12 de dezembro de 2010

Arte

Eu quero a arte que rasga a pele, expõe o nervo e jorra sangue
Eu quero a arte que te confronta; a arte espelho, não diamante
Não quero a arte que anda em círculos, caminho algum para mostrar
Eu quero a arte flecha, que aponta o alvo e vai voar
A arte em si está vazia, não é um astro que emite luz
Mas Jesus Cristo, Autor da vida, é a inspiração que me conduz
Nas poesias, nas melodias, eu vejo as marcas do grande Deus
E nos detalhes de cada história, as digitais dos dedos Seus






Kátia Mello, coreografia "Recomeçar" do Estúdio do Corpo

11 de dezembro de 2010

Quebra-cabeça

Peças soltas e espalhadas pelo chão tentam se encaixar nas pequenas partes já montadas desse quebra-cabeça. Outras peças parecem terem sido esquecidas no fundo das gavetas. Peças brilhantes, peças opacas. Peças saltitantes, peças paradas. Peças de todas as cores.
Quais delas me pertencem de verdade? Será demais querer todas elas? Serão seus encaixes incompatíveis?
Peças de fatos, peças de sonhos, peças necessárias. Estão espalhadas por aqui por obra do acaso ou realmente fazem parte desse grande e por enquanto indefinido quebra-cabeça?
É hora de separar por cores, olhar de longe, dar um tempo e continuar acreditando que no fim a imagem formada será perfeita.

10 de dezembro de 2010

Eu sei

No meio de tanta descrença e desesperança, eu sei.
Quando todas as suas perguntas têm respostas negativas, eu me abro para o sim.
Enquanto você se limita a essa existência efêmera e confusa, a minha vida ainda nem começou de verdade.
Você corre atrás de mais, prazer, sorrisos, metas, goles, corações. Mas. Tudo. Um. Dia. Acaba.
Com todos os meus sonhos e esperanças, eu sei que um dia vou voar por aí, sumir daqui e nunca mais olhar pra trás.
Só sinto muito por você que vai ficar aqui, sentado no banco, olhando para o céu, com a cabeça cheia de comos e porquês.

3 de dezembro de 2010

Fim de semestre

De acordo com Andrew Keen, o Something seria um espaço no ambiente virtual voltado para a livre expressão de uma escritora amadora, sem filtro profissional algum, portanto faria parte do nobre amador e bla, bla, bla.
Daqui há uma semana exatamente isso acaba! Daqui há uma semana exatamente estarei livre para ler o livro que quiser, um dos 10 que comprei na Feira do Livro. Daqui há uma semana exatamente vou tomar um sorvete e postar um texto legal no blog.
"Enquanto seu lobo não chega", Brooke Fraser. ♥




Hosea's Wife
Brooke Fraser

I just spoke silence with the seeker next to me
She had a heart with hesitant, halting speech
That turned to mine and asked belligerently
"What do I live for?"

I see the scars of searches everywhere I go
From hearts to wars to literature to radio
There's a question like a shame no one will show
"What do I live for?"

We are Hosea's wife
We are squandering this life
Using people like ladders and words like knives

If we've eyes to see
If we've ears to hear
To find it in our hearts and mouths
The word that saves is near
Shed that shallow skin
Come and live again
Leave all you were before
To believe is to begin

There is truth in little corners of our lives
There are hints of it in songs and children's eyes
It's familiar, like an ancient lullaby
What do I live for?

We are Hosea's wife
We are squandering this life
Using bodies like money and truth like lies


We are more than dust
That means something
That means something
We are more than just
Blood and emotions
Inklings and notions
Atoms on oceans

16 de novembro de 2010

Je ne savais pas

Mais uma do filme A Bela e a Fera - que comprarei muito em breve!
Dessa vez, uma das mais bonitinhas e em FRANCÊS!
Só pra eu lembrar que tenho que estudar mais se quiser ficar fluente. Haha!

Je ne savais pas (La Belle et la Bête)

[Belle] - Y a quelquechose dans son regard
D'un peu fragile et de léger
Comme un espoir
Toi mon ami aux yeux de soie
Tu as sourit
Mais hier encore je n'savais pas

[Bête] - Elle me regarde
Je le sens bien
Comme un oiseau
Sur moi elle a posé sa main
Je n'ose y croire
Pourtant j'y crois
Jamais encore elle n'avait eu ce regard la

[Belle] - C'est le plus fou des romans
Et cette histoire m'enchante
C'est vrai
Il n'a rien d'un prince charmant
Mais en marge du temps
Mon coeur s'éveille en secret

[Lumière] - Qui l'aurait cru?
[Mme Samovart] - C'est incongru
[Lumière] - Qui l'aurais su?
[Mme Samovart] - Oh oui, mais qui?
[Lumière] - Qui pourrait croire que ces deux la se seraient plus?
[Mme Samovart] - C'est incencé
[Tous] - Arrendon voir c'que ca donnera

Y a quelque chose qu'hier encore n'existait pas
[Lumière] - Y a quelque chose qu'hier encore n'excistait pas
[Mme Samovart] - Y a quelque chose qu'hier encore n'excistait pas

   

15 de novembro de 2010

All i need

ALL I NEED

Bethany Dillon

When the day is done
And there's no one else around
While I'm lying here in bed
You're in my heart, You're in my head
You're all I need, You're all I need
There are a million voices
Calling out my name
But You're the One I want to hear
So make the others disappear

You are all I need when I'm surrounded
You are all I need if I'm by myself
You fill me when I'm empty
There is nothing else
You're all I need

When the morning comes
And Your mercy is renewed
There's a fire in my bones
I'm not afraid to go alone
You're all I need
You're all I need
The sun on my face
I hear You whisper loud
You're still the God that opens seas
Every flower, even me
You're all I need
You're all I need

I'm drawn to everything that You do
Nothing compares with You

3 de novembro de 2010

Gostaria

de subir numa árvore
de andar na praia
de ver o pôr-do-sol
de correr na chuva
de ler poesia
de tocar violão
de plantar flores
de colocar o quarto de cabeça pra baixo
de comer um doce
de dar um abraço
de andar de mãos dadas
de balançar na rede
de ver o céu estrelado
de olhar bem nos olhos
de escrever um livro
de dizer tudo
de...

E por que não faz?

Tudo tão simples.
Tudo tão complexo.

29 de outubro de 2010

Os prédios

Lembro que quando eu era pequena sempre ficava fascinada olhando os prédios da Universidade quando passávamos de carro. Sempre pensava "é aqui eu vou estudar". E meus pais sempre repetiam esse pensamento em voz alta "é aqui que tu vai estudar".
Até meus 6 anos, eu queria ser veterinária, enquanto minha mãe fazia faculdade de Letras, dividindo o tempo entre o Campus Centro e o Campus do Vale. Muitas vezes eu e meu pai íamos buscá-la de carro, e lá ficava eu vidrada naqueles prédios enormes. Sempre pensei que eram os maiores e mais bonitos que já tinha visto.
Quando íamos ao Campus do Vale, passávamos, é claro, em frente à Faculdade de Veterinária. Ali meus sonhos eram novamente alimentados "é aí que tu vai estudar". Meus olhos brilhavam. Ficava imaginando que lugar mágico não devia ser esse em que eu ia aprender a cuidar de bichos.
O tempo passou, as ideias e os sonhos mudaram. Aos seis anos escrevi meu primeiro texto e comecei a brincar de telejornal. Decidi que não ia estudar no prédio da Veterinária. Descobri um prédio simples, que antigamente costumava ser a gráfica da UFRGS. Ele tem só cinco andares, apesar do elevador tentar nos convencer que tem oito. Não faz parte dos prédios belos e históricos que aparecem nos calendários, mas com certeza tem tantas histórias bizarras e lendas quanto todos os outros.
Trabalhando da TV da Universidade, acabo aos poucos conhecendo um por um daqueles prédios que me fascinavam na infância. Mas o cotidiano nos faz mudar de olhar, hoje já não os vejo tão grandes. É engraçado perceber como o tempo passou e como tudo isso aconteceu. É bom lembrar as percepções da infância e colocar um pouco de utopia no dia-a-dia tão corrido e não tão cor-de-rosa.
É na infância que começam os melhores sonhos, tente não esquecê-los.

10 de outubro de 2010

Borboleta


O som, o tom, a melodia
Não mais parecem iguais
Algo mudou nessa sinfonia
Escrita há anos atrás

O cor-de-rosa tornou-se vermelho
A flor desabrochou
Passo, passo, um piscar de olhos
Coreografia mudou

Tudo cresce, amadurece
Lagarta vira borboleta
João, Maria, a Chapeuzinho
Virou Romeu e Julieta

24 de setembro de 2010

Buscai em primeiro lugar

Só a tua presença.
Nada mais é preciso.
Rompo o limite tempo-espaço, voando numa brisa leve que me mantém em silêncio, que me faz fechar os olhos e então começar a enxergar.
Giro na ponta dos pés, alcanço teu rosto, vejo teus olhos amorosos dizendo que sim, dizendo que é verdade.
Nada mais é preciso.
Tudo é tão efêmero se comparado à tua grandeza! Tudo é tão pequeno...
Sou levada por uma onda suave, preenchida por um brilho invisível, completa.
Estou na palma da tua mão, como uma semente sendo cuidada, em breve flor que irá desabrochar.
Nada mais é preciso.
Paz vinda da certeza de que estás aqui.
Sem formas determinadas, músicas prontas, palavras decoradas, técnicas...
Apenas a maravilha da espontaneidade entre pai e filha, apenas o sussurro da brisa.
Palavras e passos que externam o interior, verdadeiros.
Só a tua presença.
Nada mais é preciso.