e repetia baixinho "espera tu pelo Senhor; anima-te, e fortalece o teu coração; espera, pois, pelo Senhor."
Um dia, percebeu algo curioso. Havia um caminho perto do dela, cercado de flores azuis. O menino que caminhava por ali era quieto. Se chamava Rafael, já o havia visto algumas vezes, mas nunca se falaram muito. Às vezes ela o ouvia tocar. Era um bom músico. Com o passar dos dias, Débora foi ficando cada vez mais curiosa. Ouvia-o tocar, observava-o de longe, começou a sentir-se feliz em estar perto dele. Será possível? Seria essa a novidade? Preferiu esperar mais um pouco. Uma coisa que ela havia aprendido a ser era prudente, desde o início dessa jornada.

Certa vez, Débora foi colher flores e encontrou o menino misterioso. "Oi", disse tímida. "Oi", ele respondeu. A partir daí, conversavam com mais frequencia. Tornaram-se amigos, mas Débora não podia deixar de pensar que esse podia ser o seu sonho de anos, a sua promessa, o trem chegando na estação. Ela lhe mostrou suas histórias, descobriu que ele também escrevia. Ele lhe deu uma rara flor azul, que só existia à beira do seu caminho. Ela lhe deu um caderno vermelho. Ele escreveu nele versos com tinta azul. Ela lhe contou seus sonhos. Ele queria aprender a sonhar mais. Ela chorava às vezes. Ele era calmaria todo o tempo. Ela dançava. Ele tocava.
Os caminhos iam se aproximando, assim como Débora e Rafael. Seus olhos já se encontravam por acaso, e eles sorriam timidamente um para o outro. Eles já sabiam o que estava acontecendo. Mas não admitiam. Era até engraçado vê-los assim. Meias palavras, olhares rápidos, sorrisos escondidos e sonhos guardados, muitos sonhos!
Um dia ela falou do sol, que as noites eram períodos de espera e nada podia ser feito para apressá-las. Ele respondeu que o sol podia demorar, mas viria. Eles se entenderam... Não negaram mais pra ninguém que perguntava. Ele era o seu sol. Ela era sua estrela. E agora sim! O céu parecia mais azul, o ar era perfumado, as cores, mais intensas! As palavras eram todas doces, os pássaros pareciam cantar pra ela, até os dias nublados eram inspiração...
O caminho de Débora, com flores vermelhas, e o caminho de flores azuis de Rafael passaram a andar lado a lado. Eles avançavam aos poucos, com cuidado, com a prudência que haviam adquirido no início. Não era mais hora de sonharem sozinhos, aprenderiam a sonhar juntos, a sonhar com o caminho de flores roxas que viria ainda mais à frente...

Meu amanhecer

 
Como o ano tem suas estações, como o dia tem seus períodos, a vida tem seus tempos, conforme Eclesiastes 3. E eu fiquei me perguntando: é tempo de quê?
Descobri que em mim é o amanhecer. O sol nasceu a pouco bem ao leste, ainda há áreas um pouco escuras a serem descobertas. É tempo de despertar, de ver o que acontece ao redor, de perceber a beleza e as mazelas do mundo, de compreender porquês sem questionar muito como, de caminhar por fé.
É tempo de levantar da poltrona confortável, de andar em solos pedregosos, desertos escaldantes, de aceitar a aventura e o desconhecido, de se perder a fim de encontrar.
É tempo de amar, de descobrir o gosto por outras cores, de aprender sobre outro universo, de esperar.
Novo tempo, novas cores, o meu amanhecer.

13 de junho de 2011

Vida poesia

E é assim que a vida vira poesia.
Cada passo é uma palavra que se encaixa na outra, me botando a dançar, criando novas melodias nunca antes tocadas por essas bandas.
O sol é mais brilhante, o céu é mais azul. As flores são todas mais coloridas!
Meu olhar se perde no horizonte, sonhando acordada, repassando cada palavra, cada passo da poesia... Ou até criando novas combinações.
O pôr-do-sol geralmente me dá boas ideias.
Gosto de frases curtas, gosto de reticências, gosto de metáforas. Às vezes quero usar tudo junto, tipo agora...
Agora, quando parece que vou explodir de alegria, quando tudo parece cor-de-rosa (ou roxo!), quando tudo fica mais concreto.
É assim. Pra mim, poesia é coisa bonita, poesia é alegria, poesia é amor.
Vida poesia

1 de junho de 2011

26 de maio de 2011

Dependência

O medo de andar pelo desconhecido, pela estrada nova. O frio na barriga antes de começar a dança. O receio de fechar os olhos e dar o passo.

Danças de erros e acertos.

Dependência.

Num mundo onde todos querem ser independentes e donos de suas vidas, tudo o que eu quero é segurar em Teus braços e Te deixar me guiar. Subir nos Teus pés e dançar como menininhas dançam com seus pais. Não me preocupar com o que virá, com o que será, apenas confiar e Te deixar conduzir a minha dança, a minha vida...

24 de maio de 2011

Livros

Não quero que tudo isso seja mais um conto perdido no meio de um livro de fábulas. Daquelas historinhas que fazem a imaginação voar, mas que são falsas, pois bichos e estrelas não falam.

Também não quero que seja um daqueles romances impossíveis, cheio de desencontros. Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, belas histórias, sem finais felizes.

Quero que seja um livro como os da Jane Austen, daqueles que a gente lê deitado na rede no fim da tarde. Daqueles que nos fazem rir e chorar com pequenos detalhes, marcar as frases mais bonitas e terminar de ler com um sorriso.

23 de maio de 2011

Ante-sala

"Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens." 1 Coríntios 15:19

Às vezes esperamos demais dessa vida, temos muitos planos e projetos aqui.
Devemos lembrar que na verdade a nossa vida ainda nem começou. A eternidade nos espera muito em breve, pois esse vida terrena nada mais é do que um sopro.
Tudo o que somos e temos aqui é tão efêmero quanto uma leve brisa...
No entanto, Deus é tão maravilhoso e bom que nos permite aproveitarmos essa ante-sala, nos dando sonhos e coisas lindas para vivermos nesse pequeno espaço de tempo. Nos permite amar, cantar, sorrir, dançar, chorar, abraçar, fazer a Sua obra, deixando marcas para as próximas gerações... E em tudo Ele trabalha na nossa vida aqui, nos preparando até que chegue a hora de desfrutarmos da vida real e eterna.

21 de maio de 2011

E se acabasse?

Dizem que o mundo vai acabar hoje. Será mesmo? Tantas teorias e profecias já foram feitas a respeito disso... Prefiro acreditar no Mestre, que disse que só Deus sabe o tempo de tudo.
Mas e se acabasse? O que você faria com suas últimas horas nessa terra? Com quem você falaria? O que você comeria? Que última paisagem gostaria de ver? Quem você abraçaria?
Se o mundo acabasse hoje, correria até o alto de um monte e gritaria todas as verdades impressas dentro de mim sem medo. Comeria meu último e mais proveitoso pedaço de chocolate. Cantaria minhas músicas no meio da praça sem me preocupar com o tom certo. Dançaria sem música, de pés descalços na grama.
E diria tudo, tudo mesmo, olhando nos olhos, no pôr-do-sol.

19 de maio de 2011

Curiosidade

Sempre fui curiosa. Acredito que todos são, mas em alguns isso se torna mais exagerado, tipo eu. Livros, filmes, estrelas, culturas, países, flores, pessoas... Um link leva a outro e a tela se enche de informações, e a prateleira se enche de livros. Talvez por isso o jornalismo. Observar tudo, procurar detalhes, xeretar. Tudo ao alcance de um clique no Google.

Ultimamente, no entanto, fiquei curiosa com umas coisas que não encontrei na internet. Eram um certo par de olhos que cruzaram com os meus me lançando um ligeiro "oi". Será que às vezes choram? Será que sempre sorriem junto com os lábios? Será que buscam outros olhos? Será que apenas passaram por acaso?

Mas que curiosidade, guria! Pois é. E nada foi respondido, até porque não fiz nenhuma pergunta. E curiosidade sem coragem não vale de nada... Quem sabe as perguntas sejam respondidas com o tempo, sem pontos de interrogação, mas em frases curtas pontuadas com reticências.

Escrito em: 16/11/2010

Céu e mar

Sentei à beira da praia, com os pés molhados, cansada de caminhar pela orla. Com o vento batendo no rosto, de costas para o sol que se punha, fechei os olhos, abri novamente e me dei conta. Tudo azul.
Nunca havia parado, sem pressa, para observar a praia, sem pensar em fazer coisas, apenas enchendo os olhos de beleza. Parece que essa tarde meus olhos se abriram para o novo. E era azul.
O tom mais claro no céu, que combinava com o escuro do mar, fazendo do horizonte um encontro de equilíbrio, uma linha degradê. Calmo e tímido azul.
A tranquila imensidão me mostrou que apenas quando paro de correr, sento e descanso posso contemplar os detalhes, sonhar azul e sorrir sem motivo.

16 de maio de 2011

Ser luz

 "Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." Mateus 5:14-16



Se somos luz, nossa função é iluminar a todo tempo, apontando para a Estrela da Manhã, nossa fonte, nossa razão.
Se somos luz, não fugimos da escuridão, mas vamos ao seu encontro, pois ela nada mais é que falta de claridade. A escuridão clama a nossa presença.
Se somos luz, demonstramos toda a nossa essência, o amor, ao iluminarmos lugares escuros ao invés de nos escondermos, tendo consciência de identidade e de propósito, cumprindo a nossa missão.
Se somos luz,  temos um sorriso para dar quando há lágrimas, um abraço no tempo de dor, uma palavra certa salgada com a verdade, um perdão a ser pedido, outro a ser recebido.
Se somos luz, não passamos reto, não fingimos não ver, não falamos demais. Antes, tudo que temos, somos e fazemos reflete a glória de quem nos amou primeiro.
Ser luz é agir.
Ser luz é se importar.
Ser luz é amar.

15 de maio de 2011

Dia nublado

Talvez nem todos os dias o sol apareça, tudo fica meio cinza, meio triste, meio quieto.
Podemos até duvidar da sua existência nesses dias, mas não pense que ele não está lá. Ele está sim, inabalável. São apenas nuvens passageiras que o escondem, nos deixando um pouco temerosos, um pouco no escuro.
Continuamos esperando até que passem as nuvens, e ele surja, sorrindo timidamente, nos deixando certos de que no outro dia ele voltará, como sempre.

13 de maio de 2011

Dia de sol

Hoje acordei junto com o sol. Apenas poucas linhas laranjas no céu escuro. A lua, que partia, observava de longe, com aquele ar melancólico de quem gostaria de poder ficar.
Saí de casa e ele, tímido, de deu um oi. Agora não eram apenas linhas, o alaranjado já havia se espalhado bem mais, contornando as formas à minha frente.
Durante o meu caminho, vendo tudo da janela do ônibus, percebi que aos poucos ele avançava em sua trajetória. A luz ia tomando conta de cada espaço sombreado, bem aos poucos, bem devagar. Não precisei pedir que ele viesse, aconteceu simplesmente.
O raio de sol bateu na janela e me aqueceu.
E assim será todos os dias, para sempre.

11 de maio de 2011

Entrelinhas

Quase sempre há mais informações nas entrelinhas do que no texto em si. Às vezes parece que os segredos estão na beira do precipício, quase pulando das bordas das letras. Às vezes, eles ficam calados no silêncio e na espera, transformados em reticências, que talvez não signifiquem o "nada", mas o "tudo", contido e bem guardado.

Todo esse exercício de semântica e caça-palavras é interessante, apesar de certas vezes eu querer chutar o balde. Escrevo tudo que gostaria de falar claramente, letra por letra. "Bruna Konrath está digitando...". Releio, não mando e apago. Mando só as reticências...

É bom decifrar os mistérios das entrelinhas, sem pular etapas.

9 de maio de 2011

Instante

Então parecia que o mundo havia parado de girar. As vozes ao meu redor tornaram-se um ruído quase imperceptível. Os traços dos rostos ficaram desordenados.
Só havia um rosto, um par de olhos, uma voz e uma palavra - a mais bela e, ao mesmo tempo, a mais triste daquele dia inteiro.
"Tchau" - me disse o sorriso tímido.

E foi assim que um pequeno instante coloriu um dia meio cinzento.

E foi assim que um pequeno instante tornou o sonho um pouquinho mais concreto.

5 de maio de 2011

Queria dizer

Verbo querer conjugado na primeira pessoa do pretérito imperfeito do modo indicativo: queria.
Conjugação verbal que descreve fatos passados (ainda) não concluídos, que permanecem em suspensão, à espera de um desfecho presente ou futuro.

Queria dizer, fazer, cantar.
Queria poder, voar, sonhar.
Queria correr, dançar, amar.
Queria estar, conseguir, gritar.
Queria escrever, ser, encontrar.

Ou talvez seja só uma maneira mais tímida de dizer quero, no presente, agora.
Queria é o modo polido, talvez sem coragem, mas que sabe esperar.

2 de maio de 2011

Me fiz criança

As lágrimas rolam no rosto.
Histórias nunca vividas são contadas ao travesseiro.
A boneca de pano me abraça e diz que vai ficar tudo bem.
Músicas de ninar tentam acalmar a tempestade aqui dentro.
Nessa noite, me fiz criança.
E meu Pai me pegou no colo.

29 de abril de 2011

Aventura

Como conciliar o gosto pelo mistério com a vontade de conhecer mais?
Apesar da beleza do mistério, de nada serve se não para ser desvendado. O enigma é interessante no princípio, mas a sua existência pede um desfecho, mesmo que trágico, de preferência belo.

Como posso me encantar com o silêncio enquanto o que mais quero é ouvir o som?
O ruído do silêncio pode ser doce algumas vezes, mas também pode tornar-se angustiante se nunca for quebrado por palavras completas, que preenchem as lacunas deixadas pela quietude.

Como compreender que é a indiferença que me faz buscar os olhos?
A constância não é instigante, mas estes são olhos de frequência rara. São como um mar a ser explorado, cheios de mistérios nas profundezas, que vão sendo descobertos aos poucos, conforme avança o aventureiro mergulhador.

Descobrir cada detalhe e aguardar o próximo mistério é o que faz disso a minha aventura.

25 de abril de 2011

Cenografia

E, além de tudo, havia o pôr-do-sol, explodindo suas infinitas cores, contornando os montes, seguido por todas as estrelas e pela lua crescente, que vieram, curiosas, fazer parte do espetáculo.










Foto de Amauri Knevitz Jr., em 23/04/2011

19 de abril de 2011

Esperar



Não se pode forçar o sol a nascer.
É preciso passar pela noite, contemplar as estrelas, deixar a lua fazer o seu caminho.

Não se pode acelerar o início da primavera.
É preciso que as folhas caiam no outono, que as raízes se fortaleçam no frio do inverno.

As coisas simplesmente acontecem no tempo certo.
E eu espero, porque eu sei em quem confio.

17 de abril de 2011

Janela fechada

Certo dia, decidi que ia abrir a janela.
Observei o movimento, cantei com os pássaros, senti o calor do sol, tomei chuva, plantei flores na jardineira, contei estrelas...
Mas chegou a hora de fechá-la. Por cautela, não por frieza.
Quer entrar?
Bata na porta.

13 de abril de 2011

Feixe de luz

Talvez a complexa arte de explicar pensamentos não faça parte da minha caixa de talentos, e, no fim, todas as palavras mirabolantes aqui escritas sejam em vão. Afinal, como explicar feixes de luz que em um momento estão aqui, e já no outro vão embora, nos deixando apenas com a sensação de quão efêmeras são as ideias, de quão efêmera é a vida?... Talvez a opção mais fácil fosse simplesmente me calar e esperar que os pensamentos voem.

Mas as palavras teimam em querer sair, mesmo confusas, mesmo incompletas. Ainda que seus singelos significados não expressem a imensidão de pensamentos que deveriam aqui estar descritos, elas buscam, numa luta apaixonada, por pra fora a lava quente do vulcão. Borbulham em meu peito, em minha garganta e, por fim, em meus dedos que parecem brincar de pega-pega nessas teclas.

A verdade é que um pensamento específico não foi embora, mas fixou-se, e trouxe-se consigo sensações nunca antes agasalhadas por baixo dessa pele. Mas como explicar isso tudo, se apenas quem pensa e sente é capaz de entender em sua plenitude? E explicando-os, deixariam sua essência, para tornarem-se compreensíveis e simplórios. Adiantaria explicar? Sentirias tu a mesma coisa?

Decidi não explicar, apenas sentir, apenas pensar.
E esperar que talvez se torne concreto.

*De algum lugar surgem os textos, e isso se chama inspiração, que vem como um feixe de luz, como um raio de sol.

10 de abril de 2011

Olhos de estrela

Olhei para o céu essa noite e vi as estrelas, milhares delas. Lantejoulas do manto noturno, sonhos de apaixonados, habitações de príncipes fictícios.


Lembrei que elas sempre estão lá, não importa quão iluminada seja a cidade, ou quão nublado esteja o céu. As circunstâncias efêmeras não as enganam, elam permanecem brilhando, sabendo que hora ou outra vão aparecer e embelezar a noite, dar esperança aos apaixonados e abrigar histórias a serem contadas.


Notei que o céu que contemplo é o mesmo que está sobre ti, onde quer que estejas. Fiz, então, das estrelas teus olhos. Se, por um pequeno instante, te lembrares de mim, olha para elas e vê meus olhos que sorriem pra ti.


Escrito em: 03/02/2011

4 de abril de 2011

Surpresa

Planos, planos, planos.... Como gostamos de planejar!
A roupa que vou no casamento, as próximas três faculdades que quero fazer, as músicas que irão tocar, as conversas com hora marcada, cursos disso ou daquilo, semestres a mais na faculdade, onde vai ser a próxima pizza, sobre o que vai ser o próximo texto, filmes, passeios, amigos, amores. Tudo planejado. Controlado. Mapeado. Daqui a três, quatro, cinco anos estarei fazendo e-xa-ta-men-te isso.
E então acontece. Uma simples chuva, um tempinho de distração, um olhar devolvido, um nota que pareça diferente, um sorriso meio escondido, e tudo parece ter sido alterado. "Surpresa", Deus nos diz. "Meus pensamentos são mais altos". Assim, aparece o amigo fora de hora, a dança espontânea, a nova canção, a viagem maravilhosa feita às pressas, o amor inusitado.
Obrigada, Deus, pelas Tuas surpresas, pelos Teus mistérios, pelas cores que Tu dás à vida.

Na tarde chuvosa

Foi só um raio de sol que bateu na minha janela. Ainda chovia. Mas a sua gentileza e suavidade me fizeram sentir por um momento o calor do início do verão. As gotas de chuva que apostavam corrida no vidro também sorriam ao vê-lo. Quem sabe já era hora de acabar com os dias cinzentos, hora da chuva descansar e das crianças brincarem de pega-pega no parque? Quem sabe já não era o tempo de acabar com os dias solitários, acompanhados apenas de livros de romance com suas histórias irreais?
E, então, o raio de sol voltou a esconder-se atrás das nuvens carregadas, deixando gotas, crianças, janela e coração esperançosos com sua volta.

31 de março de 2011

Quem faz a história


Quem faz a história é quem ousa sair do lugar. É aquele que fecha os olhos, sente o vento e respira fundo, dando o primeiro passo.
Quem faz a história é aquele que faz muito mais do que fala e, quando fala, o faz com sabedoria.
Quem faz a história é quem não se contenta com pouco, mas olha adiante e vê o quanto ainda há pra viver.
Quem faz a história cria asas e também as coloca nos outros para que todos voem juntos.
Eu quero fazer a história!

I'm gonna be a History Maker in this land
I'm gonna be a speaker of truth to all mankind
I'm gonna stand, I'm gonna run
Into your arms, into your arms again

1 de março de 2011

Furacão

É hora de derrubar os muros que construímos ao nosso redor com tijolos de medo e de orgulho. Precisamos de um furacão, que nos tire do lugar, nos sacuda. Na bagunça deixada, em meio a lembranças e imagens, revemos o que estava escondido, o que havia ficado pelo caminho e finalmente nos damos conta do que os muros nos impediam de enxergar. Então olhamos os rostos, as mãos e os olhos das pessoas e percebemos que não estamos sozinhos.

O mesmo que disse "eis que estou à porta e bato" também disse "se alguém receber o que eu enviar, me recebe a mim". Ouvimos as batidas, mas não entendemos e não os recebemos. Trancamo-nos em nossa torre inacessível, pensando estarmos seguros de toda desconfiança, das traições e intrigas, das quais esse mundo está cheio! Afinal é um perigo nos expormos! Errado. Os relacionamentos são necessários. As amizades enchem as tardes de sol e as noites de risos e lágrimas. Os erros cometidos nos amadurecem. Só é preciso saber amar. Só é preciso saber perdoar.

Que venha o furacão! Que caiam os muros! Que estejam abertos os corações! Abertos para amar e serem amados, para perdoar - "se setenta vezes precisar, vezes sete se preciso for". Deus ama pessoas e amá-lo requer esse desafio.

"Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.". João 13:34-35

8 de fevereiro de 2011

Inesperado


A aventura de viver cada dia. O desafio de acreditar no invisível. Cada página do livro é única e capaz de trazer mudanças, pessoas, surpresas, novidades para o enredo.
Não conhecemos tudo de uma vez, senão qual seria a graça? Vamos sabendo aos poucos, descobrindo e vivendo os detalhes da história, escrita com cuidado pelo Autor da Vida. E cada página virada é um novo dia, uma nova oportunidade de crescermos, de nos surpreendermos.
Isso é ter fé. Fé não apenas para que os sonhos do personagem se realizem, mas para que o Autor realize os Seus sonhos nas Suas criações. E aí está a aventura, nós nunca sabemos o que poderá vir na próxima página. Nós esperamos o inesperado.

30 de janeiro de 2011

Menina de gelo


Menina de gelo, olhos fechados, pele fria, congelada de medo, inacessível.

Menina de gelo, mantém todos distantes, sopra frio e fala flocos de neve.

Menina de gelo, secretamente chora lágrimas de cristal, à espera do raio de sol que a transforme em rio corrente.

Menina de gelo, até quando sustentarás a tua frieza, calando a pequena chama acesa dentro de ti?

24 de janeiro de 2011

Livro grosso

Qual seria a graça se o caminho fosse fácil?
Que história haveria de ser contada depois de tê-lo percorrido?
Quero um livro grosso e não um bloco de anotações.

21 de janeiro de 2011

Toque final

O processo é difícil.
Detalhes pensados, calculados.
Leva até um bocado de tempo.
Monta, desmonta.
Começa embaixo, volta pra cima.
Dá a volta, reescreve.
O bolo está pronto.
O poema escrito.
A árvore montada.
Agora o toque final.
Simplicidade.
Um, dois, três e... pronto!
Estrela da árvore de natal.
Chave de ouro do poema.
Cereja do bolo.
Agora pode começar a festa.

7 de janeiro de 2011

Textos idiotas

Me perdoem. Tenho escrito textos idiotas.
É sério. Não adianta tentar me animar...

O que acontece é que me deparo com essa tela em branco - mente em branco. Começo a digitar as maiores besteiras que consigo pensar, apenas para preenchê-la de letras. Geralmente, com palavras nas mãos me sinto livre... Agora elas me escapam.

Parece que falta algo no enredo.

Claro que tudo pode dar num texto! Não é esse o ponto, entenda. É possível encontrar frases nas situações e paisagens mais diversas. Mas parece que já falei demais de tudo isso. Esgotei. E tudo acaba indo pro mesmo lugar...

Falta um coração ritmado.
Falta um solo de guitarra.
Falta a falta de ar.

Falta outro pedaço de vida que ainda não encontrei.