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28 de janeiro de 2015

Auschwiz

Ontem, foram celebrados os 70 anos da libertação dos prisioneiros de Auschwitz, campo de concentração para onde iam judeus, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová e prisioneiros da guerra. Local de morte imediata para crianças, idosos e deficientes.

Minha paixão por história sempre me fez querer saber mais, conhecer os detalhes, e quanto mais sabia, mais aterrorizada eu ficava. São tantos os relatos e tantas as histórias contadas ao longo de todos esses anos, que eu seria incapaz de fazer um resumo aqui. São incontáveis filmes e livros que abordam o tema. Qualquer pesquisa rápida no Google já pode te dar um panorama, caso ainda não saibas muito sobre o assunto.

Em novembro do ano passado tive a oportunidade de conhecer dois campos de concentração: Auschwitz e Birkenau, na Polônia. Eram, de fato, lugar que eu gostaria de conhecer, mas agora é um lugar que não tenho vontade de voltar. A visita nos enjoa, nos perturba. Olhar tudo aquilo e aprender cada detalhe sobre como era o dia-a-dia nos campos choca demais. Eu poderia dizer que é inacreditável, mas esse não seria o adjetivo certo. Pois é real, muito real.

Aconteceu e todos precisam saber para que nunca se repita.
















12 de julho de 2011

Sal da terra

"Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar?" Mateus 5:13a


Esta foi a identidade que Jesus nos deu: sal da terra. Mas Ele segue a frase com uma pergunta: se o sal foi insípido, com que se há de salgar? E se vocês não fizerem a diferença? A quem enviarei?
Sempre há como perceber se a comida está sem sal, ela fica sem graça, sem sabor. Assim é a nossa vida sem o tempero da palavra de Deus. Assim estão aqueles que não conhecem o Senhor. E, se a nossa vida e as nossas palavras não estiverem temperadas com esse sal, e não servirmos de tempero ao mundo, quem há de temperá-lo? Quem há de influenciar as pessoas? Se a Igreja não salga, outros insípidos influenciam os que já estão sem tempero.
Nesses últimos dias tenho ouvido muito sobre a Igreja tomar posição, compreender o chamado que Deus nos fez de sermos a diferença do mundo, marcar as pessoas, pregar o Evangelho puro, simples e verdadeiro, ser sal da terra.
Ouvi sobre a Cultura do Reino, que muito se difere da cultura evangélica, das tradições, da religiosidade, do sentar no banco domingo e voltar para casa do mesmo jeito. Nada tem a ver com fazer muitas coisas também. Cantar, dançar, interpretar, escrever, pregar! De nada vale se não estamos salgando vidas.
Em primeiro lugar, para quem vive a Cultura do Reino, cristianismo não é religião, mas relacionamento com o Deus vivo. Quem vive a Cultura do Reino anda em santidade e vive a transformação de dentro para fora. As oportunidades não são perdidas, pois o amor genuíno, vindo de Deus, os leva às pessoas. E assim, todas as ferramentas que Deus nos deu viram um meio para chegarmos à finalidade: salgar a terra, marcar pessoas, influenciar vidas.
Minha oração é para que façamos parte dessa geração que vive a Cultura do Reino, que deixa de viver uma vida egoísta, para conhecer profundamente o Senhor e, assim, fazer a diferença.

23 de maio de 2011

Ante-sala

"Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens." 1 Coríntios 15:19

Às vezes esperamos demais dessa vida, temos muitos planos e projetos aqui.
Devemos lembrar que na verdade a nossa vida ainda nem começou. A eternidade nos espera muito em breve, pois esse vida terrena nada mais é do que um sopro.
Tudo o que somos e temos aqui é tão efêmero quanto uma leve brisa...
No entanto, Deus é tão maravilhoso e bom que nos permite aproveitarmos essa ante-sala, nos dando sonhos e coisas lindas para vivermos nesse pequeno espaço de tempo. Nos permite amar, cantar, sorrir, dançar, chorar, abraçar, fazer a Sua obra, deixando marcas para as próximas gerações... E em tudo Ele trabalha na nossa vida aqui, nos preparando até que chegue a hora de desfrutarmos da vida real e eterna.

16 de maio de 2011

Ser luz

 "Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." Mateus 5:14-16



Se somos luz, nossa função é iluminar a todo tempo, apontando para a Estrela da Manhã, nossa fonte, nossa razão.
Se somos luz, não fugimos da escuridão, mas vamos ao seu encontro, pois ela nada mais é que falta de claridade. A escuridão clama a nossa presença.
Se somos luz, demonstramos toda a nossa essência, o amor, ao iluminarmos lugares escuros ao invés de nos escondermos, tendo consciência de identidade e de propósito, cumprindo a nossa missão.
Se somos luz,  temos um sorriso para dar quando há lágrimas, um abraço no tempo de dor, uma palavra certa salgada com a verdade, um perdão a ser pedido, outro a ser recebido.
Se somos luz, não passamos reto, não fingimos não ver, não falamos demais. Antes, tudo que temos, somos e fazemos reflete a glória de quem nos amou primeiro.
Ser luz é agir.
Ser luz é se importar.
Ser luz é amar.

13 de abril de 2011

Feixe de luz

Talvez a complexa arte de explicar pensamentos não faça parte da minha caixa de talentos, e, no fim, todas as palavras mirabolantes aqui escritas sejam em vão. Afinal, como explicar feixes de luz que em um momento estão aqui, e já no outro vão embora, nos deixando apenas com a sensação de quão efêmeras são as ideias, de quão efêmera é a vida?... Talvez a opção mais fácil fosse simplesmente me calar e esperar que os pensamentos voem.

Mas as palavras teimam em querer sair, mesmo confusas, mesmo incompletas. Ainda que seus singelos significados não expressem a imensidão de pensamentos que deveriam aqui estar descritos, elas buscam, numa luta apaixonada, por pra fora a lava quente do vulcão. Borbulham em meu peito, em minha garganta e, por fim, em meus dedos que parecem brincar de pega-pega nessas teclas.

A verdade é que um pensamento específico não foi embora, mas fixou-se, e trouxe-se consigo sensações nunca antes agasalhadas por baixo dessa pele. Mas como explicar isso tudo, se apenas quem pensa e sente é capaz de entender em sua plenitude? E explicando-os, deixariam sua essência, para tornarem-se compreensíveis e simplórios. Adiantaria explicar? Sentirias tu a mesma coisa?

Decidi não explicar, apenas sentir, apenas pensar.
E esperar que talvez se torne concreto.

*De algum lugar surgem os textos, e isso se chama inspiração, que vem como um feixe de luz, como um raio de sol.

4 de abril de 2011

Surpresa

Planos, planos, planos.... Como gostamos de planejar!
A roupa que vou no casamento, as próximas três faculdades que quero fazer, as músicas que irão tocar, as conversas com hora marcada, cursos disso ou daquilo, semestres a mais na faculdade, onde vai ser a próxima pizza, sobre o que vai ser o próximo texto, filmes, passeios, amigos, amores. Tudo planejado. Controlado. Mapeado. Daqui a três, quatro, cinco anos estarei fazendo e-xa-ta-men-te isso.
E então acontece. Uma simples chuva, um tempinho de distração, um olhar devolvido, um nota que pareça diferente, um sorriso meio escondido, e tudo parece ter sido alterado. "Surpresa", Deus nos diz. "Meus pensamentos são mais altos". Assim, aparece o amigo fora de hora, a dança espontânea, a nova canção, a viagem maravilhosa feita às pressas, o amor inusitado.
Obrigada, Deus, pelas Tuas surpresas, pelos Teus mistérios, pelas cores que Tu dás à vida.

31 de março de 2011

Quem faz a história


Quem faz a história é quem ousa sair do lugar. É aquele que fecha os olhos, sente o vento e respira fundo, dando o primeiro passo.
Quem faz a história é aquele que faz muito mais do que fala e, quando fala, o faz com sabedoria.
Quem faz a história é quem não se contenta com pouco, mas olha adiante e vê o quanto ainda há pra viver.
Quem faz a história cria asas e também as coloca nos outros para que todos voem juntos.
Eu quero fazer a história!

I'm gonna be a History Maker in this land
I'm gonna be a speaker of truth to all mankind
I'm gonna stand, I'm gonna run
Into your arms, into your arms again

8 de fevereiro de 2011

Inesperado


A aventura de viver cada dia. O desafio de acreditar no invisível. Cada página do livro é única e capaz de trazer mudanças, pessoas, surpresas, novidades para o enredo.
Não conhecemos tudo de uma vez, senão qual seria a graça? Vamos sabendo aos poucos, descobrindo e vivendo os detalhes da história, escrita com cuidado pelo Autor da Vida. E cada página virada é um novo dia, uma nova oportunidade de crescermos, de nos surpreendermos.
Isso é ter fé. Fé não apenas para que os sonhos do personagem se realizem, mas para que o Autor realize os Seus sonhos nas Suas criações. E aí está a aventura, nós nunca sabemos o que poderá vir na próxima página. Nós esperamos o inesperado.

10 de dezembro de 2010

Eu sei

No meio de tanta descrença e desesperança, eu sei.
Quando todas as suas perguntas têm respostas negativas, eu me abro para o sim.
Enquanto você se limita a essa existência efêmera e confusa, a minha vida ainda nem começou de verdade.
Você corre atrás de mais, prazer, sorrisos, metas, goles, corações. Mas. Tudo. Um. Dia. Acaba.
Com todos os meus sonhos e esperanças, eu sei que um dia vou voar por aí, sumir daqui e nunca mais olhar pra trás.
Só sinto muito por você que vai ficar aqui, sentado no banco, olhando para o céu, com a cabeça cheia de comos e porquês.

29 de outubro de 2010

Os prédios

Lembro que quando eu era pequena sempre ficava fascinada olhando os prédios da Universidade quando passávamos de carro. Sempre pensava "é aqui eu vou estudar". E meus pais sempre repetiam esse pensamento em voz alta "é aqui que tu vai estudar".
Até meus 6 anos, eu queria ser veterinária, enquanto minha mãe fazia faculdade de Letras, dividindo o tempo entre o Campus Centro e o Campus do Vale. Muitas vezes eu e meu pai íamos buscá-la de carro, e lá ficava eu vidrada naqueles prédios enormes. Sempre pensei que eram os maiores e mais bonitos que já tinha visto.
Quando íamos ao Campus do Vale, passávamos, é claro, em frente à Faculdade de Veterinária. Ali meus sonhos eram novamente alimentados "é aí que tu vai estudar". Meus olhos brilhavam. Ficava imaginando que lugar mágico não devia ser esse em que eu ia aprender a cuidar de bichos.
O tempo passou, as ideias e os sonhos mudaram. Aos seis anos escrevi meu primeiro texto e comecei a brincar de telejornal. Decidi que não ia estudar no prédio da Veterinária. Descobri um prédio simples, que antigamente costumava ser a gráfica da UFRGS. Ele tem só cinco andares, apesar do elevador tentar nos convencer que tem oito. Não faz parte dos prédios belos e históricos que aparecem nos calendários, mas com certeza tem tantas histórias bizarras e lendas quanto todos os outros.
Trabalhando da TV da Universidade, acabo aos poucos conhecendo um por um daqueles prédios que me fascinavam na infância. Mas o cotidiano nos faz mudar de olhar, hoje já não os vejo tão grandes. É engraçado perceber como o tempo passou e como tudo isso aconteceu. É bom lembrar as percepções da infância e colocar um pouco de utopia no dia-a-dia tão corrido e não tão cor-de-rosa.
É na infância que começam os melhores sonhos, tente não esquecê-los.

2 de julho de 2010

Não deu

Futebol não é história.
Futebol não é salário.
Futebol não é nome.
Futebol é um jogo por vez. Onze contra onze.
Noventa minutos de passes, de chutes, de gols, de dança.
Noventa minutos de dor de estômago, rouquidão e nervosismo...
Churrasco, pizza, chocolate, Coca-cola.
Rádio e tv ligados.
E no fim, não deu.
É isso aí, Brasil.
Quem sabe em 2014...

23 de junho de 2010

Brasileira

Eu não gostava do Brasil. Parece que a gente nunca está satisfeito com o que tem e sempre acha que o dos outros é melhor. Eu me lembro de ver os "trailers" sobre os parques da Disney antes de começar o filme (na VHS) e achar que os EUA eram o melhor país do mundo - porque lá tinha castelo de princesa. Depois, com as aulas de História e Geografia do colégio, vi que tinha muita coisa com o nosso país. Que a nossa Independência tinha sido um fiasco. Que as elites sempre dominavam tudo, tirando o espaço das classes populares. Que a abolição da escravatura havia sido duvidosa. Que havia acontecido uma ditadura opressora. Que muitos políticos são corruptos. Que há fome, educação ruim, atendimento de saúde ruim... E todas essas coisas que a gente cansa de ouvir. Eu já tinha entendido que os EUA não eram apenas parques da Disney, mas achava os países europeus o máximo. França, Inglaterra... Países com história, guerras, heróis, monumentos, arte...

Então acontecia alguma Copa. Em 94 eu tinha quase três anos. Não me lembro muito bem dessa, mas tenho todos os jogos em VHS aqui em casa, meu pai gravou. Em 98, com quase 7, decorei toda a casa, fazíamos festa pra ver as partidas... E foi A decepção na final. Em 2002, eu e minhas amigas fizemos torcida coruja organizada. Acordávamos de madrugada para ver os jogos, íamos super produzidas pra escola. Em 2006 não fiquei tão ligada... Apesar de ser o ano em que comecei a realmente me interessar por futebol, não gostei daquela seleção e pouco me lembro dos jogos, apesar de ter visto todos. Não entendo porque em época de Copa as pessoas se tornam "ufanistas"... Talvez pensem que a única coisa boa no Brasil seja o futebol, que é a única coisa em que podemos ser bons. Nas Olimpíadas já não é bem assim...

No período entre 2006 e 2010, mudei um pouco a minha visão sobre o meu país. Entendi que todos os países têm problemas... Na Suécia o IDH é muito bom, mas o número de suicídios é muito grande, pois as pessoas não tem muito objetivo de vida, falta uma esperança, um sonho, sei lá... O que não acontece por aqui, pelo menos não tanto. Aprendi a ver o lado bom do Brasil, não sendo alienada, mas compreendendo as limitações. Aprendi a ver o povo brasileiro com outros olhos. Aprendi a ver a alegria, a esperança a determinação. Aprendi a amar o Brasil e torcer por ele não só em época de Copa do Mundo. Ainda quero viajar muito, quero conhecer vários países, mas nunca vou renegar minha nação.

Agora em 2010, com quase 19, apaixonada por futebol e pelo Brasil, não posso deixar de comentar no espaço mais meu desse mundo virtual que estou torcendo loucamente pelo "Seleção Canarinho". Posso não concordar com o Dunga em algumas coisas, posso não concordar com a grande imprensa em muitas coisas, mas não deixo de torcer, de gritar, de pintar o rosto... Eu sou brasileira e sou feliz por ser assim.

VAI, BRASIL!

6 de maio de 2010

Prefiro os olhos

Geralmente fazem essa pergunta. A maioria responde "sorriso", "olhos", "boca". Alguns dão respostas mais excêntricas como "pés", "mãos", "pescoço"... Mas gosto não se discute. Nunca gostei do senso comum, e até pensei em dizer "braços". Mas não é assim que funciona. Decidi ser sincera. Eu prefiro os olhos. Até cheguei a pensar no sorriso, sabe, aquele sorriso que parece um raio de sol, mas ele nem sempre aparece e às vezes pode até estar mentindo. Eu mesma já sorri com a alma chorando. Já vi sorrisos vazios, que não são nada além de um enfeite opaco, que terminam depois do clique da câmera. Sorrisos que não dizem nada, nem que sim, nem que não. Sorrisos amarelos, falsos...
Já os olhos, dizem que são a "janela da alma". É um clichê meio brega, mas que funciona. Os olhos não sabem mentir, não sabem fingir. Por eles, entende-se o real significado das palavras ditas (ou não ditas). Eles podem até tentar fugir, escapar, e mesmo assim não deixam subentendido os seus motivos. Os olhos são verdadeiros, mesmo que misteriosos e até indecifráveis.
Hoje parei no espelho e fiquei observando os meus. Será que assim consigo entender alguma coisa dessa alma bagunçada? Será que consigo desvendar os meus mistérios? O que os meus olhos estão falando?
Mas tem um olhar que, além de verdade, transmite amor, paz e confiança. Eu o observo, o contemplo, é o farol que me guia à noite, é a certeza da vida. São os olhos que me viram substância informe e até hoje estão sobre mim, cuidando, guardando. São os olhos do meu Pai.

16 de abril de 2010

Questões

Pontos de interrogação que escapuliram das caixas essa noite. Eles não precisam ser respondidos. Eu só precisava escrever...

Será que temos mesmo que ficar sempre com um sorriso no rosto, como uma boneca de plástico, repetindo "tudo bem" pra todos que passam?
Será que temos que manter a pose equilibrada, preocupando-nos com a opinião alheia, com o escândalo, com a fofoca? 
Será que nossas emoções só podem ser afloradas em uma página da internet fria e vazia?
Será que nossas tempestades tem que ser sempre abafadas e não podemos realmente gritar e chorar?
Será errado mostrarmos as nossas fraquezas, expormos a nossa dor ou dificuldade?
Por que apenas a felicidade pode ser compartilhada e cantada aos quatro cantos?
Você vai se sentir mal se eu chorar na sua frente, ou vai perder a esperança se eu disse que estou triste?

Sinto muito, sou humana e não escondo a minha humanidade.
Erro, choro, grito, entristeço, enfraqueço, caio, paro, acho, julgo, quero... Mas na minha fraqueza Ele opera fortaleza. E mesmo que eu decepcione alguém, o que pode acontecer sempre porque não sou perfeita (e nem você é), Ele não desiste de mim e nem de você.
A Sua paz excede todo o entendimento.
O Seu amor é incompreensível.
Mas é mais real do que qualquer coisa.

Música do dia...

Rest in You - Hillsong United

Your faithfulness endures always
Where mountains fall and reason fails

And You calm the raging seas

And You calm the storms in me again

All I know is I find rest in You

All I know is I find rest in You

My heart will praise throughout the night

Where singing seems a sacrifice

Your grace is all I need

Your grace is all I need




AVISO: esse post foi um devaneio depois de um dia corrido. Não leve tudo tão a sério, tá? Eu amo hipérboles, tempestade em copo d'água... coisas assim. Desculpe qualquer coisa =/

14 de abril de 2010

Caixas

Guardei tudo em caixas. Lembranças, segredos, presentes, cartas, sonhos. Comecei com uma caixa pequena. Cresci, e agora são muitas e bem maiores. Não são caixas de esquecimento, mas caixas de segurança.
Tudo estava espalhado no tapete da sala, muito à vista, muito exposto. Volta e meia alguém tropeçava, ou outro via alguma coisa interessante e dava sua opinião. Não é assim que funciona... A vida não é uma revista à venda nas bancas que qualquer um compra, olha, comenta. Também não é uma novela pra que outros acompanhem pra ver como vai ser o final.
Agora está tudo guardado, seguro, cuidado. Nada vai ficar empoeirado, melado ou mal falado. Poucos terão acesso às caixas, mas eu sei que muitos vão querer mexer nelas, espiar e vão até mesmo conjecturar o que pode haver ali, e isso é inevitável. Só não me importarei mais. Aprendi a entender o tempo e o modo, aprendi a esperar, me aquietar. Às vezes o coração fica nervoso, ansioso ou bravo e bate forte... As caixas balançam e parece que tudo vai desmoronar! Mas eu sei em quem confio. É Ele que me dá paz. A paz que excede todo entendimento.

29 de dezembro de 2009

Num clima conto-de-fadas


Muita gente reclama dos contos-de-fadas, mas a verdade é que graças a eles eu sempre fui sonhadora. Claro que já tenho certa pré-disposição a ser assim, mas, como desde pequena lia e via muitos contos-de-fadas, às vezes eu acho que tudo aquilo realmente pode acontecer.
Podem me chamar de antiquada ou iludida, mas a verdade é que, adaptado à nossa realidade - sem sapatos de cristal, objetos que falam ou sapos de verdade -, o conto-de-fadas pode acontecer.
Podemos ter amigas preciosas que nos ajudam durante nossa caminhada. Podemos - e vamos! -, encontrar o príncipe perfeito cujas qualidades superam os defeitos e cuja alma completa a nossa. Podemos enfrentar dificuldades e encontrar pessoas não tão legais assim. Podemos ter dias especiais que marcam pra sempre a nossa vida. Podemos chorar e sorrir. Podemos amar. Podemos sonhar olhando para as estrelas... Podemos presenciar milagres.
E acima de tudo, pelo menos de minha parte, posso dizer que no final serei FELIZ PARA SEMPRE!

7 de outubro de 2009

Grito forte destoando do zumbido irritante

Cansei de pré-requisitos
Cansei dos meus limites
Cansei das regras de ortografia
Cansei de teorias não postas em prática
Cansei de conceitos estabelecidos
Cansei de tentar agradar
Cansei das expectativas
Cansei de apenas ouvir
Cansei de apenas saber
Cansei da indiferença
Cansei da falta de sentido
Cansei da monotonia
Cansei de mim...

Agora é tudo posto pra fora. Grito forte destoando do zumbido irritante.

Não apenas um fósforo aceso cuja chama dura poucos segundos, mas uma fogueira em chamas, sendo constantemente abastecida de madeira e álcool. Não apenas palavras escritas em livros que nos levam a pensar no porquê de tudo, mas atitudes que mudem um pouco do todo e que talvez nem apareçam nos livros futuros. Chega dessas realidades imaginadas que duram poucas horas e nos deixam encantados com um mundo irreal de personagens inexistentes. Quero a loucura da realidade, a fraqueza e as diferenças das pessoas que clamam pela razão e que buscam o sentido da vida.

Supérfulos e vaidades cegam a juventude alienada, que acredita que, pelo fato de ter condições de ver filmes europeus e debater a política nacional, pode ser considerada sábia, um exemplo a ser seguido. Pois agora eu vejo! Mesmo que não totalmente, mesmo que ainda um pouco embaçado, eu vejo. E o verdadeiro exemplo não está nos teóricos nem nos inteligentes, que apenas conseguem escrever e falar, mas nada fazem para mudar realidades. O exemplo está em quem vive, pratica, demonstra o amor.

Música:

Aprender (Tanlan)

Coloque a culpa na história
Nos erros que o passado cometeu
Coloque a culpa nos reis de agora
Coloque a culpa no estado
Ou mesmo em tudo que é religião
Coloque a culpa no caos do acaso
Tanta gente já morreu
Sem nunca viver
E a razão já se perdeu
Sem nunca saber

Quando vamos aceitar
Todos temos tanto pra melhorar
Quando vamos entender
Antes de mudar
Temos que aprender

Alguém me mostre um alívio
Vivemos numa grande confusão
Como acabar com um problema antigo?
Não sabemos nem viver
Nada é o que parece ser
Não sabemos nem porque
Matar ou morrrer

Quando vamos aceitar
Todos temos tanto pra melhorar
Quando vamos entender
Antes de mudar
Temos que aprender a amar

25 de junho de 2009

Ideologia

Busquei por muitos meios uma ideologia.
Procurei heróis em quem confiasse, mas homens falham, têm medo.
Conheci outras ideias, pensamentos, conceitos, mas eram sem sentido, sem vida.

Fiquei por um tempo sem norte.
Te via de longe, mas não compreendia como te encontrar realmente em meio a tantas palavras, na minha interna confusão de ideias.
Era necessário quebrar barreiras.

- Quebre as barreiras! - eu gritei.
- Eu te amo! Eu amo... - e as barreiras caíram.
Entendi.

Então corri, te abracei e descobri que não há nada maior.
Tu és o Eu Sou, que vê além, que tudo sabe, que se importa comigo, que ama.
Mais que um herói, um amigo.

Me ensinaste a tua ideologia, me deste o teu sonho.
Amor.

17 de abril de 2009

Eu escrevo


Sabe quando você sonha que está voando?
Do alto, você vê tudo mais claro, mais amplo. Você vê além, vê onde o mar e o céu se encontram – horizonte. Contempla as belezas e as tristezas da terra. Lá em cima, há mais liberdade para pensar, opinar, fantasiar, imaginar…
Escrever é como ganhar asas. Observar tudo ao redor e transformar em palavra, poesia, texto. Nuvens, estrelas, lágrima, sorriso, lápis, guarda-sol, pássaros. Tudo é uma nova razão de voo.
Quem disse que o homem não voa?
Eu escrevo.
“Quando na garganta a voz morre é a letra quem me traz à vida. Não cresci orquídea rara, sou irmã das margaridas.” Cecília Cassal
“Por que escrevo?” : 1º tema do Clube da Escrita da FABICO s2

25 de março de 2009

Imagens… (?)

Teorias da Imagem… São muitas! A minha teoria? Sei onde encontrá-las, como usá-las e como interpretá-las. Não acredito realmente que precise entendê-las ou classificá-las.

Imagem 1.


De todos os tipos de imagens que venho estudando, confesso que meu preferido é a metafórica, a figura de linguagem, que utiliza-se de convensões para fazer comparações. Muitas vezes acabam sendo hipérboles, mas são válidas e fáceis de entender.


Estou me sentindo, portanto, como um “peixe fora d’água” nas aulas de Teorias da Imagem.


Imagem 2.



No período em que estava estudando para o vestibular, esta foi a minha imagem preferida. Quando a via, imaginava a mim mesma tentando estudar química ou física.


Passei no vestibular e deixei de usá-la. Até hoje.


Ela volta a ser minha representação, tentando entender Teorias da Imagem: signos, índices, códigos, pragmatismo, real, virtual… Quando acredito entender um pouco, um novo assunto vem à tona, me deixando mais confusa.


Conlcusão


Imagens que me representam tentando entendê-las.


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Desculpem a falta de criatividade. O início da faculdade é muito teórico, até agora não fiz um texto – tirando o texto sobre as férias (isso mesmo) para a cadeira de Ética e Legislação em Comunicação. Mas esperem pelo segundo semestre…