Escondo minhas palavras secretas de ti e do mundo, por paciência, por precaução. Saiba que não faço por mal, mas por entender que cada palavra tem seu momento certo para vir à tona, apesar de poder nascer a qualquer instante. Por isso guardo todas, para um dia te mostrar.
Tu escondes as tuas palavras de mim também. Queres lembrar do que sentias, queres ver se estavas certo. Tuas palavras são teus pensamentos e memórias que saltam do encontro das tuas duas realidades paralelas - a trivial e a reflexiva. Não me mostras porque não gostas de te expor, mas eu sei que tu também entendes o tempo.
Escondemos nossas palavras um do outro, ampliando o segredo e o mistério. Sabemos que elas existem, guardadas sob senhas seguras, mas não ousamos mostrá-las. Censuramos nossas declarações, sonhos e utopias. Cuidamos delas, esperando o tempo de despertarem.
*Texto censurado em 17/05/2011
Mostrando postagens com marcador Formas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Formas. Mostrar todas as postagens
23 de agosto de 2011
11 de maio de 2011
Entrelinhas
Quase sempre há mais informações nas entrelinhas do que no texto em si. Às vezes parece que os segredos estão na beira do precipício, quase pulando das bordas das letras. Às vezes, eles ficam calados no silêncio e na espera, transformados em reticências, que talvez não signifiquem o "nada", mas o "tudo", contido e bem guardado.
Todo esse exercício de semântica e caça-palavras é interessante, apesar de certas vezes eu querer chutar o balde. Escrevo tudo que gostaria de falar claramente, letra por letra. "Bruna Konrath está digitando...". Releio, não mando e apago. Mando só as reticências...
É bom decifrar os mistérios das entrelinhas, sem pular etapas.
Todo esse exercício de semântica e caça-palavras é interessante, apesar de certas vezes eu querer chutar o balde. Escrevo tudo que gostaria de falar claramente, letra por letra. "Bruna Konrath está digitando...". Releio, não mando e apago. Mando só as reticências...
É bom decifrar os mistérios das entrelinhas, sem pular etapas.
13 de abril de 2011
Feixe de luz
Talvez a complexa arte de explicar pensamentos não faça parte da minha caixa de talentos, e, no fim, todas as palavras mirabolantes aqui escritas sejam em vão. Afinal, como explicar feixes de luz que em um momento estão aqui, e já no outro vão embora, nos deixando apenas com a sensação de quão efêmeras são as ideias, de quão efêmera é a vida?... Talvez a opção mais fácil fosse simplesmente me calar e esperar que os pensamentos voem.Mas as palavras teimam em querer sair, mesmo confusas, mesmo incompletas. Ainda que seus singelos significados não expressem a imensidão de pensamentos que deveriam aqui estar descritos, elas buscam, numa luta apaixonada, por pra fora a lava quente do vulcão. Borbulham em meu peito, em minha garganta e, por fim, em meus dedos que parecem brincar de pega-pega nessas teclas.
A verdade é que um pensamento específico não foi embora, mas fixou-se, e trouxe-se consigo sensações nunca antes agasalhadas por baixo dessa pele. Mas como explicar isso tudo, se apenas quem pensa e sente é capaz de entender em sua plenitude? E explicando-os, deixariam sua essência, para tornarem-se compreensíveis e simplórios. Adiantaria explicar? Sentirias tu a mesma coisa?
Decidi não explicar, apenas sentir, apenas pensar.
E esperar que talvez se torne concreto.
*De algum lugar surgem os textos, e isso se chama inspiração, que vem como um feixe de luz, como um raio de sol.
4 de abril de 2011
Surpresa
Planos, planos, planos.... Como gostamos de planejar!A roupa que vou no casamento, as próximas três faculdades que quero fazer, as músicas que irão tocar, as conversas com hora marcada, cursos disso ou daquilo, semestres a mais na faculdade, onde vai ser a próxima pizza, sobre o que vai ser o próximo texto, filmes, passeios, amigos, amores. Tudo planejado. Controlado. Mapeado. Daqui a três, quatro, cinco anos estarei fazendo e-xa-ta-men-te isso.
E então acontece. Uma simples chuva, um tempinho de distração, um olhar devolvido, um nota que pareça diferente, um sorriso meio escondido, e tudo parece ter sido alterado. "Surpresa", Deus nos diz. "Meus pensamentos são mais altos". Assim, aparece o amigo fora de hora, a dança espontânea, a nova canção, a viagem maravilhosa feita às pressas, o amor inusitado.
Obrigada, Deus, pelas Tuas surpresas, pelos Teus mistérios, pelas cores que Tu dás à vida.
8 de fevereiro de 2011
Inesperado

A aventura de viver cada dia. O desafio de acreditar no invisível. Cada página do livro é única e capaz de trazer mudanças, pessoas, surpresas, novidades para o enredo.
Não conhecemos tudo de uma vez, senão qual seria a graça? Vamos sabendo aos poucos, descobrindo e vivendo os detalhes da história, escrita com cuidado pelo Autor da Vida. E cada página virada é um novo dia, uma nova oportunidade de crescermos, de nos surpreendermos.
Isso é ter fé. Fé não apenas para que os sonhos do personagem se realizem, mas para que o Autor realize os Seus sonhos nas Suas criações. E aí está a aventura, nós nunca sabemos o que poderá vir na próxima página. Nós esperamos o inesperado.
12 de dezembro de 2010
Arte
Eu quero a arte que rasga a pele, expõe o nervo e jorra sangueEu quero a arte que te confronta; a arte espelho, não diamante
Não quero a arte que anda em círculos, caminho algum para mostrar
Eu quero a arte flecha, que aponta o alvo e vai voar
A arte em si está vazia, não é um astro que emite luz
Mas Jesus Cristo, Autor da vida, é a inspiração que me conduz
Nas poesias, nas melodias, eu vejo as marcas do grande Deus
E nos detalhes de cada história, as digitais dos dedos Seus
Kátia Mello, coreografia "Recomeçar" do Estúdio do Corpo
27 de junho de 2010
Completa
Tentei preencher o espaço vazio.
Música, dança, poema, palavra, flor, livro e estrela.
Efemeridades ou enganos. Machucou, virou cicatriz.
Então ouvi a doce voz... "Hoje, meu amor te basta".
Parei. Completa, sonhadora e em paz.
Não há vazios fora de hora.
16 de abril de 2010
Questões
Pontos de interrogação que escapuliram das caixas essa noite. Eles não precisam ser respondidos. Eu só precisava escrever...
Será que temos mesmo que ficar sempre com um sorriso no rosto, como uma boneca de plástico, repetindo "tudo bem" pra todos que passam?
Será que temos que manter a pose equilibrada, preocupando-nos com a opinião alheia, com o escândalo, com a fofoca?
Será que nossas emoções só podem ser afloradas em uma página da internet fria e vazia?
Será que nossas tempestades tem que ser sempre abafadas e não podemos realmente gritar e chorar?
Será errado mostrarmos as nossas fraquezas, expormos a nossa dor ou dificuldade?
Por que apenas a felicidade pode ser compartilhada e cantada aos quatro cantos?
Você vai se sentir mal se eu chorar na sua frente, ou vai perder a esperança se eu disse que estou triste?
Sinto muito, sou humana e não escondo a minha humanidade.
Erro, choro, grito, entristeço, enfraqueço, caio, paro, acho, julgo, quero... Mas na minha fraqueza Ele opera fortaleza. E mesmo que eu decepcione alguém, o que pode acontecer sempre porque não sou perfeita (e nem você é), Ele não desiste de mim e nem de você.
A Sua paz excede todo o entendimento.
O Seu amor é incompreensível.
Mas é mais real do que qualquer coisa.
Música do dia...
Rest in You - Hillsong United
Your faithfulness endures always
Where mountains fall and reason fails
And You calm the raging seas
And You calm the storms in me again
All I know is I find rest in You
All I know is I find rest in You
My heart will praise throughout the night
Where singing seems a sacrifice
Your grace is all I need
Your grace is all I need
Where mountains fall and reason fails
And You calm the raging seas
And You calm the storms in me again
All I know is I find rest in You
All I know is I find rest in You
My heart will praise throughout the night
Where singing seems a sacrifice
Your grace is all I need
Your grace is all I need
AVISO: esse post foi um devaneio depois de um dia corrido. Não leve tudo tão a sério, tá? Eu amo hipérboles, tempestade em copo d'água... coisas assim. Desculpe qualquer coisa =/
14 de abril de 2010
Caixas
Guardei tudo em caixas. Lembranças, segredos, presentes, cartas, sonhos. Comecei com uma caixa pequena. Cresci, e agora são muitas e bem maiores. Não são caixas de esquecimento, mas caixas de segurança.
Tudo estava espalhado no tapete da sala, muito à vista, muito exposto. Volta e meia alguém tropeçava, ou outro via alguma coisa interessante e dava sua opinião. Não é assim que funciona... A vida não é uma revista à venda nas bancas que qualquer um compra, olha, comenta. Também não é uma novela pra que outros acompanhem pra ver como vai ser o final.
Agora está tudo guardado, seguro, cuidado. Nada vai ficar empoeirado, melado ou mal falado. Poucos terão acesso às caixas, mas eu sei que muitos vão querer mexer nelas, espiar e vão até mesmo conjecturar o que pode haver ali, e isso é inevitável. Só não me importarei mais. Aprendi a entender o tempo e o modo, aprendi a esperar, me aquietar. Às vezes o coração fica nervoso, ansioso ou bravo e bate forte... As caixas balançam e parece que tudo vai desmoronar! Mas eu sei em quem confio. É Ele que me dá paz. A paz que excede todo entendimento.
Tudo estava espalhado no tapete da sala, muito à vista, muito exposto. Volta e meia alguém tropeçava, ou outro via alguma coisa interessante e dava sua opinião. Não é assim que funciona... A vida não é uma revista à venda nas bancas que qualquer um compra, olha, comenta. Também não é uma novela pra que outros acompanhem pra ver como vai ser o final.
Agora está tudo guardado, seguro, cuidado. Nada vai ficar empoeirado, melado ou mal falado. Poucos terão acesso às caixas, mas eu sei que muitos vão querer mexer nelas, espiar e vão até mesmo conjecturar o que pode haver ali, e isso é inevitável. Só não me importarei mais. Aprendi a entender o tempo e o modo, aprendi a esperar, me aquietar. Às vezes o coração fica nervoso, ansioso ou bravo e bate forte... As caixas balançam e parece que tudo vai desmoronar! Mas eu sei em quem confio. É Ele que me dá paz. A paz que excede todo entendimento.
19 de março de 2010
Minha teoria verdadeira
Aqui dentro da caverna desfruto da visão parcial de tudo que um dia verei completamente. Meus olhos ficarão pequenos até adaptarem-se à luz, às cores agora tão vivas.
A imagens nessa parede me fazem sonhar com um futuro próximo, o que já não acontece com a maioria. Muitos olham e não entendem, outros ainda desviaram o olhar e passaram a contemplar as paredes vazias, os cantos, o chão e o teto, ignorando as formas, os tons, os movimentos refletidos na parede principal.
Anseio pelo dia que tu me buscará para que eu conheça a fonte dos meus sonhos, das belezes e das ideias. Te verei face a face, transcendendo a vida e a dor, voando na eternidade.
9 de março de 2010
(Não) Dizendo o que sente
Ele a toca no ombro e diz:- Oi...
- Ah! Oi! Nossa, nem tinha te visto chegar.
(É, na verdade eu vi. Desde o momento em que tu entrou por aquela porta segui cada movimento teu pelo canto do olho. Não via a hora de falar contigo, mas tive vergonha de ir lá no meio dos teus amigos. Eu sei, eu tenho que...)
- Tudo bem?
- Aham...
(Bah! É que eu não tenho conseguido dormir direito... Sonho contigo quase todas as noites. Eu nucna lembro dos sonhos, mas acordo com o teu rosto no meu pensamento e não consigo voltar a dormir. Fico imaginando mil maneira de te contar que...)
- Tu vai no aniversário da Ana?
- Vou.
(Claro que vou! Eu estava do lado dela quando ela te ligou pra te convidar e tu confirmou que ia. Eu até tinha aula na faculdade, mas uma falta não faz mal a ninguém... Sabe como é, não posso perder a oportunidade de te veer e talvez eu até consiga te falar que...)
- Tá, então a gente se vê lá sexta-feira.
- Tá, tchau.
(Mas já tem que ir? A gente nem pode conversar direito! Eu tenho tanta coisa pra te falar...)
5 de março de 2010
Figueira
Apesar da resolução ruim, ocasionada pela câmera do meu antigo celular, essa é uma das minhas fotos favoritas dos meus álbuns. Valor sentimental. Essa figueira fica nos fundos da casa da fazenda do meu avô. Fazenda Shalom. Cada vez que a vejo vem à tona incontáveis lembranças de momentos muito felizes da minha infância e até adolescência... Brincadeiras, bagunças, segredos, planos, animais, balanços, churrascos... Momentos compartilhados com pessoas especiais. Família.
Hoje quase não vou para lá, a correria da cidade grande me deixou distante da figueira e dos cavalos. Saudade. Nos momentos de nostalgia, a fazenda é um dos primeiros lugares que me vem à mente... Como era bom correr por aqueles campos sem me preocupar com as coisas!
Até que um dia, com 14 anos, tive que levar um livro da escola para ler na rede - porque depois do feriado iria ter prova! "Dom Casmurro" me marcou muito além de sua história de romance e suposta traição... A partir daí sempre tinha algo para ler quando ia para lá. Já não havia mais correria nos campos, já não encilhava mais meu cavalo e ia ver as vacas e ovelhas pastando. Já estava "muito grande" pra "essas coisas".
Era tempo de crescer, processo lento tem durado mais de quatro anos. Agora, que ele tem chegado ao fim, lembro com saudade de tudo isso e me imagino Peter Pan. Apenas um devaneio que ainda possa ser a menina que sobe em árvore e toma banho de lagoa. A realidade séria, responsável e comprometida deixa o devaneio se perder no sonho. Acordo e sou adulta.
3 de março de 2010
Aula de ballet
Música clássica, alongamento, barras, espelhos,
Relevé, relevé, relevé.
Respiração ritmada, coração acelerado,
Battement, rond de jambe, grand pliés.
Dor nos músculos, pesos, elásticos,
Développé, changements, cambré.
Meia-calça, grampos, sapatilhas,
Pirouette en dehor, grand jetés.
1 de março de 2010
Oi
Palavra única, de duas letras, com entonações e significados variados.
"Estava com saudades."
"O que você está fazendo aqui?"
"Vá embora..."
"Nem sei por onde começar."
"Não quero conversar."
"Não estou legal hoje."
"Quem é você?"
"Você está bem?"
"Precisamos conversar!"
"Eu te amo."
"Tchau!"
Enfim... Pense em quantos exemplos puder.
O que pode haver por trás de um simples "oi"?
"Estava com saudades."
"O que você está fazendo aqui?"
"Vá embora..."
"Nem sei por onde começar."
"Não quero conversar."
"Não estou legal hoje."
"Quem é você?"
"Você está bem?"
"Precisamos conversar!"
"Eu te amo."
"Tchau!"
Enfim... Pense em quantos exemplos puder.
O que pode haver por trás de um simples "oi"?
24 de fevereiro de 2010
Contentamento descontente
Naquele dia não havia sol, o que ela detestava, e algumas companhias não eram as ideais. A verdade é que, para ela, tudo parecia uma ilusão profunda e perdida, mais um sonho da menina boba e sonhadora demais. Mesmo assim, não negava que alguma coisa havia acontecido naquela tarde.
Talvez o sorriso dele, ou seus olhos, ou algumas palavras... Sabe quando alguma coisa chama atenção e a gente nem sabe o que é? Era disso que ela tinha raiva. Mas não era uma raiva ruim, era uma raiva feliz. Será que isso existe? Ela sempre fora boa com as palavras e agora as perdia, esquecendo seus sentidos, fazendo-se de ridícula na frente de todos.
Talvez isso tudo fosse apenas um rascunho feito à mão de um futuro um romance de capa dura, pois nada parecia estar no seu devido lugar. Talvez, quando ela conseguisse entender o que se passava, essa história pudesse ter uma ordem cronológica dos acontecimentos.
Uns dias se passaram, eles não mais se viram, e lá estava aquela dorzinha. Uma dor diferente, que parecia fazer bem ao mesmo tempo que doia. Mais uns dias e algo parecia querer saltar de dentro dela quando o viu de novo! E pulsava, e gritava! Como ela controlaria tudo isso? Que nome ela poderia dar a essa coisa estranha?
Enquanto não achava a palavra certa, tomou para si uma definição aproximada, criada por um poeta antigo, e que talvez mais se aproximasse dessa loucura: é apenas um "contentamento descontente".
Talvez o sorriso dele, ou seus olhos, ou algumas palavras... Sabe quando alguma coisa chama atenção e a gente nem sabe o que é? Era disso que ela tinha raiva. Mas não era uma raiva ruim, era uma raiva feliz. Será que isso existe? Ela sempre fora boa com as palavras e agora as perdia, esquecendo seus sentidos, fazendo-se de ridícula na frente de todos.
Talvez isso tudo fosse apenas um rascunho feito à mão de um futuro um romance de capa dura, pois nada parecia estar no seu devido lugar. Talvez, quando ela conseguisse entender o que se passava, essa história pudesse ter uma ordem cronológica dos acontecimentos.
Uns dias se passaram, eles não mais se viram, e lá estava aquela dorzinha. Uma dor diferente, que parecia fazer bem ao mesmo tempo que doia. Mais uns dias e algo parecia querer saltar de dentro dela quando o viu de novo! E pulsava, e gritava! Como ela controlaria tudo isso? Que nome ela poderia dar a essa coisa estranha?
Enquanto não achava a palavra certa, tomou para si uma definição aproximada, criada por um poeta antigo, e que talvez mais se aproximasse dessa loucura: é apenas um "contentamento descontente".
23 de fevereiro de 2010
Olhares fugitivos
21 de fevereiro de 2010
As pedras e o mar
O mar estava quente e transparente, mas inquieto. Um reflexo meu. Mergulhei no mar, mergulhei em mim. Perdi-me nas ondas, nadei nas lembranças que iam e vinham com a mesma força da correnteza.
Voltei para as pedras, cada vez mais geladas. Encontrei uma pedra pequena pelo chão. Escrevi na areia, fiz rabiscos sem forma. O mar apagou tudo. Agora ele também sabe.
Pedras mudas. Mar inquieto. Meus guardadores de segredo em uma tarde nublada.
29 de dezembro de 2009
Num clima conto-de-fadas
Muita gente reclama dos contos-de-fadas, mas a verdade é que graças a eles eu sempre fui sonhadora. Claro que já tenho certa pré-disposição a ser assim, mas, como desde pequena lia e via muitos contos-de-fadas, às vezes eu acho que tudo aquilo realmente pode acontecer.
Podem me chamar de antiquada ou iludida, mas a verdade é que, adaptado à nossa realidade - sem sapatos de cristal, objetos que falam ou sapos de verdade -, o conto-de-fadas pode acontecer.
Podemos ter amigas preciosas que nos ajudam durante nossa caminhada. Podemos - e vamos! -, encontrar o príncipe perfeito cujas qualidades superam os defeitos e cuja alma completa a nossa. Podemos enfrentar dificuldades e encontrar pessoas não tão legais assim. Podemos ter dias especiais que marcam pra sempre a nossa vida. Podemos chorar e sorrir. Podemos amar. Podemos sonhar olhando para as estrelas... Podemos presenciar milagres.
E acima de tudo, pelo menos de minha parte, posso dizer que no final serei FELIZ PARA SEMPRE!
7 de outubro de 2009
Grito forte destoando do zumbido irritante
Cansei de pré-requisitos
Cansei dos meus limites
Cansei das regras de ortografia
Cansei de teorias não postas em prática
Cansei de conceitos estabelecidos
Cansei de tentar agradar
Cansei das expectativas
Cansei de apenas ouvir
Cansei de apenas saber
Cansei da indiferença
Cansei da falta de sentido
Cansei da monotonia
Cansei de mim...
Agora é tudo posto pra fora. Grito forte destoando do zumbido irritante.
Não apenas um fósforo aceso cuja chama dura poucos segundos, mas uma fogueira em chamas, sendo constantemente abastecida de madeira e álcool. Não apenas palavras escritas em livros que nos levam a pensar no porquê de tudo, mas atitudes que mudem um pouco do todo e que talvez nem apareçam nos livros futuros. Chega dessas realidades imaginadas que duram poucas horas e nos deixam encantados com um mundo irreal de personagens inexistentes. Quero a loucura da realidade, a fraqueza e as diferenças das pessoas que clamam pela razão e que buscam o sentido da vida.
Supérfulos e vaidades cegam a juventude alienada, que acredita que, pelo fato de ter condições de ver filmes europeus e debater a política nacional, pode ser considerada sábia, um exemplo a ser seguido. Pois agora eu vejo! Mesmo que não totalmente, mesmo que ainda um pouco embaçado, eu vejo. E o verdadeiro exemplo não está nos teóricos nem nos inteligentes, que apenas conseguem escrever e falar, mas nada fazem para mudar realidades. O exemplo está em quem vive, pratica, demonstra o amor.
Música:
Aprender (Tanlan)
Cansei dos meus limites
Cansei das regras de ortografia
Cansei de teorias não postas em prática
Cansei de conceitos estabelecidos
Cansei de tentar agradar
Cansei das expectativas
Cansei de apenas ouvir
Cansei de apenas saber
Cansei da indiferença
Cansei da falta de sentido
Cansei da monotonia
Cansei de mim...
Agora é tudo posto pra fora. Grito forte destoando do zumbido irritante.
Não apenas um fósforo aceso cuja chama dura poucos segundos, mas uma fogueira em chamas, sendo constantemente abastecida de madeira e álcool. Não apenas palavras escritas em livros que nos levam a pensar no porquê de tudo, mas atitudes que mudem um pouco do todo e que talvez nem apareçam nos livros futuros. Chega dessas realidades imaginadas que duram poucas horas e nos deixam encantados com um mundo irreal de personagens inexistentes. Quero a loucura da realidade, a fraqueza e as diferenças das pessoas que clamam pela razão e que buscam o sentido da vida.
Supérfulos e vaidades cegam a juventude alienada, que acredita que, pelo fato de ter condições de ver filmes europeus e debater a política nacional, pode ser considerada sábia, um exemplo a ser seguido. Pois agora eu vejo! Mesmo que não totalmente, mesmo que ainda um pouco embaçado, eu vejo. E o verdadeiro exemplo não está nos teóricos nem nos inteligentes, que apenas conseguem escrever e falar, mas nada fazem para mudar realidades. O exemplo está em quem vive, pratica, demonstra o amor.
Música:
Aprender (Tanlan)
Coloque a culpa na história
Nos erros que o passado cometeu
Coloque a culpa nos reis de agora
Nos erros que o passado cometeu
Coloque a culpa nos reis de agora
Coloque a culpa no estado
Ou mesmo em tudo que é religião
Coloque a culpa no caos do acaso
Ou mesmo em tudo que é religião
Coloque a culpa no caos do acaso
Tanta gente já morreu
Sem nunca viver
E a razão já se perdeu
Sem nunca saber
Quando vamos aceitar
Todos temos tanto pra melhorar
Quando vamos entender
Antes de mudar
Temos que aprender
Alguém me mostre um alívio
Vivemos numa grande confusão
Como acabar com um problema antigo?
Não sabemos nem viver
Nada é o que parece ser
Não sabemos nem porque
Matar ou morrrer
Quando vamos aceitar
Todos temos tanto pra melhorar
Quando vamos entender
Antes de mudar
Temos que aprender a amar
Sem nunca viver
E a razão já se perdeu
Sem nunca saber
Quando vamos aceitar
Todos temos tanto pra melhorar
Quando vamos entender
Antes de mudar
Temos que aprender
Alguém me mostre um alívio
Vivemos numa grande confusão
Como acabar com um problema antigo?
Não sabemos nem viver
Nada é o que parece ser
Não sabemos nem porque
Matar ou morrrer
Quando vamos aceitar
Todos temos tanto pra melhorar
Quando vamos entender
Antes de mudar
Temos que aprender a amar
14 de agosto de 2009
Semente
- O que você vê?
- Uma semente. Pequena, escura, na palma da sua mão... É uma semente.
- Pense bem... Não vê nada mais?
- É uma semente né?
- Sim, mas não tem nada além disso?
- Claro que não! O que mais há para ver? Você está segurando uma semente na sua mão.
- Está bem (suspiro). Vou ter que te mostrar. Olhe bem para a semente.
- E? O que tem?
- Não é o que tem que importa, mas o que é.
- Quê?
- Você vê uma semente, certo?
- (Suspiro) Sim.
- Eu não. Agora feche os olhos e me ouça.
- Tá...
- O que tenho na minha mão é, na verdade, um pomar. Ou uma floresta, quem sabe... Imagine... Uma floresta com muitas árvores, onde animais vêm habitar, vêm se proteger, onde há frutos de vários tipos que servem de alimento para eles... Imagine que beleza!
- Eu acho que você tá viajando... É só uma semente. Ela pode não dar certo, não crescer, ou ser cortada, ou... Ah! Sei lá.
- Você vê fatos, eu vejo o potencial. Você vê uma semente, eu vejo uma floresta.
- Uma semente. Pequena, escura, na palma da sua mão... É uma semente.
- Pense bem... Não vê nada mais?
- É uma semente né?
- Sim, mas não tem nada além disso?
- Claro que não! O que mais há para ver? Você está segurando uma semente na sua mão.
- Está bem (suspiro). Vou ter que te mostrar. Olhe bem para a semente.
- E? O que tem?
- Não é o que tem que importa, mas o que é.
- Quê?
- Você vê uma semente, certo?
- (Suspiro) Sim.
- Eu não. Agora feche os olhos e me ouça.
- Tá...
- O que tenho na minha mão é, na verdade, um pomar. Ou uma floresta, quem sabe... Imagine... Uma floresta com muitas árvores, onde animais vêm habitar, vêm se proteger, onde há frutos de vários tipos que servem de alimento para eles... Imagine que beleza!
- Eu acho que você tá viajando... É só uma semente. Ela pode não dar certo, não crescer, ou ser cortada, ou... Ah! Sei lá.
- Você vê fatos, eu vejo o potencial. Você vê uma semente, eu vejo uma floresta.
Assinar:
Postagens (Atom)











