7 de março de 2009

Formas

Abaixo as formas!
Quadrados, círculos, triângulos, hexágonos...
Busco a disformidade do detalhe, do suspiro, da nuvem
Direfentes ângulos, ampliada visão
Quero linhas curvas, danças, mudanças
A vida sem formas
Barro sendo moldado

1 de março de 2009

Vento


Fecho os olhos e deixo que vento me leve. Ao abri-los, percebo que não estou onde queria, mesmo assim, ainda confio no vento.


Fecho os olhos novamente. O vento continua, intenso, a me carregar. Vai por caminhos que às vezes eu não entendo, não pega atalhos, sobe montes e desce vales. Até por desertos já me conduziu! Me leva por onde quer.



Eu confio.


"Não sei de onde vem, nem sei pra onde vai. Só sei que eu quero ir"

26 de fevereiro de 2009

Plástico

Ontem fui a uma famosa lancheria da Porto Alegre, comi salada de frutas com sorvete. Mas isso realmente não importa.
Ao redor do espaço com as mesas, havia vasos de flores muito bonitos, perfeitos (até demais). Sentei-me ao lado de um deles e então percebi. Eram flores de plástico, mas ninguém, além de mim, parecia reparar. No mesmo instante, lembrei-me do que ouvi recentemente sobre um jardim de plástico. De longe, é bonito como o natural, mas não há vida em seu interior. Ele não precisa passar pelas estações: não sofre no inverno e não desabrocha na primavera.

Perguntei-me porque o dono do estabelecimento escolhera flores artificiais para decorar sua famosa lancheria. Talvez seja pelo fato de não precisar cuidar. Ele as colocou ali e nunca mais se preocupou. É uma pena. As flores são tão belas e têm tão doce aroma! Quem dera fossem valorizadas ao invés de serem subtituídas por representantes de artificiais.


Estamos muito apressados para cuidarmos das flores com vida, elas podem dar trabalho. Estamos muito apressados para repararmos que as flores ao nosso redor são de plástico.

De longe, todas são iguais.

Vemos tudo de longe, mas a vida está nos detalhes.

25 de fevereiro de 2009

Saudade


Pôr-do-sol, crepúsculo, viração do dia.

O sol se vai,
O céu explode,
Mudando tudo ao nosso redor.
Melancolia.
Saudade
De quem o pintou.

14 de fevereiro de 2009

Então, eu olho para as estrelas

Aproveito essa solidão para pôr as idéias no lugar. Sou uma pergunta sem resposta, buscando algo além do ponto de interrogação que, finalmente, me explique. É noite, então, eu olho para as estrelas.

Ah, as estrelas! Tanto me encantam, mas hoje me instigam. Há algo de diferente. Olho ao meu redor... sozinha. Em meio a multidão que grita, ri, chora, corre, vive... sozinha. Será, estrelas amigas, que vocês farão por mim o que eles não fazem? Não... Vocês apenas podem até escutar minhas perguntas, mas nunca me responderão. Sinto que elas tentam me dizer algo. Então, eu olho para as estrelas... mas, nada.

Dentro de mim, a mesma escuridão da noite ali fora.

Então, eu olho para as estrelas...


E vejo mais alguém.

26 de janeiro de 2009

Sinto muito

Sinto muito por não estar no seu padrão. Estar fora dele é o que me deixa mais feliz!
Sinto muito por não ter lido tantos livros filosóficos, ou não ter visto tantos filmes europeus. Ainda não conheço muitos. Acabei de sair do 3º ano...
Sinto muito por não ir às suas festas. Elas simplesmente não me satisfazem e o que acontece nelas me dá ânsia de vômito.
Sinto muito por não conhecer nenhuma das músicas das suas bandas favoritas. Elas não me fazem crescer e nem me acalmam quando estou mal.
Sinto muito por não conhecer a marca da sua cerveja. Ela não passa na garganta.
Sinto muito por não falar como você. Meu jeito de falar denuncia a quem pertenço.
Sinto muito por não aceitar suas teorias de felicidade, de amor e de vida. Tenho as minhas; se quiser ouvi-las, falo com prazer.
Sinto muito por me achar careta, quadrada ou sem graça. Meu objetivo não era mesmo te conquistar.
Sinto muito por acreditar no que você não acredita. Pra mim, ELE é mais real do que você.
Sinto muito por ler e até citar algo que você nunca leu, ou, se leu, não entendeu. Isso é apenas a base de todas as minhas certezas.
Sinto muito por ficar tranqüila quando todos estão apavorados. Minha paz excede todo o entendimento.
Sinto muito por parecer infantil às vezes. O lugar pra onde eu vou depois pertence àqueles que são como crianças.
Sinto muito por ter compaixão dos outros, por ser idealista, por acretidar que há uma resposta. A fé e o amor estão cravados em mim.
Sinto muito por não rir das suas piadas, nem participar das suas brincadeiras. Você não teve criatividade para fazer algo sem apelar para o ridículo, ou humilhar.
Sinto muito se você não gostou de mim. Os incomodados que se convertam!



"Nem mãos de reis
Nem medo pra me fazer desistir
Irão me tocar
Porque tem FOGO ao meu redor"


Posso comer apenas vegetais, continuarei forte.
Posso entrar na fornalha, não me queimarei.
Posso ir à cova dos leões, não tenho cheiro de carne.

21 de janeiro de 2009

A montanha

Dali ela viu os campos verdejantes... E como eram lindos! Poderia, finalmente descansar! Banhar-se naquele rio cristalino. Lavar o corpo e a alma, ambos cansados da difícil caminhada dos últimos meses. Débora ainda podia se lembrar de algumas pedras difíceis que teve de subir para conseguir escalar a montanha como deveria. Claro que, graças àquela troca de roupas, estava vestida apropriadamente. Seu vestido infantil de outrora se rasgaria todo naquela situação.

Deitada em meio aos lírios, recordava o momento em que avistava a montanha. Ao mesmo tempo que desejava evitá-la, queria subir, queria se aventurar de verdade, queria o que sabia que havia do outro lado. Então foi. No início não era tão difícil como ouvira falar, talvez seja porque já estivesse bem preparada, ou porque esperasse obstáculos piores. No entanto, no decorrer da subida, as rochas tornaram-se mais difíceis de escalar, suas forças já não eram as mesmas, estava cansada da mesma vista todos os dias... Tudo parecia não cooperar para que Débora alcançasse o pico. Havia armadilhas por todos os lados! Algumas vezes, enfraquecida, Débora quase caiu em muitas delas, mas foi salva pelo mestre e amigo que a acompanha sempre.
No caminho, fez amizade com outros que como ela subiam a montanha e com os próprios animais habitantes da montanha. Com os primeiros compartilhou alegrias e tristezas, recebeu e deu auxílio e manteve acesa a esperança. Com os segundos, aprendeu o caminho a seguir, a escapar das armadilhas e a acertar os atalhos. Porém, mesmo que eles lhe ajudassem ela sempre contava com um auxílio extra de seu velho amigo de todas as horas, que a escutava, a ensinava e a enchia de paz e certeza, dando-lhe forças a cada dia.
Quando chegou ao pico, contemplou a vista: os verdes campos que tanto sonhara! Mas ainda lhe faltavam os últimos testes: a decida, que podia ser tão traiçoeira quanto a subida. Um passo em falso poderia fazê-la rolar montanha abaixo e não chegar inteira ao pé da montanha, não podendo aproveitar tudo o que buscava. Débora caminhou, então, medindo cada passo dado, com cautela e prudência. Algumas vezes, tropeçou, mas não caiu.
Agora estava lá nos verdes campos em que corria um rio tranquilo, um lugar de paz e calmaria, onde podia fortalecer-se. Sim, fortalecer-se, pois a jornada não termina aqui. Logo adiante Débora já avistou vales profundos, montes íngremes e rios bravos, nos quais deverá se aventurar. Mas ela não teme. Foi vitoriosa em uma das mais altas montanhas da região e confia em seu amigo. É por ele que está aqui, é por ele que chegará ao final do caminho.

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** Só pra avisar! Estou viva e não pretendo abandonar o blog... Era apenas um tempo longe. Os fins justificaram os meios aqui: deixei o blog um pouco de lado para me dedicar mais para o vestibular. Resultado disso tudo? 13º lugar em Jornalismo na UFRGS!

Provérbios 21:31!
Salmo 20!
Daniel 1!

11 de novembro de 2008

SOL e Lua


Meus passos, Tuas pegadas
Minhas mãos, Tuas digitais
Minhas voz, Tuas palavras
Minha vida, Tua luz

SOL e Lua

Ele: razão, fonte,
luz, brilho,
caminho,
verdade

Ela: apenas reflexo

5 de novembro de 2008

Crescendo


Débora cada vez mais se dava conta de que estava crescendo... Agora, lembrava da infância, das brincadeiras, de tudo aquilo que ficou guardado e marcou sua vida. Às vezes desejava voltar àqueles tempos. Tudo era tão mais fácil! Seus dilemas eram que roupa pôr nas bonecas, ou se no fim do filme a princesa realmente se casaria com o príncipe...
Pegou-se, esses tempos, ouvindo músicas que a faziam voltar aos tempos de menina, vendo filmes que a fizeram, um dia, acreditar em contos de fada, lendo seus antigos diários e rindo do que neles estava escrito.
Alguns chamam de nostalgia, mas talvez sejam apenas reflexões de tudo que já passou, de tudo que marcou, de tudo que esqueceu...
Durante sua caminhada (na qual continua firme!), percebeu que tudo cooperava para este seu novo tempo: as coisas de menina haviam se apagado, alguns segredos já não faziam sentido, gostos tinham mudado... A Eliana não tem mais programa infantil, Sandy e Junior se separaram e até a Turma da Mônica cresceu!

O universo conspira ao seu favor...

"Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus."

Ele já havia escrito, ele já sabia. s2

21 de outubro de 2008

Primavera


"Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e voltar sempre inteira."
Cecília Meireles
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Voltar mais bela, voltar mais forte, voltar pela força do sol.
Desabrochar, exalando o bom perfume, essência da vida.
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"Eu quero ser como um jardim fechado, regado e cuidado pelo Teu Espírito."
Manancial - Diante do Trono