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22 de outubro de 2009

Fotografia
















"De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório. Nós, fotógrafos, lidamos com coisas que estão continuamente desaparecendo e, uma vez desaparecidas, não há mecanismo no mundo capaz de fazê-Ias voltar outra vez. Não podemos revelar ou copiar uma memória."

Henri Cartier-Bresson

24 de junho de 2009

Uma família, um país, pessoas**

Eu estava sozinha sentada em um banco com o livro aberto em meu colo quando dei-me conta do que havia acabado de ler. Voltei algumas linhas e rê-li: “Estar sozinha é uma idéia desconhecida para Leila. Ela nunca, em nenhum lugar, esteve sozinha. Nunca ficou sozinha no apartamento, nunca foi sozinha a lugar algum, nunca foi deixada sozinha em lugar algum, nunca dormiu sozinha. Todas as noites dorme no tapete ao lado da mãe. Leila não sabe o que é estar só e nem sente falta disso”. Percebi o quão distante era a minha realidade da dessa moça afegã apenas um ano mais velha do que eu.
Os maiores choques de realidade ocorrem quando algo básico para um não é normal para outro, como ficar só em alguns momentos, por exemplo. No livro O livreiro de Cabul, de Asne Seierstad, esses choques ocorrem a todo instante. A cada página virada, descobrem-se extremas diferenças entre a nossa sociedade e a afegã. A educação, a submissão feminina e sua posição na sociedade, os rituais religiosos, os relacionamentos, o casamento, a liberdade de expressão e até mesmo os hábitos de higiene no Afeganistão impressionam o leitor ocidental. Durante a leitura, confesso que algumas vezes fiquei com raiva diante das injustiças cometidas com mulheres e jovens – baseadas em meus conceitos de justiça, claro.
O livro, lançado em 2006 no Brasil pela editora Record, foi escrito com base nos três meses em que a escritora e também jornalista norueguesa viveu na casa de uma família afegã, na primavera de 2002. Ao cobrir a guerra contra o Talibã no Afeganistão logo após o 11 de setembro, Seierstad conheceu Sultan Khan (nome fictício), dono de várias livrarias em Cabul. Por interessar-se pela história e modo de vida da família Khan, a jornalista foi recebida em sua casa a fim de escrever um livro. Por ser ocidental, a autora diz que era considerada um “ser bissexuado” que podia conviver e conversar com mulheres e homens, ou seja, sem a comum distância e separação mantida na cultura afegã. Lá ela vivenciou e descobriu várias situações que são descritas no livro com um misto de narrativa lírica e reportagem e que revelam a realidade de uma cultura que existe paralelamente à guerra, de uma face do país muitas vezes não mostrada aos ocidentais.
Sultan Khan é um homem culto, bem informado, que gosta da poesia e da história do Afeganistão. Passou por tortura e muitos de seus livros foram queimados na invasão soviética e no período do Talibã. Khan mantém diante da sua família a posição de superioridade conferida ao primogênito e ao marido, obrigando os filhos a trabalharem nas livrarias e não os deixando estudar, tratando a irmã mais nova como empregada, dando mais privilégios à segunda esposa, negociando o casamento das irmãs. Todas essas histórias são contadas como crônicas da vida afegã sob o olhar ocidental da autora norueguesa. Em nem todos os relatos Khan é o centro dos acontecimentos, pelo contrário, o destaque do livro são as mulheres. Mesmo assim, o título do livro nos remete ao livreiro, e assim é a família Khan. Mesmo com as duas esposas, os cinco filhos, a mãe, as irmãs e o irmão que moram no apartamento de quatro quartos de Sultan, ele permanece como a autoridade, o nome sobre todos na família. Sua palavra é lei.
De um modo mais amplo, Asne Seierstad retrata algo além das particularidades de uma família, ela retrata o Afeganistão, país afetado por constantes guerras, desde a saída dos britânicos e da invasão soviética até a interversão americana contra o Talibã e as conseqüentes lutas internas pela afirmação de um governo. É fundamentado no islamismo e, mesmo não estando mais sob o controle Talibã, mantém alguns costumes impostos pelos antigos governantes, como o uso da burca – traje também adotado pela autora para fazer-se “invisível” em Cabul.
Apesar de algumas dúvidas quanto à veracidade dos fatos relatados – alguns críticos supõem a invenção das histórias ou, pelo menos, de parte delas –, O livreiro de Cabul acrescenta aos ocidentais uma nova visão sobre a sociedade afegã, pois mostra que, além das guerras, das proibições, dos rituais islâmicos e dos casamentos arranjados, há uma senhora obesa que esconde tâmaras sob o tapete e as come escondida, há um jovem que odeia ser afegão, fuma e pensa muito em garotas, há uma adolescente assustada que vai casar-se com um homem de cinqüenta anos, há uma professora de biologia que viveu um grande amor e que foi proibida de trabalhar pelo governo. Atrás da cultura, há pessoas que, assim como todas as outras, sejam orientais ou ocidentais, sentem, pensam, sonham e vivem da sua maneira, ou da maneira que foram ensinadas a viver.





** Eu realmente não espero que alguém leia isso além do meu professor. Fiz para a cadeira de Ética em Comunicação e queria colocar em algum lugar...

25 de março de 2009

Imagens… (?)

Teorias da Imagem… São muitas! A minha teoria? Sei onde encontrá-las, como usá-las e como interpretá-las. Não acredito realmente que precise entendê-las ou classificá-las.

Imagem 1.


De todos os tipos de imagens que venho estudando, confesso que meu preferido é a metafórica, a figura de linguagem, que utiliza-se de convensões para fazer comparações. Muitas vezes acabam sendo hipérboles, mas são válidas e fáceis de entender.


Estou me sentindo, portanto, como um “peixe fora d’água” nas aulas de Teorias da Imagem.


Imagem 2.



No período em que estava estudando para o vestibular, esta foi a minha imagem preferida. Quando a via, imaginava a mim mesma tentando estudar química ou física.


Passei no vestibular e deixei de usá-la. Até hoje.


Ela volta a ser minha representação, tentando entender Teorias da Imagem: signos, índices, códigos, pragmatismo, real, virtual… Quando acredito entender um pouco, um novo assunto vem à tona, me deixando mais confusa.


Conlcusão


Imagens que me representam tentando entendê-las.


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Desculpem a falta de criatividade. O início da faculdade é muito teórico, até agora não fiz um texto – tirando o texto sobre as férias (isso mesmo) para a cadeira de Ética e Legislação em Comunicação. Mas esperem pelo segundo semestre…

21 de janeiro de 2009

A montanha

Dali ela viu os campos verdejantes... E como eram lindos! Poderia, finalmente descansar! Banhar-se naquele rio cristalino. Lavar o corpo e a alma, ambos cansados da difícil caminhada dos últimos meses. Débora ainda podia se lembrar de algumas pedras difíceis que teve de subir para conseguir escalar a montanha como deveria. Claro que, graças àquela troca de roupas, estava vestida apropriadamente. Seu vestido infantil de outrora se rasgaria todo naquela situação.

Deitada em meio aos lírios, recordava o momento em que avistava a montanha. Ao mesmo tempo que desejava evitá-la, queria subir, queria se aventurar de verdade, queria o que sabia que havia do outro lado. Então foi. No início não era tão difícil como ouvira falar, talvez seja porque já estivesse bem preparada, ou porque esperasse obstáculos piores. No entanto, no decorrer da subida, as rochas tornaram-se mais difíceis de escalar, suas forças já não eram as mesmas, estava cansada da mesma vista todos os dias... Tudo parecia não cooperar para que Débora alcançasse o pico. Havia armadilhas por todos os lados! Algumas vezes, enfraquecida, Débora quase caiu em muitas delas, mas foi salva pelo mestre e amigo que a acompanha sempre.
No caminho, fez amizade com outros que como ela subiam a montanha e com os próprios animais habitantes da montanha. Com os primeiros compartilhou alegrias e tristezas, recebeu e deu auxílio e manteve acesa a esperança. Com os segundos, aprendeu o caminho a seguir, a escapar das armadilhas e a acertar os atalhos. Porém, mesmo que eles lhe ajudassem ela sempre contava com um auxílio extra de seu velho amigo de todas as horas, que a escutava, a ensinava e a enchia de paz e certeza, dando-lhe forças a cada dia.
Quando chegou ao pico, contemplou a vista: os verdes campos que tanto sonhara! Mas ainda lhe faltavam os últimos testes: a decida, que podia ser tão traiçoeira quanto a subida. Um passo em falso poderia fazê-la rolar montanha abaixo e não chegar inteira ao pé da montanha, não podendo aproveitar tudo o que buscava. Débora caminhou, então, medindo cada passo dado, com cautela e prudência. Algumas vezes, tropeçou, mas não caiu.
Agora estava lá nos verdes campos em que corria um rio tranquilo, um lugar de paz e calmaria, onde podia fortalecer-se. Sim, fortalecer-se, pois a jornada não termina aqui. Logo adiante Débora já avistou vales profundos, montes íngremes e rios bravos, nos quais deverá se aventurar. Mas ela não teme. Foi vitoriosa em uma das mais altas montanhas da região e confia em seu amigo. É por ele que está aqui, é por ele que chegará ao final do caminho.

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** Só pra avisar! Estou viva e não pretendo abandonar o blog... Era apenas um tempo longe. Os fins justificaram os meios aqui: deixei o blog um pouco de lado para me dedicar mais para o vestibular. Resultado disso tudo? 13º lugar em Jornalismo na UFRGS!

Provérbios 21:31!
Salmo 20!
Daniel 1!

1 de março de 2008

Sem nada pra fazer às 2 da manhã

Desculpem, mas, por enquanto, ainda não pus os textos em prática...
Só fico entrando em sites sobre vestibular... estou ficando viciada! Hahahaha!!

Resultados dos milhares de testes online que fiz:

Introvertido, Intuitivo,Emotivo, Perspicaz
O que se entregaVocê quer expressar seus pontos de vista e valores por meio do trabalho e ter controle sobre o processo e o produto final. Não gosta de apresentar seus resultados antes que estejam completos.Pontos fortes:- Prefere trabalhar em causas nas quais acredita.- Não abandona suas obrigações.- Comunica-se bem.Pontos fracos:- Tem dificuldade para planejar.- Perde facilmente o interesse se não acredita na causa.- É cabeça-dura.Profissões
Arquitetura e Urbanismo
Artes Cênicas
Biblioteconomia
Ciências Sociais
Design Gráfico
Fisioterapia
Fonoaudiologia
Jornalismo
Letras
Música
Naturologia Aplicada
Nutrição
Pedagogia
Psicologia
Serviço Social
Terapia Ocupacional
Tradução e Interpretação

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GRUPO 4 - 11 pontos
Exibe maior interesse por profissões ligadas ao uso e domínio da língua (oral e escrita), como publicidade, relações públicas, jornalismo, letras etc.

GRUPO 5 - 8 pontos
Tem interesse por atividades artísticas, como cinema, teatro, música, arquitetura e artes plásticas

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Comunicação
O principal interesse dos profissionais dessa área é transmitir informações e idéias da forma mais adequada possível para o seu público.
Cinema e Vídeo, Desenho Industrial, Design Gráfico, Jornalismo, Multimídia, Produção Editorial, Produção Cultural, Publicidade, Rádio e TV, Relações Públicas.

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Fique atento à área de comunicações. Leve em conta profissões como:
Jornalismo
Publicidade
Propaganda e Marketing
Rádio e TV
Produção Cultural
Produção Editorial
Relações Públicas

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Veja aqui algumas sugestões de carreiras que são adequadas ao perfil traçado por você
Jornalismo
Publicidade, Propaganda e Marketing
Rádio e TV
Relações Públicas

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Jornalismo, jornalismo, jornalismo...

Tenho outra escolha?