26 de abril de 2009

Semana

Sabe quando a semana é tão louca que é difícil de explicar, de expressar, de resumir? Eis alguns textos que escrevi para mim mesma para poder entendê-la.

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Por maiores que sejam os obstáculos
Por piores que estejam as circunstâncias
Por mais impossíveis que sejam os sonhos
Por mais distante que esteja a vitória
A vida ainda vale a pena, pois não me pertence mais.

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Estou morta. A dança esta morta. Meus textos estão mortos.

Descobri isso há uma semana e fui me convencendo desde então. Às vezes, insisto em voltar a viver e é aí que tudo dá errado. Se volto a viver, torno a matá-lo. Se morro, ele vive (e em mim!).
A cada dia busco mais minha morte (minha cruz), pra que não mais eu viva. Porque eu sou medíocre, incrédula, impaciente, vingativa, reclamona, pessimista, orgulhosa, arrogante, perfeccionista. Ele não, ele é perfeito.

Cristo vive em mim. Cristo vive na dança. Cristo vive nos textos.

(A dança está morta mesmo? Que bom. Significa que ele está vivendo.)

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Eu quero isso! Não, aquilo. Mas esse também é bom...
Quero tudo ao mesmo tempo, como um oceano que engloba todos os outros.
Mas sou uma. Não sou Deus, onipresente, potente e ciente.
Sou só eu. Corpo, alma, espírito. Que acha que sabe alguma coisa. Que acha que quer alguma coisa.
Nada mais quero além de saber o que queres.
- Abra mão, seja constante, continue sonhando, siga meus passos, ame.
Eis-me aqui.

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Desculpem-me pelos grandes devaneios aqui presentes... Apenas encontrei um lugar para por tudo isso para fora.

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