
Pôr-do-sol, crepúsculo, viração do dia.
O sol se vai,
O céu explode,
Mudando tudo ao nosso redor.
Melancolia.
Saudade
De quem o pintou.

Ah, as estrelas! Tanto me encantam, mas hoje me instigam. Há algo de diferente. Olho ao meu redor... sozinha. Em meio a multidão que grita, ri, chora, corre, vive... sozinha. Será, estrelas amigas, que vocês farão por mim o que eles não fazem? Não... Vocês apenas podem até escutar minhas perguntas, mas nunca me responderão. Sinto que elas tentam me dizer algo. Então, eu olho para as estrelas... mas, nada.
Sinto muito por me achar careta, quadrada ou sem graça. Meu objetivo não era mesmo te conquistar.
Deitada em meio aos lírios, recordava o momento em que avistava a montanha. Ao mesmo tempo que desejava evitá-la, queria subir, queria se aventurar de verdade, queria o que sabia que havia do outro lado. Então foi. No início não era tão difícil como ouvira falar, talvez seja porque já estivesse bem preparada, ou porque esperasse obstáculos piores. No entanto, no decorrer da subida, as rochas tornaram-se mais difíceis de escalar, suas forças já não eram as mesmas, estava cansada da mesma vista todos os dias... Tudo parecia não cooperar para que Débora alcançasse o pico. Havia armadilhas por todos os lados! Algumas vezes, enfraquecida, Débora quase caiu em muitas delas, mas foi salva pelo mestre e amigo que a acompanha sempre.
