10 de junho de 2008
26 de maio de 2008
O vento
Acabo de chegar de uma aula maravilhosa de Literatura e fui muito mal no simulado de Química, mais uma prova que estou indo pelo caminho certas das Humanas! Hehehehe!!!
Até mais! Beijos mil...
**Olhando para as estrelas**
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Era daquelas noites escuras, sem lua nem estrelas; daquelas em que não se abre a janela para sonhar. O vento soprava lá fora há meses. Lembrei de quando tentei correr atrás dele, tentei pegá-lo, tentei ganhá-lo. Então caí, e assim fiquei. O vento continuou a soprar, mas eu apenas ouvia seu som: o som da liberdade.
Outrora, eu colocara um par de asas e, como Ícaro, tentara voar. Porém, dessa vez, não foi o sol quem as estragou. Foi o tempo e a minha força. Não entendia, naquela época, que não era eu quem devia bater as asas, era o vento quem me faria voar. Depois disso, veio a falha tentativa de correr e tentar pegá-lo. Estava cansada de lutar e perder, correr e cair. Cansada.
Então, tu chegaste. Bateste na porta que abri por curiosidade. O que tu querias? Eu estava bem, apenas cansada. Tentava me enganar, mas nunca te enganaria. Tu me olhaste com aquele olhar e me rendi, chorei. Estava mais que cansada, estava ferida.
Primeiro, tu me ajudaste, senti-me melhor por fora. Mas a dor que realmente doía era mais profunda. Passaste, então, a me falar sobre o vento, sobre o meu vôo, sobre as minhas asas estragadas. Eu não havia feito nada certo... "É o vento quem conduz", tu me disseste. Eu apenas devia estar livre o suficiente para isso. Então o vento me faria voar mais alto do que eu já hvia voado pelas minhas forças, muito mais alto do que eu já imaginara.
Teu olhar e tuas palavras me fizeram sonhar. Meu olhos se abriram e eu vi a luz de um novo e brilhante sol nascendo no horizonte de um dia sem nuvens. Porém, me disseste que nem todos os dias seriam assim: belos e claros. Viriam tempestades, mas eu estava forte. Viriam noites, mas elas teriam estrelas e eu seria a lua, um reflexo do brilho do sol, do teu brilho. E, acima de tudo, o vento me conduziria.
2 de maio de 2008
Se eu fosse...

Se eu fosse um número seria... 5
18 de abril de 2008
Desprendimento
Eu nunca tinha falado contigo direito, a não ser pra te perguntar datas de provas. Todos que andavam comigo te achavam estranho. Nós sabíamos que você era diferente. Eu até que gostava dos textos que você escrevia no jornal da faculdade, mas nunca disse a ninguém. Nunca soube muito sobre você. Nunca achei que, através de você, minha vida mudaria.
Então, no intervalo da faculdade, você veio dizendo que queria falar comigo. Imaginei mil coisas, mas nunca teria acertado o motivo da conversa. Hesitei um pouco. Afinal, minha reputação seria abalada se me vissem falando com você. Como você insistiu, aceitei. E aí você falou. Falou do meu jeito, das minhas amigas, do shopping, do meu carro. Falou do mundo em que vivemos. Do mundo real. Daquele mundo em que pessoas passam fome, em que há violência, em que poucos ainda sonham. Mundo esse que, como você disse, eu ignorava. Me questionou, também, sobre o meu interior. Sobre as coisas simples na vida que eu deixava de lado. Aí eu não aguentei. Nós nem nos falávamos e agora você vinha com isso? Falei que tinha que ir, mas você viu que eu estava era fugindo. Não fugindo de você, mas as verdades que você estava colocando diante de mim. Fugindo da minha própria alma aberta ali na mesinha da lanchonete. Você, então, pediu que eu ficasse e te ouvisse só mais um pouco. Apesar de estar ficando angustiada com tudo aquilo, não fui embora. De algum modo, as tuas palavras verdadeiras e duras, porém suaves, me atraíam. Elas me revelavam, me colocavam diante do eu que nunca ousei mexer, questionar ou tocar. Você continuou a falar. Falou sobre a pobreza, a miséria diante dos meus olhos vendados. Falou sobre minha arrogância, minha soberba. Argumentei que não tenho culpa dos horrores do mundo. Mas você soube me rebater de modo que já não pude mais me justificar. Eu usava máscaras, vendas e grilhões e você me mostrou.
A conversa acabou e você voltou para a aula. Eu fiquei ali sentada. A revolta que brotou dentro de mim se transformou em lágrimas. Chorei por perceber que tudo aquilo era verdade. Chorei por me examinar e ver o vazio. Chorei por não mais me aguentar. Fui pra casa e passei toda a tarde refletindo sobre tuas palavras. À noite, me debrucei sobre o parapeito da janela e observei as estrelas, agradeci por estar viva e comecei a me desprender dos grilhões, a desamarrar as vendar e a arrancar as máscaras. Então, vi o mundo real e entendi. Entendi como ele era e quem pode salvá-lo. Hoje, meu sorriso é outro, minha beleza vem de dentro e meu coração está aberto.
**Inspiração
17 de abril de 2008
Inverno

Mal sinto os raios de sol do meio-dia. O vento corta- me a face e faz-me tremer - de frio ou de medo?
Nuvens encobrem a visão. As longas e sombrias noites não possuem estrelas. A lua perdeu seu viço, seu brilho.
No rigor, há neve - lindos flocos -, mas que congelam e sufocam as flores. Encobrem a relva verde.
Cubro-me e continuo com frio. Aqueço-me e ainda tremo. Está o frio dentro de mim?
Venha logo, Primavera! Descongele as flores, faça o sol brilhar, salpique o céu de estrelas!
Deixe a margarida desabrochar!
>>>> Jardim de histórias: Mesmo no inverno, as flores sobrevivem neste jardim. \o/
13 de abril de 2008
Dança, bailarina!
Dança, bailarina, dança! Gira, fazendo-me esquecer de mim. Ensina-me a saltar minhas tristezas e alongar minhas alegrias. Deixa-me atônita observando teus passos, maravilhada com tua leveza. Mostre-me tua surrada sapatilha que põe em teus pés asas te fazendo voar. Não penses que te invejo... Admiro! Ao mirar-te lembro-me um pouco de mim ainda inocente que escrevia com passos os poemas de criança, idéias infantis. Deixa-me reviver em ti, bailarina, meu sonho de menina que ficou por lá.
Hoje, bailarina, danço com palavras e apenas arrisco-me na meia ponta, imaginando como seria poder voar. Não fiques triste! São escolhas da vida, não posso mais voltar... Agora vamos, chega de conversa! Dança, bailarina, dança! Deixa a tua dança me fazer sonhar. Deixa a tua dança me ensinar a voar!
11 de abril de 2008
Frase
A frase ficou ali sozinha me olhando, questionando a minha capacidade de escrever, imaginando porque havia caído justamente nas minhas mãos... Era o seu fim. Sem idéias, sem texto. Ela seria mais um papel amassado.
Tentei enfeitá-la com palavras difíceis. Tentei separá-la, criando um possível hai-kai. Tentei rimá-la com outras palavras. Nada. Apenas nuvens na mente da autora.
Deixei estar. Guardei a folha.
Quem sabe o sol aparece qualquer dia desses?
9 de abril de 2008
Prova de amor

Não queira apenas um buquê de flores, queira uma flor colhida enquanto vocês caminham de mãos dadas.
Não queira apenas idas ao cinema, queira ver filmes de locadora no sofá, comendo uma bacia de pipoca.
Não queira apenas caixas de bombons, queira um sanduíche trazido por ele naqueles dias você não tem tempo de almoçar.
Não queira apenas serenatas, queira a sua lembrança quando ele ouvir a música.
Não queira apenas grandes viagens, queira passeios no parque no fim do dia.
Não queira apenas poemas dotados de rimas raras, queira um simples "eu te amo".
Não queira apenas uma grande suspresa, queira pequenas coisas cotidianas que demonstram o quanto ele te ama!
**Tá, amiga? Filmes são filmes... E o Landon é um extraterrestre!
7 de abril de 2008
Tão simples
Deitar na grama e sentir o sol bater no rosto... com uma brisa leve de início de outono.Ouvir uma música e dançar sozinha no quarto de olhos fechados.
Abrir a janela antes de dormir e ficar olhando a noite por alguns minutos.
Ler um livro sentada à sombra de uma árvore.
Balançar numa rede bem de leve.
Correr em campo aberto até cansar.
Andar à cavalo e sentir o balanço dos cabelos contra o vento.
Passear no parque num fim de tarde de domingo.
Tomar banho de chuva.
Olhar o pôr-do-sol à beira do Guaíba.
Observar o vôo de uma borboleta sobre as flores.
Rir quando tiver vontade.
Mergulhar nas ondas do mar.
Ler um livro que faça chorar.
Coisas simples que completam.
As reticências estão aí pra quem quiser continuar...




