Então parecia que o mundo havia parado de girar. As vozes ao meu redor tornaram-se um ruído quase imperceptível. Os traços dos rostos ficaram desordenados.
Só havia um rosto, um par de olhos, uma voz e uma palavra - a mais bela e, ao mesmo tempo, a mais triste daquele dia inteiro.
"Tchau" - me disse o sorriso tímido.
E foi assim que um pequeno instante coloriu um dia meio cinzento.
E foi assim que um pequeno instante tornou o sonho um pouquinho mais concreto.
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9 de maio de 2011
8 de maio de 2011
19 de abril de 2011
Esperar
Não se pode forçar o sol a nascer.
É preciso passar pela noite, contemplar as estrelas, deixar a lua fazer o seu caminho.
Não se pode acelerar o início da primavera.
É preciso que as folhas caiam no outono, que as raízes se fortaleçam no frio do inverno.
As coisas simplesmente acontecem no tempo certo.
E eu espero, porque eu sei em quem confio.
7 de janeiro de 2011
Textos idiotas
Me perdoem. Tenho escrito textos idiotas.
É sério. Não adianta tentar me animar...
Parece que falta algo no enredo.

Claro que tudo pode dar num texto! Não é esse o ponto, entenda. É possível encontrar frases nas situações e paisagens mais diversas. Mas parece que já falei demais de tudo isso. Esgotei. E tudo acaba indo pro mesmo lugar...
Falta um coração ritmado.
Falta um solo de guitarra.
Falta a falta de ar.
Falta outro pedaço de vida que ainda não encontrei.
29 de abril de 2010
Beija-flor
"Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa."
Antoine de Saint-Exupéry, no livro O Pequeno Príncipe
E o pequeno beija-flor continua voando, observando cada flor do jardim. Ele espera uma palavra que o faça acreditar. Seu coração bate rápido e, ansioso, ele dança entre as flores. Não toca, porém, em nenhuma, nem chega muito perto. Quando encontrar a sua, será somente dela.
24 de fevereiro de 2010
Contentamento descontente
Naquele dia não havia sol, o que ela detestava, e algumas companhias não eram as ideais. A verdade é que, para ela, tudo parecia uma ilusão profunda e perdida, mais um sonho da menina boba e sonhadora demais. Mesmo assim, não negava que alguma coisa havia acontecido naquela tarde.
Talvez o sorriso dele, ou seus olhos, ou algumas palavras... Sabe quando alguma coisa chama atenção e a gente nem sabe o que é? Era disso que ela tinha raiva. Mas não era uma raiva ruim, era uma raiva feliz. Será que isso existe? Ela sempre fora boa com as palavras e agora as perdia, esquecendo seus sentidos, fazendo-se de ridícula na frente de todos.
Talvez isso tudo fosse apenas um rascunho feito à mão de um futuro um romance de capa dura, pois nada parecia estar no seu devido lugar. Talvez, quando ela conseguisse entender o que se passava, essa história pudesse ter uma ordem cronológica dos acontecimentos.
Uns dias se passaram, eles não mais se viram, e lá estava aquela dorzinha. Uma dor diferente, que parecia fazer bem ao mesmo tempo que doia. Mais uns dias e algo parecia querer saltar de dentro dela quando o viu de novo! E pulsava, e gritava! Como ela controlaria tudo isso? Que nome ela poderia dar a essa coisa estranha?
Enquanto não achava a palavra certa, tomou para si uma definição aproximada, criada por um poeta antigo, e que talvez mais se aproximasse dessa loucura: é apenas um "contentamento descontente".
Talvez o sorriso dele, ou seus olhos, ou algumas palavras... Sabe quando alguma coisa chama atenção e a gente nem sabe o que é? Era disso que ela tinha raiva. Mas não era uma raiva ruim, era uma raiva feliz. Será que isso existe? Ela sempre fora boa com as palavras e agora as perdia, esquecendo seus sentidos, fazendo-se de ridícula na frente de todos.
Talvez isso tudo fosse apenas um rascunho feito à mão de um futuro um romance de capa dura, pois nada parecia estar no seu devido lugar. Talvez, quando ela conseguisse entender o que se passava, essa história pudesse ter uma ordem cronológica dos acontecimentos.
Uns dias se passaram, eles não mais se viram, e lá estava aquela dorzinha. Uma dor diferente, que parecia fazer bem ao mesmo tempo que doia. Mais uns dias e algo parecia querer saltar de dentro dela quando o viu de novo! E pulsava, e gritava! Como ela controlaria tudo isso? Que nome ela poderia dar a essa coisa estranha?
Enquanto não achava a palavra certa, tomou para si uma definição aproximada, criada por um poeta antigo, e que talvez mais se aproximasse dessa loucura: é apenas um "contentamento descontente".
23 de fevereiro de 2010
Olhares fugitivos
5 de setembro de 2009
Esperança cor-de-rosa
Fazer tudo sem pressa
Tempo pra respirar
Hoje eu vou olhar as flores
Parar nas vitrines
Sair por aí a cantar
Hoje não é nenhum dia de festa
Não tem sol na rua
Nem lágrima caiu
Hoje pode dar tudo errado
É quase primavera
No horizonte esperança surgiu
Esperança de uma vida diferente
Esperança de um sonho eterno
Esperança da flor que desabrocha
Esperança, esperança cor-de-rosa
21 de outubro de 2008
Primavera

"Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e voltar sempre inteira."
Cecília Meireles
.
.
Voltar mais bela, voltar mais forte, voltar pela força do sol.
Desabrochar, exalando o bom perfume, essência da vida.
.
.
"Eu quero ser como um jardim fechado, regado e cuidado pelo Teu Espírito."
Manancial - Diante do Trono
5 de abril de 2008
Carta a um desconhecido
Olá. Sei que provavelmente não nos conhecemos ainda. Sei que você está aí, vivendo a sua vida e nem imagina que essa carta é pra você, mas tudo bem. Um dia você a lerá.
Um dia nos encontraremos e nossa conversa fluirá como um rio... Descobriremos coisas em comum e daremos muitas risadas juntos. Um tempo depois, já estarei te contando sobre meus problemas e você irá me ajudar, me acalmar... Seremos grandes amigos! Vamos nos encontrar todos os fins-de-semana, teremos amigos em comum... Tudo será muito divertido!
Até que em um fim-de-semana você terá que viajar com sua família, ou terá que fazer algum trabalho pra faculdade e não nos veremos... Então, sentirei aquele aperto. Algo que eu nunca senti antes. Conversarei com minha melhor amiga sobre isso e ela, é claro, já vai saber o que me dizer: "Bru, tu gosta dele!", daquele jeito dela que todo mundo conhece.
Depois de alguns dias pensando na "frase filosófica" que ela me falou, assumirei o que sinto. Mas tenatarei fingir, inutilmente, que está tudo normal. O fato é que você também tentará fingir, e também será inútil. Não há como esconder por muito tempo. É, né? Pois é... Todos já entenderam!
Ficaremos um tempo assim... Risadas, olhares, gestos, palavras.
Porém...
Enquanto passo pelas outras estações, te espero apenas. Com a certeza de um dia te encontrar.
Até que serei tua flor... e, mesmo no frio, sempre será primavera.
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