Sentei à beira da praia, com os pés molhados, cansada de caminhar pela orla. Com o vento batendo no rosto, de costas para o sol que se punha, fechei os olhos, abri novamente e me dei conta. Tudo azul.Nunca havia parado, sem pressa, para observar a praia, sem pensar em fazer coisas, apenas enchendo os olhos de beleza. Parece que essa tarde meus olhos se abriram para o novo. E era azul.
O tom mais claro no céu, que combinava com o escuro do mar, fazendo do horizonte um encontro de equilíbrio, uma linha degradê. Calmo e tímido azul.
A tranquila imensidão me mostrou que apenas quando paro de correr, sento e descanso posso contemplar os detalhes, sonhar azul e sorrir sem motivo.
Ótima reflexão. Parabéns pelo texto.
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