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29 de maio de 2013

Teus olhos

Eu amo namorar teus olhos...

Olhá-los profundamente até
enxergar neles as tuas estrelas.
Mirá-los verdadeiramente até
mergulhar no teu oceano pacífico.
Lê-los cuidadosamente até
compreender que nada precisa ser dito.

Eu amo namorar teus olhos.

Teus olhos pequenos, tranquilos,
que contrastam tanto com os meus.
Teus olhos amáveis, doces, queridos,
que me dão sonhos e sorrisos.
Teus olhos até sonolentos,
dos quais quero cuidar.

Eu amo namorar teus olhos!

7 de agosto de 2012

Para sempre

Dizem que a vida não é um conto-de-fadas, que as coisas não são para sempre...
Mas o amor não vem assim do nada e não permanece se não lutamos por ele.
O amor se constrói a cada dia e cria raízes, se fortalece. 
Quando eu olho os teus olhos, eu tenho certeza de que não importa o que aconteça vamos estar juntos e vamos ser muito felizes.
Esse foi o primeiro ano do nosso para sempre.


19 de março de 2012

Sonho furta-cor

Um dia você acorda e plim! vem um sonho na cabeça.
Que animação! Será? Será mesmo?
Sim, acho que dá certo.
Fica tudo cor-de-rosa.

Você conta pra ele e...
Será? Será mesmo?
Sim! Vamos sonhar juntos!
Fica tudo rosa-choque.

Só que no mundo há 7 bilhões de pessoas.
E nem todas querem sonhar com você.
E agora? Será? Será mesmo?...
Fica tudo rosa antigo.

Mas quem te deu esse sonho afinal?
Não foi o Deus que fez o mar se abrir?
Não foi o Deus que pintou todas as flores e deu nome às estrelas?
Não foi o Deus que te fez filha, portanto, princesa?
Será? Será mesmo?
Deus diz que sim.
E fica tudo furta-cor.

30 de setembro de 2011

Para dias nublados

Quando o dia estiver cinzento, assim como hoje, lembre-se dos dias de sol que já teve. Olhe para o céu e tente vê-lo brincando de esconde-esconde por trás das nuvens.
Nestes dias opacos, olhe para as cores, olhe para as flores, para as vitrines, para os guarda-chuvas cor-de-rosa ou laranja que achar pelo caminho. Vista-se com alguma cor bonita; pode ser azul, que você tanto gosta. 
Nos dias em que se sentir só, abra a sua caixa de recordações e releia suas cartas favoritas, leia cada frase com cuidado e certeza. Se precisar ficar só, desligue o telefone, ouça suas músicas favoritas, ou saia dirigindo até cansar. Mas entenda que na verdade você nunca está só. Então pense em desfrutar um pouco dessa companhia amiga.
Acima de tudo, não perca a esperança. Mesmo que você ache que não a tem mais, eu sei que ela está aí dentro. Eu a vejo algumas vezes bem no fundo dos teus olhos pequenos, brilhando sorridente. Eu a ouço escapando na sua voz quando você fala sobre o que gosta, sobre o que pensa, sobre as suas certezas. Eu sei que você a tem, pois você tem dentro de si a fonte dela. Que é a mesma fonte do amor. Que é a mesma fonte da certeza.
Não deixe a aridez tomar conta do seu coração sedento, mas olhe as nuvens no dia nublado e dance na chuva.

26 de setembro de 2011

Imperfeição

Eu sou muito emotiva e impulsiva. Não tenho paciência com pessoas inconvenientes. Não gosto de repetir muitas vezes a mesma coisa. Choro muito, até por coisas bobas. Sou perfeccionista. Às vezes quero ser independente e fico brava quando falam que mulheres não conseguem alguma coisa... Talvez eu tenha tendências feministas mesmo. Sou um pouco mimada. Já fui muito complexada sobre mim mesma, e isso pode vir à tona. Não falo tudo o que penso, guardo muito coisa, e isso às vezes me faz muito mal. Não sou a maior fã de crianças que conheço, nem pretendo ter filhos cedo. Me importo com aniversários. Dou muitas indiretas. Não fico de bom humor cedo da manhã. Não entendo nada de matemática, só faço contas na calculadora. Tenho momentos de muito silêncio. Tenho momentos muito, muito tagarela. Tenho TPM. Como muito chocolate. Como mais chocolate ainda durante a TPM.
...
...
... Essa lista poderia continuar por muito tempo.

Mas só peço que me ames, apesar dessa imperfeição, e consigas encontrar em mim algo de bom para nunca mais me deixar, pois isso seria o fim do meu ar. Mesmo tentando ser sempre melhor, o erro é inevitável. Só peço então que me ames ainda, pra me perdoar e me abraçar quando eu estiver confusa e imperfeita. Essa inatingível perfeição que busco não é para nada além de te fazer inteiramente feliz.

28 de agosto de 2011

Pés molhados

Nossas palavras sussurradas ao vento, escritas nos cadernos escondidos, foram enchendo o balde.
Os pingos de reticências deixaram-no quase transbordando...
Às vezes esbarramos nele, derramando um pouco de água pela sala.
Agora, não adianta mais colocarmos toalhas em volta, parece que nada mais consegue conter a água cristalina que jorra.
Já estou com os pés molhados.
E estou aprendendo a nadar.
Daqui a pouco chuto o balde e mergulho nesse mar profundo.

*Escrito em 19/05/2011

23 de agosto de 2011

Censura

Escondo minhas palavras secretas de ti e do mundo, por paciência, por precaução. Saiba que não faço por mal, mas por entender que cada palavra tem seu momento certo para vir à tona, apesar de poder nascer a qualquer instante. Por isso guardo todas, para um dia te mostrar.

Tu escondes as tuas palavras de mim também. Queres lembrar do que sentias, queres ver se estavas certo. Tuas palavras são teus pensamentos e memórias que saltam do encontro das tuas duas realidades paralelas - a trivial e a reflexiva. Não me mostras porque não gostas de te expor, mas eu sei que tu também entendes o tempo.

Escondemos nossas palavras um do outro, ampliando o segredo e o mistério. Sabemos que elas existem, guardadas sob senhas seguras, mas não ousamos mostrá-las. Censuramos nossas declarações, sonhos e utopias. Cuidamos delas, esperando o tempo de despertarem.

*Texto censurado em 17/05/2011

19 de agosto de 2011

Somos sóis

Amanheceu. Pude ver os raios de sol, senti-los suaves na minha pele.
É o sol mais belo que já vi, pois não apenas simplesmente brilha, mas me faz brilhar também.
Tornamo-nos dois sóis, de brilhos distintos. Um ilumina o outro, equilíbrio.
Tua luz azulada me dá a calma que não encontro nos meus raios vermelho-sangue. Estes, por sua vez, te fazem pulsar e ver que há muito mais para se viver.
Esse equilíbrio de cores e luzes me faz tão bem que pareço voar, cada vez mais para perto do meu sol azul.
Permanecerei brilhando até que não haja mais forças em mim. Estarei para sempre suspirando por teus tons azuis que me completam.
Somos sóis, somos luz.

"Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo... Mas a raposa voltou a sua idéia: - Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música."

O Pequeno Príncipe

* Escrito em 24/05/2011

15 de agosto de 2011

Utopia

Queria que teus olhos fossem pra sempre meus, assim meus olhos nunca se sentiriam sós.
A tua voz seria pra sempre melodia da minha vida e me faria dançar a tua música.
Eu saberia tua senha e leria tuas frases secretas, sem me importar com pontuações.
Tu também lerias as minhas e ouvirias minhas canções escondidas, de melodias erradas.
As reticências só existiriam naqueles momentos em que palavras não são mais necessárias.

Mas tudo isso são utopias...
As incertezas e receios que ainda existem não me deixam acreditar, apesar da esperança que me dão tuas entrelinhas.

*Escrito em 15/05/11

12 de agosto de 2011

Certezas

Se é de certezas que tu precisas, deixa que eu te dou a minha. Deixa os meus olhos confirmarem o que as palavras já deram a entender.

Se te dou minha certeza, fico em falta, preciso da tua em retorno. Permita que eu mergulhe no fundo desse oceano pacífico e desvende-o, e descubra se há algo meu escondido nas profundezas.



*Escrito em 15/05/2011

10 de agosto de 2011

Se eu pudesse

Se eu pudesse, recolocava as estrelas no céu, de modo a escreverem teu nome.
Se eu pudesse, colocava alguns raios de sol numa caixinha para ti usá-los nos teus dias nublados.
Se eu pudesse, eu faria do arco-íris uma grande passarela para passearmos de mãos dadas pelo céu.
Se eu pudesse, pediria para o pôr-do-sol durar mais tempo para ficarmos lá só observando e fazendo nada.
Se eu pudesse, faria nascer um novo tipo de flor, azul e rara, que seria chamada pelo teu nome e com a qual enfeitaria toda a minha casa.
Se eu pudesse, te levaria para viajar um um cometa, iríamos até a lua para ver se há mesmo um coelho por lá.
Se eu pudesse, mudaria o som das batidas do meu coração de "tum-tum" para as duas sílabas do teu nome.
Se eu pudesse, escreveria um livro inteiro só para ti.
Se eu pudesse, pararia o tempo bem naqueles momentos em que nossos olhos se encontram e nada mais precisa ser dito.

*Escrito em 10/06/2011

27 de junho de 2011

Caminho azul

Débora parecia cansada de seguir sozinha. Recebera um sonho há certo tempo, mas ele parecia cada vez mais distante. Sonhara que estava na estação, esperando o trem que a levaria. Ouvia seu ruído, mas não podia vê-lo. Ela sabia que algo novo ia acontecer, mas a espera parecia nunca terminar.
Já havia conversado sobre isso várias vezes com seu Amigo. Ele permanecia lhe dizendo "espera tu pelo Senhor; anima-te, e fortalece o teu coração; espera, pois, pelo Senhor". Essa palavra ecoava no seu coração todos os dias. À noite, olhava as estrelas, marcas das promessas de Deus, e repetia baixinho "espera tu pelo Senhor; anima-te, e fortalece o teu coração; espera, pois, pelo Senhor."
Um dia, percebeu algo curioso. Havia um caminho perto do dela, cercado de flores azuis. O menino que caminhava por ali era quieto. Se chamava Rafael, já o havia visto algumas vezes, mas nunca se falaram muito. Às vezes ela o ouvia tocar. Era um bom músico. Com o passar dos dias, Débora foi ficando cada vez mais curiosa. Ouvia-o tocar, observava-o de longe, começou a sentir-se feliz em estar perto dele. Será possível? Seria essa a novidade? Preferiu esperar mais um pouco. Uma coisa que ela havia aprendido a ser era prudente, desde o início dessa jornada.

Certa vez, Débora foi colher flores e encontrou o menino misterioso. "Oi", disse tímida. "Oi", ele respondeu. A partir daí, conversavam com mais frequencia. Tornaram-se amigos, mas Débora não podia deixar de pensar que esse podia ser o seu sonho de anos, a sua promessa, o trem chegando na estação. Ela lhe mostrou suas histórias, descobriu que ele também escrevia. Ele lhe deu uma rara flor azul, que só existia à beira do seu caminho. Ela lhe deu um caderno vermelho. Ele escreveu nele versos com tinta azul. Ela lhe contou seus sonhos. Ele queria aprender a sonhar mais. Ela chorava às vezes. Ele era calmaria todo o tempo. Ela dançava. Ele tocava.
Os caminhos iam se aproximando, assim como Débora e Rafael. Seus olhos já se encontravam por acaso, e eles sorriam timidamente um para o outro. Eles já sabiam o que estava acontecendo. Mas não admitiam. Era até engraçado vê-los assim. Meias palavras, olhares rápidos, sorrisos escondidos e sonhos guardados, muitos sonhos!
Um dia ela falou do sol, que as noites eram períodos de espera e nada podia ser feito para apressá-las. Ele respondeu que o sol podia demorar, mas viria. Eles se entenderam... Não negaram mais pra ninguém que perguntava. Ele era o seu sol. Ela era sua estrela. E agora sim! O céu parecia mais azul, o ar era perfumado, as cores, mais intensas! As palavras eram todas doces, os pássaros pareciam cantar pra ela, até os dias nublados eram inspiração...
O caminho de Débora, com flores vermelhas, e o caminho de flores azuis de Rafael passaram a andar lado a lado. Eles avançavam aos poucos, com cuidado, com a prudência que haviam adquirido no início. Não era mais hora de sonharem sozinhos, aprenderiam a sonhar juntos, a sonhar com o caminho de flores roxas que viria ainda mais à frente...

13 de junho de 2011

Vida poesia

E é assim que a vida vira poesia.
Cada passo é uma palavra que se encaixa na outra, me botando a dançar, criando novas melodias nunca antes tocadas por essas bandas.
O sol é mais brilhante, o céu é mais azul. As flores são todas mais coloridas!
Meu olhar se perde no horizonte, sonhando acordada, repassando cada palavra, cada passo da poesia... Ou até criando novas combinações.
O pôr-do-sol geralmente me dá boas ideias.
Gosto de frases curtas, gosto de reticências, gosto de metáforas. Às vezes quero usar tudo junto, tipo agora...
Agora, quando parece que vou explodir de alegria, quando tudo parece cor-de-rosa (ou roxo!), quando tudo fica mais concreto.
É assim. Pra mim, poesia é coisa bonita, poesia é alegria, poesia é amor.
Vida poesia

24 de maio de 2011

Livros

Não quero que tudo isso seja mais um conto perdido no meio de um livro de fábulas. Daquelas historinhas que fazem a imaginação voar, mas que são falsas, pois bichos e estrelas não falam.

Também não quero que seja um daqueles romances impossíveis, cheio de desencontros. Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, belas histórias, sem finais felizes.

Quero que seja um livro como os da Jane Austen, daqueles que a gente lê deitado na rede no fim da tarde. Daqueles que nos fazem rir e chorar com pequenos detalhes, marcar as frases mais bonitas e terminar de ler com um sorriso.

9 de maio de 2011

Instante

Então parecia que o mundo havia parado de girar. As vozes ao meu redor tornaram-se um ruído quase imperceptível. Os traços dos rostos ficaram desordenados.
Só havia um rosto, um par de olhos, uma voz e uma palavra - a mais bela e, ao mesmo tempo, a mais triste daquele dia inteiro.
"Tchau" - me disse o sorriso tímido.

E foi assim que um pequeno instante coloriu um dia meio cinzento.

E foi assim que um pequeno instante tornou o sonho um pouquinho mais concreto.

10 de abril de 2011

Olhos de estrela

Olhei para o céu essa noite e vi as estrelas, milhares delas. Lantejoulas do manto noturno, sonhos de apaixonados, habitações de príncipes fictícios.


Lembrei que elas sempre estão lá, não importa quão iluminada seja a cidade, ou quão nublado esteja o céu. As circunstâncias efêmeras não as enganam, elam permanecem brilhando, sabendo que hora ou outra vão aparecer e embelezar a noite, dar esperança aos apaixonados e abrigar histórias a serem contadas.


Notei que o céu que contemplo é o mesmo que está sobre ti, onde quer que estejas. Fiz, então, das estrelas teus olhos. Se, por um pequeno instante, te lembrares de mim, olha para elas e vê meus olhos que sorriem pra ti.


Escrito em: 03/02/2011

1 de março de 2011

Furacão

É hora de derrubar os muros que construímos ao nosso redor com tijolos de medo e de orgulho. Precisamos de um furacão, que nos tire do lugar, nos sacuda. Na bagunça deixada, em meio a lembranças e imagens, revemos o que estava escondido, o que havia ficado pelo caminho e finalmente nos damos conta do que os muros nos impediam de enxergar. Então olhamos os rostos, as mãos e os olhos das pessoas e percebemos que não estamos sozinhos.

O mesmo que disse "eis que estou à porta e bato" também disse "se alguém receber o que eu enviar, me recebe a mim". Ouvimos as batidas, mas não entendemos e não os recebemos. Trancamo-nos em nossa torre inacessível, pensando estarmos seguros de toda desconfiança, das traições e intrigas, das quais esse mundo está cheio! Afinal é um perigo nos expormos! Errado. Os relacionamentos são necessários. As amizades enchem as tardes de sol e as noites de risos e lágrimas. Os erros cometidos nos amadurecem. Só é preciso saber amar. Só é preciso saber perdoar.

Que venha o furacão! Que caiam os muros! Que estejam abertos os corações! Abertos para amar e serem amados, para perdoar - "se setenta vezes precisar, vezes sete se preciso for". Deus ama pessoas e amá-lo requer esse desafio.

"Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.". João 13:34-35

7 de janeiro de 2011

Textos idiotas

Me perdoem. Tenho escrito textos idiotas.
É sério. Não adianta tentar me animar...

O que acontece é que me deparo com essa tela em branco - mente em branco. Começo a digitar as maiores besteiras que consigo pensar, apenas para preenchê-la de letras. Geralmente, com palavras nas mãos me sinto livre... Agora elas me escapam.

Parece que falta algo no enredo.

Claro que tudo pode dar num texto! Não é esse o ponto, entenda. É possível encontrar frases nas situações e paisagens mais diversas. Mas parece que já falei demais de tudo isso. Esgotei. E tudo acaba indo pro mesmo lugar...

Falta um coração ritmado.
Falta um solo de guitarra.
Falta a falta de ar.

Falta outro pedaço de vida que ainda não encontrei.