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17 de janeiro de 2014

Rochas e balões

O que ficou para trás não foi em vão.
Experiência, maturidade, diversão, risadas, amizades.
Dificuldades, aprendizado, valores, sonhos.
Tudo valeu de uma forma ou outra.
Algumas coisas se foram como um balão levado ao vento.
Outras permanecem como as rochas, inabaláveis.
Eu costumava pensar nos balões com melancolia, lembrando como era maravilhoso. E era!
Mas por que chorar?
Nas rochas posso encontrar pedras preciosas.
Posso ter novos balões.
Agora pode ser ainda mais.
Mais risadas, mais amigos.
Mais dificuldades também, mas mais experiências.
Mais sonhos, mais vida.
Quero viver cada vez mais.

14 de novembro de 2013

Perdão

Nós estragamos tudo, eu sei. No meio da estrada, nos desencontramos e fomos um para cada lado, sem olhar para trás. Talvez houvesse espinhos inflamados em nossas mãos, talvez houvesse frases não ditas.

Nós dançávamos juntos. Eu te segurava para não caíres, tu me desafiavas a ir mais longe. Contigo me aventurei e sonhei além do que me sentia capaz. Tu acreditavas em mim. E eu ainda tenho certeza de ti.

Lembro aquela vez que nos abraçamos no final. Foi verdadeiro. Eu realmente te pedia perdão em todas as vezes que dançávamos e naquele final nos abraçávamos. Eu realmente pediria de novo se dançássemos ainda mais uma vez.

Mas não te reconheço mais. Talvez se eu te olhasse de novo, passasse sem notar. Não temos mais 16 anos. Não dançamos mais os mesmos passos. Não sonhamos mais como antes. Quebramos o nosso cristal. Será que um dia poderíamos remontá-lo igual, peça por peça? Talvez pudéssemos começar do zero, comprando um novo.

Pensei em apagar tudo, rasgar cartas e fotos. Mas de que adiantaria isso se sonho contigo a cada noite? Tu ainda fazes parte de mim como poucos.

Que esse desencontro na estrada seja breve. Que os espinhos sarem e as frases escondidas sejam esquecidas. Que encontremos um novo cristal para chamar de nosso. Sinto a tua falta.

Talvez só me falte coragem pra te falar.
Perdão.

Um amor que nem a maior distância pode separar
Pois a vida com Cristo nos deixa lado a lado
E em qualquer lugar que estivermos, através do amor de Jesus,
A família de Deus permanece unida
Venceremos sim firmados no Senhor
Sem deixar que as lutas venham nos separar
E o mundo saberá que somos de Deus
Pois vivemos num só corpo em amor

26 de novembro de 2011

Princesa

Você é uma princesa! E não duvide disso.

Mesmo que você não goste de cor-de-rosa e não saiba cantar com os pássaros, eu ainda insisto que você é uma princesa.
As roupas que você está vestindo não importam, muito menos o tamanho da sua casa.
Não importa se você é loira, morena ou ruiva, e nem se seus olhos são azuis ou não. Diferente de o que você pensa, o formato do seu corpo não importa, e nem se você usa aparelho.
Sabe o que também não importa? O que os outros dizem de você.

E sabe por que eu sei que você é uma princesa de verdade?
Porque você é filha do Rei!
Então, não aja mais como uma menina qualquer, tenha atitudes de princesa.

*dedicado à meninas especiais ♥

16 de novembro de 2011

Histórias



Hoje aprendi que todo mundo tem suas histórias desbotadas ou coloridas.

E que faz bem compartilhar um pouquinho delas com quem esteja disposto a ouvir e talvez rir ou chorar junto.

E que nunca é demais ter um tempinho para ouvir histórias (e talvez rir ou chorar junto).

E que quem ouve histórias se torna um amigo.

E que quem conta histórias ganha um amigo.

2 de agosto de 2011

Menina

Sempre te vi menina, de maria-chiquinha, ursinho de pelúcia e pirulitos. Resolvi te cuidar, te contar histórias, ouvir as tuas, rir contigo. Tu nunca choravas, mesmo em estradas pedregosas saltitavas entre as rochas com um riso contagiante. Eras menina, eras criança.

Um dia percebi em ti outras cores, na verdade, uma opacidade trazida pelo tempo. Não era algo ruim, mas aquele cintilar infantil aos poucos sumia. Agora tens estado mais séria, tens te preocupado mais. E esses dias até te vi chorar. Estávamos só nós duas, me contavas tuas novas histórias, dessa vez não havia risadas.

O tempo sempre passa, menina. Com ele vêm as novas histórias, as primeiras lágrimas, o coração que começa a falar. Descobres então mais sobre ti, sobre o mundo. Ainda és menina às vezes, já és quase adulta também. Só não perde esse brilho nos olhos, esses sonhos estrelados, as tuas palavras doces. Cresce, mas nunca deixa de ser menina.

21 de fevereiro de 2010

Dia nublado

Débora amava dias de sol. Sempre foram seus favoritos. Sabe aqueles dias ensolarados de primavera com uma brisa leve carregando o perfume das flores que desabrocham? Essa era a ideia de um dia perfeito. Até aquela segunda-feira - a propósito, o dia da semana que mais odiava.
Apesar de ser verão, o dia estava nublado, totalmente cinza, e isso a deixou brava. Justo no verão! Justo quando estava com seus amigos! Lá estava ela reclamando de novo para seu guia e melhor amigo. Por que ela tinha que enfrentar dias assim no verão?
- Tudo coopera para o bem dos que me amam, Débora - foi obviamente sua resposta.
"Mas que frase!!", pensou Débora. "Sempre quando tudo está errado ele solta essa. Às vezes parece brincadeira...". Mas no fundo ela sabia que essa é uma verdade universal e absoluta.
Ela continuou seu caminho, conversando com uma amiga. Quantos amigos havia feito nessa jornada! E melhor do que isso, quantas amizades permaneceram apesar do tempo, do cansaço, das crises...
Ela estava feliz assim. No entanto, lembrava-se de suas últimas conversas com seu Amigo, sobre caminhos que se encontravam, sobre novos sonhos. Estava confiante que aquilo tudo iria acontecer, mas a verdade é que parecia algo muito distante.
Naquela segunda-feira nublada, Débora observou um novo caminho que se aproximava do seu. Não que se cruzassem, estavam próximos apenas. Percebeu que seu Amigo também era o guia dali. Ficou curiosa. Ela bem que poderia encontrar por ali novos amigos, novas flores, até novas cores de lírios - não que os lírios laranjas fossem feios, mas ela sonhava com lírios brancos. Então, olhou para o céu e viu como as nuvens estavam ainda mais escuras. Correu com sua amiga para abrigarem-se sob umas pedras que formavam um tipo de caverna. A chuva forte castigou a terra por um bom tempo. Enquanto estava lá, Débora ficou cuidando se havia alguma movimentação na sua nova descoberta. Curiosa, saiu na chuva e ainda tentou ver mais de perto. Teve medo, podia estar de arriscando muito. Lembrou-se do conselho das pombas, no início de sua jornada, "simples como a pomba, prudente como a serpente". Ficou no limite de seu caminho apenas, procurando alguma coisa nova que fizesse seu coração pulsar mais rápido. A empolgação das novas descobertas sempre a deixam assim.
A chuva aquietou-se, ela também. Por um instante, imaginou-se colhendo lírios brancos no caminho próximo. Coisa de sonhadores... Logo chegou sua amiga, dando risadas.
- Você ficou toda encharcada, Débora! O que queria tanto ver aí?
- Nada, apenas pensei ter visto lírios brancos ali do lado.
- Ora, você e esses lírios brancos! Acalme-se e logo vai achá-los.
Naquela noite, Débora sonhou com suas flores prediletas, plantadas no cruzamento de dois caminhos.

29 de dezembro de 2009

Num clima conto-de-fadas


Muita gente reclama dos contos-de-fadas, mas a verdade é que graças a eles eu sempre fui sonhadora. Claro que já tenho certa pré-disposição a ser assim, mas, como desde pequena lia e via muitos contos-de-fadas, às vezes eu acho que tudo aquilo realmente pode acontecer.
Podem me chamar de antiquada ou iludida, mas a verdade é que, adaptado à nossa realidade - sem sapatos de cristal, objetos que falam ou sapos de verdade -, o conto-de-fadas pode acontecer.
Podemos ter amigas preciosas que nos ajudam durante nossa caminhada. Podemos - e vamos! -, encontrar o príncipe perfeito cujas qualidades superam os defeitos e cuja alma completa a nossa. Podemos enfrentar dificuldades e encontrar pessoas não tão legais assim. Podemos ter dias especiais que marcam pra sempre a nossa vida. Podemos chorar e sorrir. Podemos amar. Podemos sonhar olhando para as estrelas... Podemos presenciar milagres.
E acima de tudo, pelo menos de minha parte, posso dizer que no final serei FELIZ PARA SEMPRE!

25 de março de 2009

Oui, oui... Je l'aime!


*"As estrelas são todas iluminadas... Não será para que cada um possa um dia encontrar a sua?"

*"Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa."

"Se tu choras por ter perdido o sol, as lágrimas te impedirão de ver as estrelas."

*"O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem."

*"Quando a gente está triste demais, gosta do pôr do sol..."

*"Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção."


Terceira obra literária mais traduzida no mundo (sendo a primeira a Bíblia e a segunda o livro O Peregrino).

9 de setembro de 2008

Ventania

Descrição da ventania

Ela é forte e inconstante.
Nunca deixa as coisas iguais depois que passa, por isso representa grandes mudanças.
Gosta de cabelos soltos, por isso os faz voarem.
Viaja muito e vai cada vez mais longe...

Dá-me a sensação de voar!
Sorrisos das manhãs!

Foi assim que começou tudo...
"De repente, não mais que de repente."* (com um pedido de canetinhas!)
E assim é a cada dia.

.+**+.+**+.+**+.+**+.

Te amo muito amiga!
Não importa quão diferentes sejamos... É pra sempre nossa RARA VENTANIA!

.+**+.+**+.+**+.+**+.

*Vinícius de Moraes

1 de março de 2008

Caminho para a praia

- Tá, é agora! Dou esse passo e pronto, prossigo a trilha. Só esse passo! Vamos, vamos, não preciso ter medo! Agora!
Chegou a por o pé no novo caminho, não não saiu do lugar onde estava.
- Não... Não dá. Não sei o que tem ali do outro lado direito. Tudo parece maior, mais perigoso, estranho... desconhecido. O que os outros vão pensar se eu der esse passo? Vão achar que enlouqueci! Vão dizer: "Você não precisava ter ido por essa parte mais difícil da trilha, vá pelo caminho que já estava indo." Talvez eles estejam certos. Nunca caminhei por esses lados da trilha. Não sei o que tem por lá. Mas dá na mesma praia que todos queremos ir.
Pensou na praia. Como seria maravilhoso quando chegasse lá e, finalmente conhecesse o rei sobre quem tinha ouvido tanto falar. Diziam que ele era muito bondoso, ajudava a todos que vinham pedir ajuda, realizava banquetes aos famintos, dava de beber aos sedentos e convidava a todos para irem morar com ele, em seu reino que começava na praia e estendia-se até os montes distantes. Ela sabia que de algum modo só tinha chegado até onde estava graças à vontade de conhecê-lo, à inspiração e à força que sentia ao pensar nele. O problema é que, para chegar na praia, devia seguir as trilhas. Olhou novamente para a trilha mais difícil e sentiu que, apesar de tudo, era por onde devia caminhar.
- Sei que é mais difícil... Vou ter que abrir mão de muitas coisas que eu gostava de fazer na outra trilha. Lá eu podia parar na cachoeira, colher flores... Aqui, eu não sei se tem essas coisas. Mas sinto que tenho que ir por aqui. Se eu não for, posso até chegar à praia, mas será como se não estivesse completa, como se não tivesse feito o que devia fazer. Mas será que devo ir sozinha?
Neste momento, uma outra menina apareceu. Era loira, vestia-se muito bem e expressava um sorriso.
- Olá! Você também vai pra praia por aqui?
- Sim.. eh... acho que sim.
- Ótimo! Então vamos juntas. Eu estava com um pouco de medo quando cheguei, mas, quando te vi, pensei tudo ficaria mais fácil. Eu te ajudo quando você tropeçar e você me ajuda também.
- Legal. Acho que assim não terei mais medo também.
- Ah! Dizem que a praia é o melhor lugar para se estar! Não vejo a hora de tomar banho no mar, fazer castelos de areia, tomar água de coco! Vai se maravilhoso! E o melhor de tudo é que vamos conhecê-lo! Não vejo a hora! Vamos, então?
- Vamos!
Dar o temido passo foi muito mais fácil do que elas haviam imaginado. Então, foram. Quanto mais caminhavam, mais forte se tornava a sua amizade.
Neste caminho, não posso dizer que não tiveram medo. Havia momentos em que as dificuldades pareciam gigantes, e elas, insetos. Mas, mesmo assim, enfrentavam tudo com a força que havia nelas. Não posso dizer que não choraram, mas uma consolava a outra, ou choravam juntas e esperavam a tristeza ir embora na outra manhã. Não posso dizer que não houve tempestades, mas escondiam-se sob as enormes árvores até elas terminarem.
Algum tempo depois, chegaram à praia.

24 de janeiro de 2008

Não há como não agradecer... Não só pela linda homenagem que a mim fizeste do teu blog, mas por tudo.
Agradecer pelas infinitas horas de conversas na madrugada, pelos muitos e maravilhosos conselhos, pelos incansáveis gestos e palavras de apoio.
Agradecer por saber como lidar com essa criatura difícil e sentimental, por me fazer rir quando estou triste, por não me deixar desistir.
Agradecer por estar do meu lado sempre - até nas horas mais banais -, pelas ligações diárias e preocupação constante se eu estou bem, se está tudo bem e se está tudo "tri".
Agradecer pela tua amizade, carinho e amor. Sem eles, não sei o que seria de mim. Não sei se conseguiria prosseguir, pois é por eles que tu me incentiva e me sustenta quendo não estou muito bem.
Agradecer por acreditares em mim, independente das circunstâncias e independente do que o que eu mesma acho.

Obrigada minha amiga, irmã, teacher, pastora, missionária, dançarina, prenda, discipuladora, líder e exemplo!

Teu dom de fazer das idéias poesia é a mais bela ferramenta. Trazer ao papel o que Ele põe em nossos corações é ser na Terra a Sua letra, a sua boca, a Sua mão. Que, assim como fazia Davi, possamos ser inspiradas pelo Grande Eu Sou para escrevermos os poemas mais belos que só Ele pode nos dar.

A propósito: Davi era o cara, né?

A palavra me que deste há alguns dias, agora volta para ti. Sejas como Davi, segundo o coração de Deus. Uma líder que dança, escreve, toca e vai pra batalha!
Que Deus seja sempre contigo!

Te amo!