17 de abril de 2009

Eu escrevo


Sabe quando você sonha que está voando?
Do alto, você vê tudo mais claro, mais amplo. Você vê além, vê onde o mar e o céu se encontram – horizonte. Contempla as belezas e as tristezas da terra. Lá em cima, há mais liberdade para pensar, opinar, fantasiar, imaginar…
Escrever é como ganhar asas. Observar tudo ao redor e transformar em palavra, poesia, texto. Nuvens, estrelas, lágrima, sorriso, lápis, guarda-sol, pássaros. Tudo é uma nova razão de voo.
Quem disse que o homem não voa?
Eu escrevo.
“Quando na garganta a voz morre é a letra quem me traz à vida. Não cresci orquídea rara, sou irmã das margaridas.” Cecília Cassal
“Por que escrevo?” : 1º tema do Clube da Escrita da FABICO s2

3 de abril de 2009

Realidade

Às vezes, mergulho em outros mundos que experimento através das palavras. Lugares inabitados, cidades movimentadas, cidades pequenas, Paris. Lugares frios, chuvosos, quentes, agradáveis. Florestas densas, desertos, asfaltos, clareiras. Castelos, casas humildes, mansões modernas, quartos sem cama, salas de música, piano. Pessoas que me emocionam, que me dão raiva, que amam. Sol que se vai, lua que não aparece, encontros, desencontros, finais, inícios. Sonho estar voando, amando, vivendo em cada lugar desses.
Desperto. Estou andando, vivendo, sonhando acordada com minhas realidades existentes apenas nas páginas dos livros. Desanimo, choro... Que aventuras estou perdendo ao ficar acordada! Quero voltar a dormir, voltar a sonhar, voltar a ler!
Abro os olhos. Estou na minha realidade (ora rosa, ora azul). Realidade temida, realidade deixada de lado nos momentos de sonho, mas uma realidade. Feita de altos e baixos, sol e lua, dias e noites, lágrimas e sorrisos, águas doces e salgadas.
Pergunto-me: não seria minha vida um livro também? Sim, um livro que escrevemos juntos. Eu e o Autor. Eu com meus tropeços, Eles com suas promessas.

Amanhecer

Até aquele momento tudo era opaco. Rotina.
Algumas vezes escurecia ao redor. Incerteza.
Outras, eu mesma fechava os olhos. Medo.
Então, ouvi a tua voz. Amanhecer.
Vi os teus olhos. Certeza.
Acordei do sonho. Real.
"Eu te amo".
(Parece que falamos juntos...).
Corações ritmados, batendo como um só.
.
.
Um dia, irá amanhecer.

1 de abril de 2009

Nova Paisagem


Montanhas e vales já eram avistados ao longe, mas, por enquanto, Débora estava descobrindo a nova paisagem, observando cada flor, conhecendo cada companheiro de caminhada, experimentando sabores, lugares... Tudo era tão novo e tão real! Era a fase inicial, o deslumbramento.
"Cuidado, Débora. Nem todos os caminhos são seguros, você sabe."
"Sim, terei cuidado."
Lembrou-se, então, daquele dia com as pombas. Simples como a pomba e astuta como a serpente. Coragem. Força sobrenatural.
Promessas feitas, decisões tomadas, na nova paisagem Débora seguia...

25 de março de 2009

Oui, oui... Je l'aime!


*"As estrelas são todas iluminadas... Não será para que cada um possa um dia encontrar a sua?"

*"Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa."

"Se tu choras por ter perdido o sol, as lágrimas te impedirão de ver as estrelas."

*"O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem."

*"Quando a gente está triste demais, gosta do pôr do sol..."

*"Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção."


Terceira obra literária mais traduzida no mundo (sendo a primeira a Bíblia e a segunda o livro O Peregrino).

Imagens… (?)

Teorias da Imagem… São muitas! A minha teoria? Sei onde encontrá-las, como usá-las e como interpretá-las. Não acredito realmente que precise entendê-las ou classificá-las.

Imagem 1.


De todos os tipos de imagens que venho estudando, confesso que meu preferido é a metafórica, a figura de linguagem, que utiliza-se de convensões para fazer comparações. Muitas vezes acabam sendo hipérboles, mas são válidas e fáceis de entender.


Estou me sentindo, portanto, como um “peixe fora d’água” nas aulas de Teorias da Imagem.


Imagem 2.



No período em que estava estudando para o vestibular, esta foi a minha imagem preferida. Quando a via, imaginava a mim mesma tentando estudar química ou física.


Passei no vestibular e deixei de usá-la. Até hoje.


Ela volta a ser minha representação, tentando entender Teorias da Imagem: signos, índices, códigos, pragmatismo, real, virtual… Quando acredito entender um pouco, um novo assunto vem à tona, me deixando mais confusa.


Conlcusão


Imagens que me representam tentando entendê-las.


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Desculpem a falta de criatividade. O início da faculdade é muito teórico, até agora não fiz um texto – tirando o texto sobre as férias (isso mesmo) para a cadeira de Ética e Legislação em Comunicação. Mas esperem pelo segundo semestre…

9 de março de 2009

Voando

Antes de começar, você está ansioso... Passa cada minuto do seu tempo imaginando como será, como você vai reagir, como isso vai te afetar, mudar, acrescentar... Se você é otimista, imagina tudo como um mar de rosas. Que maravilha será voar alto, ver o que nunca viu, sentir o ar no seu rosto, conhecer lugares, pássaros, nuvens, experimentar. Se você é pessimista (como eu), pensa que, assim que der um passo, vai escorregar; quando todos estiverem voando ao seu redor, você vai cair; quando tentar, não vai gostar; não quer experimentar o novo. Não quer sair do ninho confortável, mas teria como evitar esse dia?

Um dia antes você sonha. Pode ser, então, dois tipos de sonho. No primeiro, tudo vai bem. Você voa alto e gosta, se diverte. No segundo, você tem medo de abrir as asas, olha para o chão, não fala, cai e sai correndo.

Então, chega o dia. Ao acordar (será que você dormiu?), você se dá conta quão diferente está a atmosfera, os sons, as nuvens... Você se dá conta de todas as cores! E vai...

Decide lançar-se no desconhecido. Quando não sente mais o chão nos seus pés, percebe que suas asas são fortes e que, sim, elas o farão voar! Quantas noites mal dormidas poderiam ter sido evitadas se tivesse acreditado nelas antes! Mas isso já passou... Agora está voando e cada nuvem é uma surpresa, cada novo pássaro é um companheiro de jornada. Você voa sobre as cachoeiras, sobre as matas, sobre os oceanos... Tudo agora contempla com visão ampliada, carregada de sonhos e vontade de o voo não acabe tão cedo...

Primeiro dia de faculdade.


Jornalismo 2009/1

7 de março de 2009

Formas

Abaixo as formas!
Quadrados, círculos, triângulos, hexágonos...
Busco a disformidade do detalhe, do suspiro, da nuvem
Direfentes ângulos, ampliada visão
Quero linhas curvas, danças, mudanças
A vida sem formas
Barro sendo moldado

1 de março de 2009

Vento


Fecho os olhos e deixo que vento me leve. Ao abri-los, percebo que não estou onde queria, mesmo assim, ainda confio no vento.


Fecho os olhos novamente. O vento continua, intenso, a me carregar. Vai por caminhos que às vezes eu não entendo, não pega atalhos, sobe montes e desce vales. Até por desertos já me conduziu! Me leva por onde quer.



Eu confio.


"Não sei de onde vem, nem sei pra onde vai. Só sei que eu quero ir"

26 de fevereiro de 2009

Plástico

Ontem fui a uma famosa lancheria da Porto Alegre, comi salada de frutas com sorvete. Mas isso realmente não importa.
Ao redor do espaço com as mesas, havia vasos de flores muito bonitos, perfeitos (até demais). Sentei-me ao lado de um deles e então percebi. Eram flores de plástico, mas ninguém, além de mim, parecia reparar. No mesmo instante, lembrei-me do que ouvi recentemente sobre um jardim de plástico. De longe, é bonito como o natural, mas não há vida em seu interior. Ele não precisa passar pelas estações: não sofre no inverno e não desabrocha na primavera.

Perguntei-me porque o dono do estabelecimento escolhera flores artificiais para decorar sua famosa lancheria. Talvez seja pelo fato de não precisar cuidar. Ele as colocou ali e nunca mais se preocupou. É uma pena. As flores são tão belas e têm tão doce aroma! Quem dera fossem valorizadas ao invés de serem subtituídas por representantes de artificiais.


Estamos muito apressados para cuidarmos das flores com vida, elas podem dar trabalho. Estamos muito apressados para repararmos que as flores ao nosso redor são de plástico.

De longe, todas são iguais.

Vemos tudo de longe, mas a vida está nos detalhes.