Só a tua presença.
Nada mais é preciso.
Rompo o limite tempo-espaço, voando numa brisa leve que me mantém em silêncio, que me faz fechar os olhos e então começar a enxergar.
Giro na ponta dos pés, alcanço teu rosto, vejo teus olhos amorosos dizendo que sim, dizendo que é verdade.
Nada mais é preciso.
Tudo é tão efêmero se comparado à tua grandeza! Tudo é tão pequeno...
Sou levada por uma onda suave, preenchida por um brilho invisível, completa.
Estou na palma da tua mão, como uma semente sendo cuidada, em breve flor que irá desabrochar.
Nada mais é preciso.
Paz vinda da certeza de que estás aqui.
Sem formas determinadas, músicas prontas, palavras decoradas, técnicas...
Apenas a maravilha da espontaneidade entre pai e filha, apenas o sussurro da brisa.
Palavras e passos que externam o interior, verdadeiros.
Só a tua presença.
Nada mais é preciso.
24 de setembro de 2010
14 de setembro de 2010
A Bela e a Fera
Dias sem muito tempo, entrevistando muito, editando muito... Deixo aqui no meu canto o início do meu filme favorito que será relançado em DVD em edição Diamante (!) agora no final do mês.
A Bela e a Fera ♥
A Bela e a Fera ♥
27 de agosto de 2010
Meu Musical
Às vezes sonho que a minha vida é um musical.
Caminho na rua com uma trilha sonora alegre, o foco de luz em mim. Então, todo o cenário se ilumina e podemos ver as expressões das pessoas ao redor, que cantam algo como "Bonjour" de "A Bela e a Fera".
As aulas não são apenas ficar sentados nas cadeiras ouvindo. O conteúdo é cantado pelo professor, seguido pelo coro de alunos mais inteligentes. Os outros, eu inclusive, aprendemos enquanto dançamos e interpretamos o que está sendo cantado. Podemos fazer mímicas, passos de ballet ou de dança moderna.
Nos ônibus, todos escolhem uma música para cantarem juntos, dependendo do momento do dia, da estação do ano, etc.
Os figurinos são uma mistura da personalidade de cada personagem com a característica da estação do ano. Tudo muito cênico e maleável para proporcionar maior mobilidade aos bailarinos.
As estrelas também cantam, em coro, com três solistas (as Três Marias). Cantam depois de todos já haverem dormido uma canção com suas impressões daquele dia que apenas observaram caladas.
A banda ao vivo tem os mais variados instrumentos, desde os mais tradicionais, como o piano e o violão, como objetos que fazem sons engraçados. Sem esquecer da gaita de boca, sempre usada para momentos de solidão, e da guitarra e da bateria, quando tudo está muito vivo e bagunçado.
E o mais importante, sempre há final feliz.
Caminho na rua com uma trilha sonora alegre, o foco de luz em mim. Então, todo o cenário se ilumina e podemos ver as expressões das pessoas ao redor, que cantam algo como "Bonjour" de "A Bela e a Fera".
As aulas não são apenas ficar sentados nas cadeiras ouvindo. O conteúdo é cantado pelo professor, seguido pelo coro de alunos mais inteligentes. Os outros, eu inclusive, aprendemos enquanto dançamos e interpretamos o que está sendo cantado. Podemos fazer mímicas, passos de ballet ou de dança moderna.
Nos ônibus, todos escolhem uma música para cantarem juntos, dependendo do momento do dia, da estação do ano, etc.
Os figurinos são uma mistura da personalidade de cada personagem com a característica da estação do ano. Tudo muito cênico e maleável para proporcionar maior mobilidade aos bailarinos.
As estrelas também cantam, em coro, com três solistas (as Três Marias). Cantam depois de todos já haverem dormido uma canção com suas impressões daquele dia que apenas observaram caladas.
A banda ao vivo tem os mais variados instrumentos, desde os mais tradicionais, como o piano e o violão, como objetos que fazem sons engraçados. Sem esquecer da gaita de boca, sempre usada para momentos de solidão, e da guitarra e da bateria, quando tudo está muito vivo e bagunçado.
E o mais importante, sempre há final feliz.
12 de agosto de 2010
Cansei
Cansei (Carol Gualberto)
Eu cansei de ser chinfrim, cansei de ser meia boca
Eu quero transformar a mim, ai, meu Deus, me dá tua força!
A vida que é toda morna
O sal que nunca salgou
A lâmpada embaixo da cama que nunca iluminou
A fé que sem obras é morta
Discurso que não tem ação
Palavra que não tem valia s
e dita só nessa canção
Eu cansei de ser chinfrim, cansei de ser meia boca
Eu quero transformar a mim, ai, meu Deus, me dá tua força!
Eu gosto de ficar no gueto
Da minha acomodação
Me acho, me abano e abandono o cerne da minha razão
É fácil ficar num cantinho
Com ovelhas e rouxinóis
Mas é no escuro e entre lobos que a candeia brilha como sóis
http://carol-gualberto.blogspot.com/
5 de agosto de 2010
Contador de histórias
O Contador de histórias é um homem cheio de experiências, cheio de sonhos que consegue cativar quem o cerca com seu jeito alegre e sincero. É claro que o que mais gosta de fazer está no nome, contar histórias. Encanta-se ao ver rodeado de interessados ouvintes, mudos com olhos brilhantes de ansiedade. Não sei desde quando ele conta histórias, talvez desde que aprendeu a formar frases. Algumas vezes, as histórias são inventadas. A imaginação do Contador percorre bosques, fazendas, cidades grandes, vai para o mundo da fantasia, com bruxas e cavalos falantes, volta para as ruas de sua cidade... Outras vezes, as histórias são reais, são lembranças de infância, memórias de família, relíquias bem guardadas e cuidadas pelo Contador. Ele as retira das caixas com cuidado, as desembrulha e as mostra para quem perguntar o que é. São lembranças das brincadeiras com os irmãos, dos passeios, dos parentes engraçados, das festas dos tempos de outrora.
Certa vez, o Contador decidiu registrar algumas dessas ideias e lembranças e escreveu um pequeno livro inteiro à mão. Quanto trabalho, Contador! Logo, comprou uma máquina de escrever. Eram tantas histórias a serem contadas que poderia ficar com tendinite. O tempo passou e recomendaram ao Contador que colocasse suas ideias nessa tela brilhosa que apresentaram a ele. Chamam-na de computador, uma coisa muito estranha, com a qual ele não se acostumou muito bem ainda. Mas pelo menos pode voltar no texto, repensar algum parágrafo, mudar aquela palavra e corrigir as vírgulas colocadas por engano. Modernidades às quais o Contador foi-se adaptando. Já escreveu alguns livros com a ajuda do computador. Ainda não publicou nenhum. Quem sabe um dia?
Mas as minhas melhores lembranças do Contador de histórias ainda são aquelas de antes de dormir, em que ele, deitado ao meu lado, narrava as aventuras dos animais da fazenda, da luz verde que se transformava em bruxa, do menino José que fora vendido para o Egito como escravo.
Ontem, o Contador fez 76 anos e essa história merecia ser contada.
Feliz aniversário, vô!
Certa vez, o Contador decidiu registrar algumas dessas ideias e lembranças e escreveu um pequeno livro inteiro à mão. Quanto trabalho, Contador! Logo, comprou uma máquina de escrever. Eram tantas histórias a serem contadas que poderia ficar com tendinite. O tempo passou e recomendaram ao Contador que colocasse suas ideias nessa tela brilhosa que apresentaram a ele. Chamam-na de computador, uma coisa muito estranha, com a qual ele não se acostumou muito bem ainda. Mas pelo menos pode voltar no texto, repensar algum parágrafo, mudar aquela palavra e corrigir as vírgulas colocadas por engano. Modernidades às quais o Contador foi-se adaptando. Já escreveu alguns livros com a ajuda do computador. Ainda não publicou nenhum. Quem sabe um dia?
Mas as minhas melhores lembranças do Contador de histórias ainda são aquelas de antes de dormir, em que ele, deitado ao meu lado, narrava as aventuras dos animais da fazenda, da luz verde que se transformava em bruxa, do menino José que fora vendido para o Egito como escravo.
Ontem, o Contador fez 76 anos e essa história merecia ser contada.Feliz aniversário, vô!
19 de julho de 2010
9 de julho de 2010
Sobre as águas
Dia-a-dia, cotidiano, rotina, problemas. Fazemos tantas coisas o tempo todo, com as mais diversas motivações. Estamos sempre correndo, sempre sem tempo, sempre com medo. Se, por um momento, paramos e ouvimos a voz de Deus, nossa monótona realidade é confrontada. Não estamos acostumados com o sobrenatural. A vida parece tão difícil, tão complicada... Passamos por obstáculos, ouvimos palavras duras, enfrentamos tempestades, ondas, ventos contrários... Mas veja! Tem um homem que dorme no barco enquanto estamos desesperados. Ele tem paz, dEle vem a paz. Ele acalma tempestades, Ele anda sobre o mar. Ele vai além dos nossos limites, nos olha e diz: "vem". Quando pensamos que vamos afundar, é Ele quem nos faz andar sobre as águas.
Mateus 14:22-33, Mateus 8:23-27
Mateus 14:22-33, Mateus 8:23-27
7 de julho de 2010
Na bigorna
Trecho do livro "Moldado por Deus", de Max Lucado.
Com um forte braço, o ferreiro vestido com um avental põe as pinças dentro do fogo, agarra o metal fervendo e o coloca sobre a bigorna. O seu olho aguçado examina a peça ainda em brasa. Ele vê o que a ferramenta é agora e visualiza o que ele quer que ela seja - mais cortante, mais achatada, mais larga, mais comprida. Com uma visão mais clara em sua mente, ele começa a martelá-la. A sua mão esquerda ainda segura as pinças com o metal quente; e a mão direita bate no metal moldável com uma marreta de aproximadamente 1 quilo.
Na sólida bigorna, o ferro ainda em combustão começa a ser remodelado.
O ferreiro sabe o tipo de instrumento que ele quer. Ele sabe o tamanho. Ele sabe o formato. Ele sabe a força.
Pá! Pá! Bate o martelo. Os barulhos ressoam na loja, o ar se enche de fumaça, e o metal ainda mole responde.
Mas a resposta não vem fácil. Não vem sem um desconforto. Para derreter o ferro velho e refundi-lo como novo passa-se um processo de ruptura. O metal ainda se mantém na bigorna, permitindo que o ferreiro remova as cicatrizes, repare as rachaduras, preenche as lacunas e purifique as impurezas.
E com o tempo, uma mudança ocorre: o que era sem corte se torna afiado, o que era torto se torna reto, o que era fraco se torna forte, e o que era inútil se torna valoroso.
Então o ferreiro para. Ele cessa as batidas e coloca o martelo de lado. Com um forte braço esquerdo, levanta as pinças até que o metal recém-moldado esteja à altura dos seus olhos. Ainda em silêncio, ele examina a ferramenta em brasa. O implemento incandescente é girado e examinado para ver se existem marcas ou rachaduras.
Não existe nenhuma.
Agora o ferreiro entre no estágio final da sua tarefa. Ele mergulha o instrumento ainda quente dentro de um tonal de água. Com um sonido e uma movimentação de fumaça, o metal imediatamente começa a endurecer. O calor se rende ao ataque furioso da água fria e o mineral maleável e mole se torna uma ferramenta útil e inflexível.
"Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo" (I Pedro 1:6-7)
Com um forte braço, o ferreiro vestido com um avental põe as pinças dentro do fogo, agarra o metal fervendo e o coloca sobre a bigorna. O seu olho aguçado examina a peça ainda em brasa. Ele vê o que a ferramenta é agora e visualiza o que ele quer que ela seja - mais cortante, mais achatada, mais larga, mais comprida. Com uma visão mais clara em sua mente, ele começa a martelá-la. A sua mão esquerda ainda segura as pinças com o metal quente; e a mão direita bate no metal moldável com uma marreta de aproximadamente 1 quilo.
Na sólida bigorna, o ferro ainda em combustão começa a ser remodelado.
O ferreiro sabe o tipo de instrumento que ele quer. Ele sabe o tamanho. Ele sabe o formato. Ele sabe a força.
Pá! Pá! Bate o martelo. Os barulhos ressoam na loja, o ar se enche de fumaça, e o metal ainda mole responde.
Mas a resposta não vem fácil. Não vem sem um desconforto. Para derreter o ferro velho e refundi-lo como novo passa-se um processo de ruptura. O metal ainda se mantém na bigorna, permitindo que o ferreiro remova as cicatrizes, repare as rachaduras, preenche as lacunas e purifique as impurezas.E com o tempo, uma mudança ocorre: o que era sem corte se torna afiado, o que era torto se torna reto, o que era fraco se torna forte, e o que era inútil se torna valoroso.
Então o ferreiro para. Ele cessa as batidas e coloca o martelo de lado. Com um forte braço esquerdo, levanta as pinças até que o metal recém-moldado esteja à altura dos seus olhos. Ainda em silêncio, ele examina a ferramenta em brasa. O implemento incandescente é girado e examinado para ver se existem marcas ou rachaduras.
Não existe nenhuma.
Agora o ferreiro entre no estágio final da sua tarefa. Ele mergulha o instrumento ainda quente dentro de um tonal de água. Com um sonido e uma movimentação de fumaça, o metal imediatamente começa a endurecer. O calor se rende ao ataque furioso da água fria e o mineral maleável e mole se torna uma ferramenta útil e inflexível.
"Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo" (I Pedro 1:6-7)
5 de julho de 2010
Mais um
Hoje ganhei mais um sonho e mais uma pétala.
Hoje contei mais uma estrela brilhando no céu quando abri a janela à noite.
Hoje vi mais uma borboleta voando sobre o jardim.
Hoje mais uma página do livro foi virada. Ela está em branco, devo começar a escrever logo.
Hoje mais uma lágrima escapou no canto do olho quando olhei pro céu.
Hoje lembrei mais uma vez que sou princesa.
Hoje nasceu mais uma flor, de uma tom rosa forte quase vermelho.
Hoje começo meu último "teen".
Hoje o dia é meu!
Hoje contei mais uma estrela brilhando no céu quando abri a janela à noite.
Hoje vi mais uma borboleta voando sobre o jardim.
Hoje mais uma página do livro foi virada. Ela está em branco, devo começar a escrever logo.
Hoje mais uma lágrima escapou no canto do olho quando olhei pro céu.
Hoje lembrei mais uma vez que sou princesa.
Hoje nasceu mais uma flor, de uma tom rosa forte quase vermelho.
Hoje começo meu último "teen".
Hoje o dia é meu!
2 de julho de 2010
Não deu
Futebol não é história.Futebol não é salário.
Futebol não é nome.
Futebol é um jogo por vez. Onze contra onze.
Noventa minutos de passes, de chutes, de gols, de dança.
Noventa minutos de dor de estômago, rouquidão e nervosismo...
Churrasco, pizza, chocolate, Coca-cola.
Rádio e tv ligados.
E no fim, não deu.
É isso aí, Brasil.
Quem sabe em 2014...
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