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26 de agosto de 2016

Restauração

O tempo
Tira o brilho
Vem a traça
E o cupim

O móvel
Outrora belo
De mal cuidado
Já vê seu fim

Os olhos
Do sonhador
Colocam tinta
Pano, verniz

A história
Do móvel velho
É reescrita
Dentro de mim

10 de agosto de 2011

Se eu pudesse

Se eu pudesse, recolocava as estrelas no céu, de modo a escreverem teu nome.
Se eu pudesse, colocava alguns raios de sol numa caixinha para ti usá-los nos teus dias nublados.
Se eu pudesse, eu faria do arco-íris uma grande passarela para passearmos de mãos dadas pelo céu.
Se eu pudesse, pediria para o pôr-do-sol durar mais tempo para ficarmos lá só observando e fazendo nada.
Se eu pudesse, faria nascer um novo tipo de flor, azul e rara, que seria chamada pelo teu nome e com a qual enfeitaria toda a minha casa.
Se eu pudesse, te levaria para viajar um um cometa, iríamos até a lua para ver se há mesmo um coelho por lá.
Se eu pudesse, mudaria o som das batidas do meu coração de "tum-tum" para as duas sílabas do teu nome.
Se eu pudesse, escreveria um livro inteiro só para ti.
Se eu pudesse, pararia o tempo bem naqueles momentos em que nossos olhos se encontram e nada mais precisa ser dito.

*Escrito em 10/06/2011

7 de janeiro de 2011

Textos idiotas

Me perdoem. Tenho escrito textos idiotas.
É sério. Não adianta tentar me animar...

O que acontece é que me deparo com essa tela em branco - mente em branco. Começo a digitar as maiores besteiras que consigo pensar, apenas para preenchê-la de letras. Geralmente, com palavras nas mãos me sinto livre... Agora elas me escapam.

Parece que falta algo no enredo.

Claro que tudo pode dar num texto! Não é esse o ponto, entenda. É possível encontrar frases nas situações e paisagens mais diversas. Mas parece que já falei demais de tudo isso. Esgotei. E tudo acaba indo pro mesmo lugar...

Falta um coração ritmado.
Falta um solo de guitarra.
Falta a falta de ar.

Falta outro pedaço de vida que ainda não encontrei.

12 de dezembro de 2010

Arte

Eu quero a arte que rasga a pele, expõe o nervo e jorra sangue
Eu quero a arte que te confronta; a arte espelho, não diamante
Não quero a arte que anda em círculos, caminho algum para mostrar
Eu quero a arte flecha, que aponta o alvo e vai voar
A arte em si está vazia, não é um astro que emite luz
Mas Jesus Cristo, Autor da vida, é a inspiração que me conduz
Nas poesias, nas melodias, eu vejo as marcas do grande Deus
E nos detalhes de cada história, as digitais dos dedos Seus






Kátia Mello, coreografia "Recomeçar" do Estúdio do Corpo

10 de outubro de 2010

Borboleta


O som, o tom, a melodia
Não mais parecem iguais
Algo mudou nessa sinfonia
Escrita há anos atrás

O cor-de-rosa tornou-se vermelho
A flor desabrochou
Passo, passo, um piscar de olhos
Coreografia mudou

Tudo cresce, amadurece
Lagarta vira borboleta
João, Maria, a Chapeuzinho
Virou Romeu e Julieta

27 de junho de 2010

Completa






Tentei preencher o espaço vazio.
Música, dança, poema, palavra, flor, livro e estrela.
Efemeridades ou enganos. Machucou, virou cicatriz.
Então ouvi a doce voz... "Hoje, meu amor te basta".
Parei. Completa, sonhadora e em paz.
Não há vazios fora de hora.

19 de abril de 2010

Always

You know i've had some lonely days
I've made mistakes and had to pay
I've had some friends that walked away
Just like mama told me

But there's someone who's love is real
Who cares about the way i feel
Every pain, any race, every stain
There's peace when i call out your name
 
Jesus, You're my everything
The cross You did that just for me
So whatever You take me through
I promise You
I'll spend my always with You

No one can touch my heart like you
Or make me smile the way You do
I finally found someone who
Who really truly loves me

And when my strength has come and gone
Your life in me it makes me strong
Your hand is where my heart belongs
You took all my pain
And erased every stain

Jesus, You're my everything
The cross You did that just for me
So whatever You take me through
I promise You
I'll spend my always with You

Jesus, my whole life has changed
Since that day i cried Your name
For everytime You brought me through
I promise You
I'll spend my always with You



22 de março de 2010



Eu posso ter balançado com o vento contrário,
Mas as lágrimas tornaram as minhas pernas mais fortes.
E agora eu caminho, quase corro.

3 de março de 2010

Aula de ballet


Música clássica, alongamento, barras, espelhos,
Relevé, relevé, relevé.
Respiração ritmada, coração acelerado,
Battement, rond de jambe, grand pliés.
Dor nos músculos, pesos, elásticos,
Développé, changements, cambré.
Meia-calça, grampos, sapatilhas,
Pirouette en dehor, grand jetés.

23 de fevereiro de 2010

Olhares fugitivos


Teu olhar dura segundos
Quando encontra o meu, foge, desvia.
Medo ou vergonha?
Ou será o meu olhar que foge do teu?
E assim ficamos horas, brincando de olhares fugitivos.

5 de setembro de 2009

Esperança cor-de-rosa


Hoje eu vou andar tranquila
Fazer tudo sem pressa
Tempo pra respirar

Hoje eu vou olhar as flores
Parar nas vitrines
Sair por aí a cantar

Hoje não é nenhum dia de festa
Não tem sol na rua
Nem lágrima caiu

Hoje pode dar tudo errado
É quase primavera
No horizonte esperança surgiu

Esperança de uma vida diferente
Esperança de um sonho eterno
Esperança da flor que desabrocha
Esperança, esperança cor-de-rosa

6 de maio de 2009

O Tapeceiro

Tapeceiro, grande artista,
Vai fazendo seu trabalho
Incansável, paciente no seu tear
Tapeceiro, não se engana
Sabe o fim desde o começo,
Traça voltas, mil desvios sem perder o fio

Minha vida é obra de tapeçaria,
É tecida de cores alegres e vivas,
Que fazem contraste no meio das cores
Nubladas e tristes
Se você olha do avesso,
Nem imagina o desfecho
No fim das contas, tudo se explica,
Tudo se encaixa, tudo coopera pro meu bem

Quando se vê pelo lado certo,
Muda-se logo a expressão do rosto,
Obra de arte pra Honra e Glória do Tapeceiro
Quando se vê pelo lado certo,
Todas as cores da minha vida
Dignificam a Jesus Cristo, o Tapeceiro

Música de João Alexandre

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Como não poderia deixar de ser... estou fascinada com as músicas do João Alexandre.

28 de abril de 2009

Duas músicas

Não sei tocar instrumento. Até arrisco cantar - um pouco. Ouço música o tempo todo e sempre estou com alguma na cabeça. Não conheço a música, mas acho que ela me conhece. Pode ser rock, jazz, reagge, clássica...
Enfim, melodia que toca... me toca, me dá passos, me faz dançar.

Durante a tarde, o pássaro canta, a chuva bate na janela, a criança grita na pracinha, o elevador chega no andar, a página é virada, alguém digita no computador, a moto passa...
Música do cotidiano que passa despercebida.
Grita, suspira, chora, clama, ri.
Melodia da vida.


*Clube da Escrita. Tema: Música

3 de abril de 2009

Amanhecer

Até aquele momento tudo era opaco. Rotina.
Algumas vezes escurecia ao redor. Incerteza.
Outras, eu mesma fechava os olhos. Medo.
Então, ouvi a tua voz. Amanhecer.
Vi os teus olhos. Certeza.
Acordei do sonho. Real.
"Eu te amo".
(Parece que falamos juntos...).
Corações ritmados, batendo como um só.
.
.
Um dia, irá amanhecer.

7 de março de 2009

Formas

Abaixo as formas!
Quadrados, círculos, triângulos, hexágonos...
Busco a disformidade do detalhe, do suspiro, da nuvem
Direfentes ângulos, ampliada visão
Quero linhas curvas, danças, mudanças
A vida sem formas
Barro sendo moldado

25 de fevereiro de 2009

Saudade


Pôr-do-sol, crepúsculo, viração do dia.

O sol se vai,
O céu explode,
Mudando tudo ao nosso redor.
Melancolia.
Saudade
De quem o pintou.

11 de novembro de 2008

SOL e Lua


Meus passos, Tuas pegadas
Minhas mãos, Tuas digitais
Minhas voz, Tuas palavras
Minha vida, Tua luz

SOL e Lua

Ele: razão, fonte,
luz, brilho,
caminho,
verdade

Ela: apenas reflexo

16 de março de 2008

Mário Quintana

Aproveito minha falta de tempo para postar um texto de um dos melhores escritores que já existiu.

"Em todos os aeródromos, em todos os estádios, no ponto principal de todas as metrópoles, existe - quem é que nunca viu? - aquele cartaz.
De modo que, se esta civilização desaparecer e seus dispersos e bárbaros sobreviventes tiverem que recomeçar tudo desde o princípio - até que um dia também tenham os seus próprios arqueólogos - estes hão de sempre encontrar, nos mais diversos pontos do mundo inteiro, aquela mesma palavra.
E pensarão eles que Coca-Cola era o nome do nosso Deus!"

Mário Quintana

22 de janeiro de 2008

O poema do texto anterior

http://something-b.blogspot.com/2008/01/poema-de-nibus-baseado-em-fatos-muito.html
Quer saber qual era o tal "poema fortalecedor"?
Pois bem... Naquele dia a menina anotou o tal poema no seu caderno...

Metamorfose

Se colocarem pedras no meu leito
me farei torrente, imensa cachoeira
saltando, sobre tudo, impetuosa.
Se conseguirem fechar todas as saídas
penetrarei no solo, lentamente,
indo jorrar nas fontes cristalinas.
Se não deixarem que eu brote da terra
serei vapor vestindo nuvens,
com o mais negro véu da tempestade.
Provocarei relâmpagos, desabarei
rompendo diques e inundando tudo,
encontrando-me, finalmente com o oceano.

Tania Melo

Inspiração repentina e "O Tempo"

Última prova do primeiro dia da semana de provas do colégio. Dia 27 de novembro de 2006, meio dia.

- É barbada! - alguns diziam em meio a gritaria dos alunos da turma 412. Outros, porém, se esforçavam um pouco mais, estudando sobre a vida de Aleijadinho. Sim, a prova era de Artes. Pouquíssimos alunos gostavam da coitada da Nilda... Coitada mesmo! Até casca de fruta já tinham jogado nela. Esta seria a última prova do ano (e das nossas vidas) com ela.
Primeira questão: Faça um texto sobre a importância de se preservar obras de arte, edifícios históricos e monumentos, considerando o valor...
- Tá, fácil essa - pensei. Depois de uma boa enrolada básica, dizendo que as obras de arte eram muito importantes para a cultura e a história brasileira, etc, etc, fui para a próxima questão.
E aí estava a surpresa! Havia a imagem de uma pintura de Salvador Dalí - sobre quem nunca havíamos estudado... O enunciado era simples e claro: Observe a imagem e crie uma poesia para a obra de Salvador Dalí, de quatro versos, três estrofes e com rima.
- Bah! O que que isso tem a ver com Artes?! - pensei, e pus-me a observar a tal imagem.

E de onde vem a inspiração numa hora dessas? No meio da prova. Baseando-se nesse quadro esquisito! E agora? Faltando 5 minutos para o
final da prova... PLIM! O texto jorrou para o papel... E saiu isto:

O tempo

O tempo passa, o tempo morre

Não se sabe para onde ele vai

Ele escorre, ele corre

.

Em um segundo estão na nossa mão

Então flui

Como um rio sem direção

.

Corre, corre; ele nunca vai parar

Não importa onde estejamos

Sua trajetória nunca irá cessar

.

Certas coisas não passam

Como a pedra e a história

Simplesmente ficam guardadas na memória