27 de agosto de 2008

Conversa entre estrelas

- Noite bonita.
- É. Lua cheia sempre é bom.
- Não tem nenhuma nuvem...
- É... Mas tá chato.
- Por quê?
- Ora, as pessoas só correm o dia todo e, quando chegam em casa, é noite e ela fecham as janelas. De que adianta estarmos aqui?
- Estamos aqui para lembrar.
- Lembrar o quê?
- Lembrar cada sonho que alguém tem. E quem sonha sempre nos olha, mesmo que em um pequeno instante. Fique atenta e perceba.
- Tá... Não vejo nada. Todos estão dentro de casa.
- Olhe ali! Naquela janela!
- Aquela menina?
- Sim! É sempre ela... Toda noite, bem tarde, abre a janela e nos espia... O que será que pensa?
- Talvez nos problemas. Sempre a vejo correr o dia todo!
- Talvez se lembre dos seus sonhos...

No quarto, ela pensa:

- Aí estão vocês de novo. Toda noite fico aqui olhando para as estrelas: meus sonhos perdidos na imensidão do céu! Queria poder conversar... Pena que as estrelas não falam.

Sorri, fecha a janela e dorme.

16 de agosto de 2008

Conseqüências

Naquela tarde em que Débora percebera que havia crescido, fez a escolha de seguir em frente, mesmo sabendo que o caminho era mais difícil. Agora, quase adulta, começava a perceber que uma escolha acarreta muitas conseqüências e que sozinha jamais conseguiria prosseguir seu caminho. No entanto, ela sentia-se preparada, não para vencer de primeira, mas para enfrentar as dificuldades e aprender com cada erro. Não porque nela havia muita força, mas porque quem a conduzia era forte. Sim, aquele que havia mandado as pombas e as roupas novas. Seu melhor amigo, agora.
Certa manhã, Débora estava sob uma árvore, se protegendo da chuva que caía. O inverno estava rigoroso aquele ano. Ali, escondida, conversava com seu amigo. Sentia-se confusa sobre o modo que deveria proceder em determinadas situações. Havia obstáculos que pareciam intransponíveis!
Porém, cheio de ternura ele disse:
"Não te mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares."**

**Josué 1:9

15 de agosto de 2008

Como estou

1. Sem vontade de escrever textos longos, como antes. Estou amando coisas simples.
2. Sem tempo, como sempre
3. Em uma ligeira crise de identidade

Simulado 2008/2 - Universitário
Literatura: 15
Física: 17

4. Estudando (não precisaria dizer...)
5. Crescendo... (talvez em uma fase "outono-inverno"*)


*criado pela Naninha

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O ozônio é uma variedade alotrópica do oxigênio. Ele possui alto poder oxidante e é utilizado no tratamento de água potável.

Ok. Não me deixem pirar!


"Só sei que nada sei."
Sócrates

9 de julho de 2008

Só pra dizer oi

Bem, como podem perceber, minhas postagens aqui no Something estão cada vez mais raras... E isso tende a piorar agora do segundo semestre.
Pretendo escrever alguma coisa quando estivar de férias, no fim de julho.
Por enquanto, vou deixando frases soltas por aqui...
Beijos mil...


"Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!"
Machado de Assis

10 de junho de 2008

Cirque du Soleil

Nesse meu período sem tempo, apenas deixo aqui umas imagens do espetáculo mais lindo que já vi!
"Alegria" é a tradução de toda a beleza do circo, que encanta e emociona qualquer um que assiste.

Quando der, volto!
Beijos mil...
























26 de maio de 2008

O vento

Oi gente! Sorry pelo longo tempo sem aparecer. Sabe quando tudo parece acontecer ao mesmo tempo? Pois é. Deus vai abrindo as portas e temos que correr para não perdê-las. Agora aqui estou: fazendo 3º ano e cursinho ao mesmo tempo. É um tempo novo, então. Um tempo sem tempo. As postagens não serão freqüentes, mas continuarão.
Acabo de chegar de uma aula maravilhosa de Literatura e fui muito mal no simulado de Química, mais uma prova que estou indo pelo caminho certas das Humanas! Hehehehe!!!
Até mais! Beijos mil...

**Olhando para as estrelas**

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Era daquelas noites escuras, sem lua nem estrelas; daquelas em que não se abre a janela para sonhar. O vento soprava lá fora há meses. Lembrei de quando tentei correr atrás dele, tentei pegá-lo, tentei ganhá-lo. Então caí, e assim fiquei. O vento continuou a soprar, mas eu apenas ouvia seu som: o som da liberdade.
Outrora, eu colocara um par de asas e, como Ícaro, tentara voar. Porém, dessa vez, não foi o sol quem as estragou. Foi o tempo e a minha força. Não entendia, naquela época, que não era eu quem devia bater as asas, era o vento quem me faria voar. Depois disso, veio a falha tentativa de correr e tentar pegá-lo. Estava cansada de lutar e perder, correr e cair. Cansada.
Então, tu chegaste. Bateste na porta que abri por curiosidade. O que tu querias? Eu estava bem, apenas cansada. Tentava me enganar, mas nunca te enganaria. Tu me olhaste com aquele olhar e me rendi, chorei. Estava mais que cansada, estava ferida.
Primeiro, tu me ajudaste, senti-me melhor por fora. Mas a dor que realmente doía era mais profunda. Passaste, então, a me falar sobre o vento, sobre o meu vôo, sobre as minhas asas estragadas. Eu não havia feito nada certo... "É o vento quem conduz", tu me disseste. Eu apenas devia estar livre o suficiente para isso. Então o vento me faria voar mais alto do que eu já hvia voado pelas minhas forças, muito mais alto do que eu já imaginara.
Teu olhar e tuas palavras me fizeram sonhar. Meu olhos se abriram e eu vi a luz de um novo e brilhante sol nascendo no horizonte de um dia sem nuvens. Porém, me disseste que nem todos os dias seriam assim: belos e claros. Viriam tempestades, mas eu estava forte. Viriam noites, mas elas teriam estrelas e eu seria a lua, um reflexo do brilho do sol, do teu brilho. E, acima de tudo, o vento me conduziria.

2 de maio de 2008

Se eu fosse...


Absorvida pelos binômios de Newton, pteridófitas, Simões Lopes Neto, Hitler e Stalin, eletrólises, campos elétricos e, é claro, orações subordinadas, não estou com muito tempo de pensar em outros escritos que não sejam livros e cadernos do 3º ano. Além dos do pré-vestibular...

Nesse post, pequenas coisas que falam muito de mim. Achei por aí e algum blog...

Prometo voltar logo que a semana de provas termine.

Beijos mil...


Se eu fosse um mês seria... Setembro
Se eu fosse um dia da semana seria... Sexta-feira
Se eu fosse um número seria... 5
Se eu fosse um planeta seria... Vênus
Se eu fosse uma direção seria... Leste (nascente do Sol)
Se eu fosse um automóvel seria... Ford Ecosport prata
Se eu fosse um liquido seria... Sprite
Se eu fosse uma pedra seria... Cristal
Se eu fosse um metal seria... Prata
Se eu fosse uma árvore seria... Cerejeira
Se eu fosse uma fruta seria... Bergamota
Se eu fosse uma flor seria... Margarida
Se eu fosse um clima seria... Temperado
Se eu fosse um instrumento musical seria... Flauta transversal
Se eu fosse um elemento seria... Vento: às vezes brisa, às vezes ventania
Se eu fosse uma cor seria... Rosa forte (ou "pink")
Se eu fosse um animal seria um... Cavalo
Se eu fosse um som seria... Som da chuva
Se eu fosse uma canção seria... So simpleStacie Orrico
Se eu fosse um perfume seria... Poema – Água de cheiro
Se eu fosse um sentimento seria… Esperança
Se eu fosse um livro seria… Orgulho e Preconceito – Jane Austen
Se eu fosse uma comida seria… Chocolate
Se eu fosse um lugar seria... Porto Alegre
Se eu fosse um gosto seria... Doce
Se eu fosse um cheiro seria… Floral fresco
Se eu fosse uma palavra seria… Vida
Se eu fosse um verbo seria... Sonhar
Se eu fosse um objeto seria… Livro
Se eu fosse uma peça de roupa seria... Calça jeans
Se eu fosse uma parte do corpo seria… Olhos
Se eu fosse uma expressão seria… Olhar
Se eu fosse um desenho animado seria… Bela – A Bela e a Fera
Se eu fosse um filme seria… Nunca fui beijada
Se eu fosse uma forma seria… Triângulo
Se eu fosse uma estação seria… Primavera
Se eu fosse uma frase seria… “A vida não basta apenas ser vivida, também precisa ser sonhada”. Mário Quintana

18 de abril de 2008

Desprendimento

Tudo estava muito bem. Tinha amigas, carro do ano, garotos aos meu pés. Tinha beleza e simpatia. Era querida por todos que me cercavam. Se ficava chateada, uma boa tarde no shopping ou no salão de beleza resolvia tudo, eu achava. Até aquela manhã.
Eu nunca tinha falado contigo direito, a não ser pra te perguntar datas de provas. Todos que andavam comigo te achavam estranho. Nós sabíamos que você era diferente. Eu até que gostava dos textos que você escrevia no jornal da faculdade, mas nunca disse a ninguém. Nunca soube muito sobre você. Nunca achei que, através de você, minha vida mudaria.
Então, no intervalo da faculdade, você veio dizendo que queria falar comigo. Imaginei mil coisas, mas nunca teria acertado o motivo da conversa. Hesitei um pouco. Afinal, minha reputação seria abalada se me vissem falando com você. Como você insistiu, aceitei. E aí você falou. Falou do meu jeito, das minhas amigas, do shopping, do meu carro. Falou do mundo em que vivemos. Do mundo real. Daquele mundo em que pessoas passam fome, em que há violência, em que poucos ainda sonham. Mundo esse que, como você disse, eu ignorava. Me questionou, também, sobre o meu interior. Sobre as coisas simples na vida que eu deixava de lado. Aí eu não aguentei. Nós nem nos falávamos e agora você vinha com isso? Falei que tinha que ir, mas você viu que eu estava era fugindo. Não fugindo de você, mas as verdades que você estava colocando diante de mim. Fugindo da minha própria alma aberta ali na mesinha da lanchonete. Você, então, pediu que eu ficasse e te ouvisse só mais um pouco. Apesar de estar ficando angustiada com tudo aquilo, não fui embora. De algum modo, as tuas palavras verdadeiras e duras, porém suaves, me atraíam. Elas me revelavam, me colocavam diante do eu que nunca ousei mexer, questionar ou tocar. Você continuou a falar. Falou sobre a pobreza, a miséria diante dos meus olhos vendados. Falou sobre minha arrogância, minha soberba. Argumentei que não tenho culpa dos horrores do mundo. Mas você soube me rebater de modo que já não pude mais me justificar. Eu usava máscaras, vendas e grilhões e você me mostrou.
A conversa acabou e você voltou para a aula. Eu fiquei ali sentada. A revolta que brotou dentro de mim se transformou em lágrimas. Chorei por perceber que tudo aquilo era verdade. Chorei por me examinar e ver o vazio. Chorei por não mais me aguentar. Fui pra casa e passei toda a tarde refletindo sobre tuas palavras. À noite, me debrucei sobre o parapeito da janela e observei as estrelas, agradeci por estar viva e comecei a me desprender dos grilhões, a desamarrar as vendar e a arrancar as máscaras. Então, vi o mundo real e entendi. Entendi como ele era e quem pode salvá-lo. Hoje, meu sorriso é outro, minha beleza vem de dentro e meu coração está aberto.

**Inspiração

17 de abril de 2008

Inverno



Mal sinto os raios de sol do meio-dia. O vento corta- me a face e faz-me tremer - de frio ou de medo?

Nuvens encobrem a visão. As longas e sombrias noites não possuem estrelas. A lua perdeu seu viço, seu brilho.

No rigor, há neve - lindos flocos -, mas que congelam e sufocam as flores. Encobrem a relva verde.

Cubro-me e continuo com frio. Aqueço-me e ainda tremo. Está o frio dentro de mim?

Venha logo, Primavera! Descongele as flores, faça o sol brilhar, salpique o céu de estrelas!

Deixe a margarida desabrochar!

>>>> Jardim de histórias: Mesmo no inverno, as flores sobrevivem neste jardim. \o/

13 de abril de 2008

Dança, bailarina!

Dança, bailarina, dança! Gira, fazendo-me esquecer de mim. Ensina-me a saltar minhas tristezas e alongar minhas alegrias. Deixa-me atônita observando teus passos, maravilhada com tua leveza. Mostre-me tua surrada sapatilha que põe em teus pés asas te fazendo voar.

Não penses que te invejo... Admiro! Ao mirar-te lembro-me um pouco de mim ainda inocente que escrevia com passos os poemas de criança, idéias infantis. Deixa-me reviver em ti, bailarina, meu sonho de menina que ficou por lá.

Hoje, bailarina, danço com palavras e apenas arrisco-me na meia ponta, imaginando como seria poder voar. Não fiques triste! São escolhas da vida, não posso mais voltar... Agora vamos, chega de conversa! Dança, bailarina, dança! Deixa a tua dança me fazer sonhar. Deixa a tua dança me ensinar a voar!