Naquela noite, abri o guarda-roupa e lá estava ela. Aquela bolsa que me acompanhou durante tanto tempo. Alí guardei meus maiores segredos. Guardei meus amores, escondi meus medos, enfiei um monte de pensamentos - tanto bons quanto ruins, sobre tudo e todos. Alí ficavam as minhas opiniões e era muito difícil mudá-las ou trocá-las de lugar. Nos bolsinhos da frente estavam sorrisos e lágrimas. Tudo muito escondido pra ninguém encontrar.
Poucos sabiam da existência da bolsa... Eu precisava confiar muito em alguém para contar algum detalhe sobre o que eu guardava alí dentro. Mas tinha uma coisa que nem eu tinha muita coragem de mexer. Bem no fundo, embaixo das idéias, das lembranças e das fotos, escondido de tudo e todos estava o meu coração. Confesso que, às vezes eu tentava mudá-lo um pouco, deixá-lo diferente e muitas vezes tentei persuadí-lo a fazer algo que eu queria. Tudo em vão. O coração escolhe o seu próprio caminho e determina o seu jeito de agir e pensar.
Até que, um dia, ele me pediu pra ver a bolsa. Relutei um pouco... Oras! Era preciso muita confiança pra ir mostrando minha bolsa assim... "Mas, tudo bem", pensei. "Vou mostrando só as coisas legais. Daí ele fica feliz e deixa a minha bolsa de lado". Mostrei minhas idéias, meus sonhos, minhas alegrias, minhas fotos e meus pensamentos bons.
Achei que era o suficiente, mas ele não. "Tudo bem, só mais um pouco... Depois ele me deixa em paz". Mostrei minhas tristezas, meus medos e meus pensamentos maus. Ele disse, então, que me ajudaria com tudo isso. Que eu não precisava mais me preocupar. Aí fiquei feliz. "Ah! Que bom! Que alívio! Agora isso tudo não fica mais escondido aqui e posso contar com ajuda...". Realmente foi um grande alívio... Então me levantei e fui guardar a bolsa.
Ele com sua voz firme porém doce me pediu aquilo que eu tanto temia. "Posso ver o que está bem no fundo da bolsa?". Fiquei sem fala por um bom tempo. Uma angústia muito grande tomou conta de mim. Ele queria ver meu coração!!! Meu coração. MEU! Mas pra quê? Era o meu coração. "Ele não tem nada a ver com o que se passa no meu coração", pensei. E ele continuou alí me encarando com aquele olhar amoroso. Aquele olhar que não conseguimos nos afastar. E, por causa dele, não resisti. Joguei a bolsa do seu colo e comecei a chorar.
Ele, então, abriu a bolsa e tirou de lá meu coração. Ele estava um tanto sujo e mal cuidado. Tinha lascas, feridas e cortes. Mas pulsava com muita força, impulsionado pelos maiores sonhos que ficavam no seu interior. Ele foi, então, tocando cada pedacinho rachado e ferido. E eu fui sentindo dor. Mas era uma dor suportável e que, quando passava dava uma ENORME sensação de alívio. Enquanto ele cuidava dos ferimentos eu percebi o que devia fazer. Olhei-o de novo nos seus olhos e pedi. "Por favor, fique com meu coração. Nunca ningúem cuidou dele como você. Nunca minhas feridas e rachaduras foram tão bem cuidadas. Pegue pra você e cuide dele."
"Seu coração continuará com você, mas eu continuarei cuidando dele. Dia após dia você deve me chamar e deixá-lo em minhas mãos pra que eu possa tratá-lo. Isso às vezes vai doer muito, mas você será forte. Às vezes, vai levar um certo tempo para sarar alguma ferida, mas você será perseverante. Pois é na tua fraqueza que eu opero fortaleza", ele me disse. E, então, entregou-me meu coração que já estava com bem menos lascas e feridas e, agora, tinha um selo onde estava escrito o Seu nome.
Desde então, tenho o chamado dia após dia para tratar das novas lascas e feridas que aparecem. Ele vem e as cura, às vezes até dói, mas nele sou forte. Às vezes até demora, mas o seu amor me faz perseverar. Mas, apesar de tudo, meu coração está sempre pulsando e cada vez mais forte com os novos sonhos que ele me dá.
28 de março de 2008
16 de março de 2008
Mário Quintana
Aproveito minha falta de tempo para postar um texto de um dos melhores escritores que já existiu.
"Em todos os aeródromos, em todos os estádios, no ponto principal de todas as metrópoles, existe - quem é que nunca viu? - aquele cartaz.
De modo que, se esta civilização desaparecer e seus dispersos e bárbaros sobreviventes tiverem que recomeçar tudo desde o princípio - até que um dia também tenham os seus próprios arqueólogos - estes hão de sempre encontrar, nos mais diversos pontos do mundo inteiro, aquela mesma palavra.
E pensarão eles que Coca-Cola era o nome do nosso Deus!"
Mário Quintana
"Em todos os aeródromos, em todos os estádios, no ponto principal de todas as metrópoles, existe - quem é que nunca viu? - aquele cartaz.
De modo que, se esta civilização desaparecer e seus dispersos e bárbaros sobreviventes tiverem que recomeçar tudo desde o princípio - até que um dia também tenham os seus próprios arqueólogos - estes hão de sempre encontrar, nos mais diversos pontos do mundo inteiro, aquela mesma palavra.
E pensarão eles que Coca-Cola era o nome do nosso Deus!"
Mário Quintana
1 de março de 2008
Caixa de jóias
Se tinha algo que Ana amava era sua caixinha de jóias. Ela estava sempre cuidando, arrumando, limpando cada uma das suas preciosidades. Anéis, brincos, colares e pulseiras... Uma mais linda do que a outra! Porém quase ninguém sabia que ela as possuía, apenas os pais, que as haviam dado à filha, dizendo para ter cuidado com elas.
Ana tinha medo de usar as jóias e ser roubada, tinha medo que os outros as achassem feias ou que elas estragassem. Por isso, as escondia no fundo de um baú que ficava no porão da casa.
Um dia, seu pai estava procurando uns livros antigos e, ao dar uma olhada no baú, encontrou aquela caixinha cheia de lindas jóias.Então, pegou a caixa e as mostrou a filha perguntando porque aquelas jóias tão lindas estavam escondidas. Ela respondeu que tinha medo de usá-las e explicou ao pai os porquês.
O pai, então, explicou à filha que jóias como aquelas não deviam ficar guardadas, mas deviam ser usadas em ocasiões especiais. Explicou que cada uma delas tinha uma função, adornar a menina, e que, se não fossem utilizadas desse modo, de nada adiantaria tê-las, guardá-las na caixinha e apenas admirá-las lá. Ele também disse que elas eram únicas e ninguém mais possuía jóias iguais, mas cada pessoa tem as suas próprias jóias únicas. E que ninguém iria achar suas jóias feias, mas, caso o fizessem, ela não deveria se importar pois para ele eram as jóias mais lindas do mundo.
A menina agradeceu ao pai pelas jóias e pelos conselhos, prometendo que sempre as usaria, nunca deixaria de limpá-las, jamais as estragaria e elas nunca mais seriam escondidas.
O que você tem feito com as jóias que o Pai te deu? Tem as usado em "momentos especiais" ou as escondido com medo do que os outros vão pensar ou do que vai acontecer com elas?
Nosso Pai não nos dá as jóias para as mantermos escondidas onde só nós conseguimos ver, mas para as usarmos para cumprir a Sua vontade, para a Sua glória, para que todos saibam quem Ele é.
**Baseado em uma história criada pela Ká. Te amo, amiga! ;*
Ana tinha medo de usar as jóias e ser roubada, tinha medo que os outros as achassem feias ou que elas estragassem. Por isso, as escondia no fundo de um baú que ficava no porão da casa.
Um dia, seu pai estava procurando uns livros antigos e, ao dar uma olhada no baú, encontrou aquela caixinha cheia de lindas jóias.Então, pegou a caixa e as mostrou a filha perguntando porque aquelas jóias tão lindas estavam escondidas. Ela respondeu que tinha medo de usá-las e explicou ao pai os porquês.
O pai, então, explicou à filha que jóias como aquelas não deviam ficar guardadas, mas deviam ser usadas em ocasiões especiais. Explicou que cada uma delas tinha uma função, adornar a menina, e que, se não fossem utilizadas desse modo, de nada adiantaria tê-las, guardá-las na caixinha e apenas admirá-las lá. Ele também disse que elas eram únicas e ninguém mais possuía jóias iguais, mas cada pessoa tem as suas próprias jóias únicas. E que ninguém iria achar suas jóias feias, mas, caso o fizessem, ela não deveria se importar pois para ele eram as jóias mais lindas do mundo.
A menina agradeceu ao pai pelas jóias e pelos conselhos, prometendo que sempre as usaria, nunca deixaria de limpá-las, jamais as estragaria e elas nunca mais seriam escondidas.
O que você tem feito com as jóias que o Pai te deu? Tem as usado em "momentos especiais" ou as escondido com medo do que os outros vão pensar ou do que vai acontecer com elas?
Nosso Pai não nos dá as jóias para as mantermos escondidas onde só nós conseguimos ver, mas para as usarmos para cumprir a Sua vontade, para a Sua glória, para que todos saibam quem Ele é.
**Baseado em uma história criada pela Ká. Te amo, amiga! ;*
Caminho para a praia
- Tá, é agora! Dou esse passo e pronto, prossigo a trilha. Só esse passo! Vamos, vamos, não preciso ter medo! Agora!
Chegou a por o pé no novo caminho, não não saiu do lugar onde estava.
- Não... Não dá. Não sei o que tem ali do outro lado direito. Tudo parece maior, mais perigoso, estranho... desconhecido. O que os outros vão pensar se eu der esse passo? Vão achar que enlouqueci! Vão dizer: "Você não precisava ter ido por essa parte mais difícil da trilha, vá pelo caminho que já estava indo." Talvez eles estejam certos. Nunca caminhei por esses lados da trilha. Não sei o que tem por lá. Mas dá na mesma praia que todos queremos ir.
Pensou na praia. Como seria maravilhoso quando chegasse lá e, finalmente conhecesse o rei sobre quem tinha ouvido tanto falar. Diziam que ele era muito bondoso, ajudava a todos que vinham pedir ajuda, realizava banquetes aos famintos, dava de beber aos sedentos e convidava a todos para irem morar com ele, em seu reino que começava na praia e estendia-se até os montes distantes. Ela sabia que de algum modo só tinha chegado até onde estava graças à vontade de conhecê-lo, à inspiração e à força que sentia ao pensar nele. O problema é que, para chegar na praia, devia seguir as trilhas. Olhou novamente para a trilha mais difícil e sentiu que, apesar de tudo, era por onde devia caminhar.
- Sei que é mais difícil... Vou ter que abrir mão de muitas coisas que eu gostava de fazer na outra trilha. Lá eu podia parar na cachoeira, colher flores... Aqui, eu não sei se tem essas coisas. Mas sinto que tenho que ir por aqui. Se eu não for, posso até chegar à praia, mas será como se não estivesse completa, como se não tivesse feito o que devia fazer. Mas será que devo ir sozinha?
Neste momento, uma outra menina apareceu. Era loira, vestia-se muito bem e expressava um sorriso.
- Olá! Você também vai pra praia por aqui?
- Sim.. eh... acho que sim.
- Ótimo! Então vamos juntas. Eu estava com um pouco de medo quando cheguei, mas, quando te vi, pensei tudo ficaria mais fácil. Eu te ajudo quando você tropeçar e você me ajuda também.
- Legal. Acho que assim não terei mais medo também.
- Ah! Dizem que a praia é o melhor lugar para se estar! Não vejo a hora de tomar banho no mar, fazer castelos de areia, tomar água de coco! Vai se maravilhoso! E o melhor de tudo é que vamos conhecê-lo! Não vejo a hora! Vamos, então?
- Vamos!
Dar o temido passo foi muito mais fácil do que elas haviam imaginado. Então, foram. Quanto mais caminhavam, mais forte se tornava a sua amizade.
Neste caminho, não posso dizer que não tiveram medo. Havia momentos em que as dificuldades pareciam gigantes, e elas, insetos. Mas, mesmo assim, enfrentavam tudo com a força que havia nelas. Não posso dizer que não choraram, mas uma consolava a outra, ou choravam juntas e esperavam a tristeza ir embora na outra manhã. Não posso dizer que não houve tempestades, mas escondiam-se sob as enormes árvores até elas terminarem.
Algum tempo depois, chegaram à praia.
Chegou a por o pé no novo caminho, não não saiu do lugar onde estava.
- Não... Não dá. Não sei o que tem ali do outro lado direito. Tudo parece maior, mais perigoso, estranho... desconhecido. O que os outros vão pensar se eu der esse passo? Vão achar que enlouqueci! Vão dizer: "Você não precisava ter ido por essa parte mais difícil da trilha, vá pelo caminho que já estava indo." Talvez eles estejam certos. Nunca caminhei por esses lados da trilha. Não sei o que tem por lá. Mas dá na mesma praia que todos queremos ir.
Pensou na praia. Como seria maravilhoso quando chegasse lá e, finalmente conhecesse o rei sobre quem tinha ouvido tanto falar. Diziam que ele era muito bondoso, ajudava a todos que vinham pedir ajuda, realizava banquetes aos famintos, dava de beber aos sedentos e convidava a todos para irem morar com ele, em seu reino que começava na praia e estendia-se até os montes distantes. Ela sabia que de algum modo só tinha chegado até onde estava graças à vontade de conhecê-lo, à inspiração e à força que sentia ao pensar nele. O problema é que, para chegar na praia, devia seguir as trilhas. Olhou novamente para a trilha mais difícil e sentiu que, apesar de tudo, era por onde devia caminhar.
- Sei que é mais difícil... Vou ter que abrir mão de muitas coisas que eu gostava de fazer na outra trilha. Lá eu podia parar na cachoeira, colher flores... Aqui, eu não sei se tem essas coisas. Mas sinto que tenho que ir por aqui. Se eu não for, posso até chegar à praia, mas será como se não estivesse completa, como se não tivesse feito o que devia fazer. Mas será que devo ir sozinha?
Neste momento, uma outra menina apareceu. Era loira, vestia-se muito bem e expressava um sorriso.
- Olá! Você também vai pra praia por aqui?
- Sim.. eh... acho que sim.
- Ótimo! Então vamos juntas. Eu estava com um pouco de medo quando cheguei, mas, quando te vi, pensei tudo ficaria mais fácil. Eu te ajudo quando você tropeçar e você me ajuda também.
- Legal. Acho que assim não terei mais medo também.
- Ah! Dizem que a praia é o melhor lugar para se estar! Não vejo a hora de tomar banho no mar, fazer castelos de areia, tomar água de coco! Vai se maravilhoso! E o melhor de tudo é que vamos conhecê-lo! Não vejo a hora! Vamos, então?
- Vamos!
Dar o temido passo foi muito mais fácil do que elas haviam imaginado. Então, foram. Quanto mais caminhavam, mais forte se tornava a sua amizade.
Neste caminho, não posso dizer que não tiveram medo. Havia momentos em que as dificuldades pareciam gigantes, e elas, insetos. Mas, mesmo assim, enfrentavam tudo com a força que havia nelas. Não posso dizer que não choraram, mas uma consolava a outra, ou choravam juntas e esperavam a tristeza ir embora na outra manhã. Não posso dizer que não houve tempestades, mas escondiam-se sob as enormes árvores até elas terminarem.
Algum tempo depois, chegaram à praia.
Sem nada pra fazer às 2 da manhã
Desculpem, mas, por enquanto, ainda não pus os textos em prática...
Só fico entrando em sites sobre vestibular... estou ficando viciada! Hahahaha!!
Resultados dos milhares de testes online que fiz:
Introvertido, Intuitivo,Emotivo, Perspicaz
O que se entregaVocê quer expressar seus pontos de vista e valores por meio do trabalho e ter controle sobre o processo e o produto final. Não gosta de apresentar seus resultados antes que estejam completos.Pontos fortes:- Prefere trabalhar em causas nas quais acredita.- Não abandona suas obrigações.- Comunica-se bem.Pontos fracos:- Tem dificuldade para planejar.- Perde facilmente o interesse se não acredita na causa.- É cabeça-dura.Profissões
Arquitetura e Urbanismo
Artes Cênicas
Biblioteconomia
Ciências Sociais
Design Gráfico
Fisioterapia
Fonoaudiologia
Jornalismo
Letras
Música
Naturologia Aplicada
Nutrição
Pedagogia
Psicologia
Serviço Social
Terapia Ocupacional
Tradução e Interpretação
--*--*--
GRUPO 4 - 11 pontos
Exibe maior interesse por profissões ligadas ao uso e domínio da língua (oral e escrita), como publicidade, relações públicas, jornalismo, letras etc.
GRUPO 5 - 8 pontos
Tem interesse por atividades artísticas, como cinema, teatro, música, arquitetura e artes plásticas
--*--*--
Comunicação
O principal interesse dos profissionais dessa área é transmitir informações e idéias da forma mais adequada possível para o seu público.
Cinema e Vídeo, Desenho Industrial, Design Gráfico, Jornalismo, Multimídia, Produção Editorial, Produção Cultural, Publicidade, Rádio e TV, Relações Públicas.
--*--*--
Fique atento à área de comunicações. Leve em conta profissões como:
Jornalismo
Publicidade
Propaganda e Marketing
Rádio e TV
Produção Cultural
Produção Editorial
Relações Públicas
--*--*--
Veja aqui algumas sugestões de carreiras que são adequadas ao perfil traçado por você
Jornalismo
Publicidade, Propaganda e Marketing
Rádio e TV
Relações Públicas
--*--*--
Jornalismo, jornalismo, jornalismo...
Tenho outra escolha?
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O que se entregaVocê quer expressar seus pontos de vista e valores por meio do trabalho e ter controle sobre o processo e o produto final. Não gosta de apresentar seus resultados antes que estejam completos.Pontos fortes:- Prefere trabalhar em causas nas quais acredita.- Não abandona suas obrigações.- Comunica-se bem.Pontos fracos:- Tem dificuldade para planejar.- Perde facilmente o interesse se não acredita na causa.- É cabeça-dura.Profissões
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Comunicação
O principal interesse dos profissionais dessa área é transmitir informações e idéias da forma mais adequada possível para o seu público.
Cinema e Vídeo, Desenho Industrial, Design Gráfico, Jornalismo, Multimídia, Produção Editorial, Produção Cultural, Publicidade, Rádio e TV, Relações Públicas.
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Tenho outra escolha?
28 de fevereiro de 2008
Ano escolar - o confronto final
Engraçado... Durante o ano não queremos mais ver nossos professores e colegas. Não queremos mais saber de trabalhos. Não aguentamos mais escrever naqueles cadernos... Mas, quando se aproxima o fim das férias, não vemos a hora de voltar tudo isso! Sentimos saudade do pessoal da escola, arrumamos nossos cadernos novos e não vemos a hora de enchê-los de letrinhas explicando análise sintática, Revolução Russa, química orgânica, verb to be (presente em todos os anos), fisiologia animal e vegetal e tantas outras coisas... Porém, lá por junho, todo mundo já está louco por férias!
Daí vem as férias de julho que, nas escolas aqui do Rio Grande, duram no máximo 10 dias. Mas o que fazer com férias em pleno inverno? Bem, no meu caso, muito. O congresso de artes dura uma semana e ocorre nas férias de julho. Graças a Deus! Senão eu ficaria em casa vendo a Sessão da Tarde.
Voltando pra escola, o segundo semestre passa mais rápido, principalmente por causa da gincana! Uma semana de tarefas, micos, gritaria e muita canseira. E a vontade de férias continua!
Passada a gincana, apenas as provas finais e fim de papo. Uns riem e outros choram.
O ciclo de estou-de-férias-quero-escola-estou-na-escola-quero-férias volta todos os anos. Pelo menos pra quem não está no 3º.
Para esses a escola agora é só saudade. É só um tempo que passou. Que, na época, achavam a maior chatice, mas que, agora, dariam tudo para voltar pra lá. Ficam pensando: "E agora? Faço faculdade ou intercâmbio?" "Do um jeito na vida ou vou pra Santa surfar?" "Vejo Sessão da Tarde ou Márcia?" "Caso ou compro uma bicicleta?".
Ou, aqueles que já tem a decisão de fazerem faculdade, pensam: "Estudei o suficiente pro vestibular?" "Valeu a pena ficar o tempo todo estudando sem passear, sem ver tv, sem msn e sem ballet?" "E SE EU NÃO PASSAR??? O que que eu faço da vida??"
Tá, chega! 2008 nem começou direito!
Desculpem-me pelos devaneios escolares... Acho que é ansiedade pelo primeiro dia e aula. No 3º ano.
Basta para cada dia o seu próprio mal.
Daí vem as férias de julho que, nas escolas aqui do Rio Grande, duram no máximo 10 dias. Mas o que fazer com férias em pleno inverno? Bem, no meu caso, muito. O congresso de artes dura uma semana e ocorre nas férias de julho. Graças a Deus! Senão eu ficaria em casa vendo a Sessão da Tarde.
Voltando pra escola, o segundo semestre passa mais rápido, principalmente por causa da gincana! Uma semana de tarefas, micos, gritaria e muita canseira. E a vontade de férias continua!
Passada a gincana, apenas as provas finais e fim de papo. Uns riem e outros choram.
O ciclo de estou-de-férias-quero-escola-estou-na-escola-quero-férias volta todos os anos. Pelo menos pra quem não está no 3º.
Para esses a escola agora é só saudade. É só um tempo que passou. Que, na época, achavam a maior chatice, mas que, agora, dariam tudo para voltar pra lá. Ficam pensando: "E agora? Faço faculdade ou intercâmbio?" "Do um jeito na vida ou vou pra Santa surfar?" "Vejo Sessão da Tarde ou Márcia?" "Caso ou compro uma bicicleta?".
Ou, aqueles que já tem a decisão de fazerem faculdade, pensam: "Estudei o suficiente pro vestibular?" "Valeu a pena ficar o tempo todo estudando sem passear, sem ver tv, sem msn e sem ballet?" "E SE EU NÃO PASSAR??? O que que eu faço da vida??"
Tá, chega! 2008 nem começou direito!
Desculpem-me pelos devaneios escolares... Acho que é ansiedade pelo primeiro dia e aula. No 3º ano.
Basta para cada dia o seu próprio mal.
25 de fevereiro de 2008
Paradeiro da autora
Só estou dando uma passadinha rápida por aqui pra avisar que estou de férias. A Cidade do Fim do Mundo, mais conhecida como Balneário Pinhal fica no litoral do Rio Grande do Sul, ou seja, não vale muito a pena conhecer. Apesar disso, estou bolando muita coisa pra esse ano!
Aqui onde estou a hora na internet custa R$2,00. Então, quando não gasto o dinheiro com sorvete, resolvo aparecer na lan house, mas tenho tanta saudade dos meus amigos que apenas falo com eles e não tenho tempo de escrever nada pro blog.
Prometo que a partir de março, conforme os estudos permitirem, atualizarei...
Até lá!
Aqui onde estou a hora na internet custa R$2,00. Então, quando não gasto o dinheiro com sorvete, resolvo aparecer na lan house, mas tenho tanta saudade dos meus amigos que apenas falo com eles e não tenho tempo de escrever nada pro blog.
Prometo que a partir de março, conforme os estudos permitirem, atualizarei...
Até lá!
24 de janeiro de 2008
Mudança
Naquele dia o sol brilhava e as flores dançavam com o vento leve da tarde. Débora caminhava pela estradinha que cortava o bosque prestando atenção em todos os detalhes. Adorava observar a natureza, brincar com os bichinhos e colher flores pelo caminho. Estava muito distraída com tudo à sua volta.
Já estava caminhando há um bom tempo, nem sabia o quanto, e começou a sentir-se cansada. Olhou para trás e viu o quanto já havia caminhado.
- Não é pra menos que eu esteja cansada! Caminhei tanto!
Lembrou-se então de tudo que vira e fizera pelo caminho. Havia partes da estrada um pouco difíceis de caminhar, com árvores caídas, buracos, mas nada que ela não conseguisse ultrapassar. Lembrou dos muitos amigos que fizera pelo caminho, animais e pessoas que encontrou. Guardava todos com muito carinho. Lembrou dos momentos felizes e dos momentos mais tristes da caminhada. Como quando fora picada por insetos! Ficou cheia de bolinhas vermelhas! E também quando levou um tombo e ficou com o joelho roxo, mas agora já estava tudo bem.
Sentou-se à beira da estrada para descançar. E ficou ali alguns instantes, lembrando ainda de tudo que havia acontecido.
- Parece tanta coisa pra tão pouco tempo! Mas, agora, devo continuar. Não posso desistir. Quero saber o que há no fim dessa estrada! Dizem que é o melhor lugar do mundo todo! Onde não há dor nem tristeza. Dizem também que há outra estrada mais bela e fácil de seguir do que esta, mas, por curiosidade, preferi seguir por esta daqui... Espero ter feito a escolha certa.
Neste momento, levantou-se e preparou-se para continuar a jornada. Porém, foi interrompida por uma pombinha muito branca:
- Oh, menina, espere! Você não deve seguir ainda! Espere!
- O quê? Quem é você? Por que não posso seguir?
- Hihihi! Acalme-se com essas perguntas! Bem, fui enviada aqui por meu dono e o recado é que você não pode seguir desse jeito.
- Que jeito? Não entendo...
- Ora! Com estes trajes! A estrada, a partir daqui, é muito mais difícil de seguir. Possui mais insetos, mais buracos, e ainda muito mais!
- Muito mais? Como o quê?
- Montanhas, vales, dragões... Mas não se preocupe é por isso que Ele me enviou.
- Oh! Como seguirei? Há muitas dificuldades! Bem que me avisaram. A outra estrada é bem mais fácil...
- Nem pense nisto! Apesar de mais fácil, ela é enganadora. Leva seus viajantes à morte. Nem pense nisto! Aqui você enfrentará perigos, mas estará segura. Agora, lhe darei suas roupas novas. Essas suas não servem mais. E desfaça essas trancinhas, também não servem.
- Mas é o meu vestido mais bonito! Gosto tanto dele! E o que farei ao invés de tranças? Sempre uso meu cabelo assim!
- Oh! Obrigada, amigas pombas, por trazerem as roupas da moça - disse a pomba, e virou-se para Débora. - Venha! Vista esta calça. Agora esta blusa. Foi feita pelas pombas mesmo. Agora estas botas de cobra. No cabelo, faça um rabo. Perfeito. Simples como a pomba, astuta como a serpente!
- Mas estas não são roupas de uma menina. Me sinto estranha.
- Em primeiro lugar, estas roupas serão mais confortáveis para você enfrentar as dificuldades. Em segundo lugar, por que você esperava receber roupas de menina?
- Porque sou menina!
- Oh... a maioria age assim, mesmo. Amigas! Tragam o espelho. Oh! Sim, obrigada! Vocês estão rápidas, hein? Pois bem, aí está você.
- Oh... Mas... Mas... Eu... Cresci?
- Sim. Distraiu-se tanto com as coisas ao seu redor, que nem percebeu. Mas eis aí a realidade, foi por isso que o Mestre me mandou. Não se preocupe, você escolheu a estrada certa. Haverá dificuldades, é claro. Deves ser como eu já disse: simples como a pomba e prudente como a serpente. E Ele sempre estará te protegendo. Se precisar é só chamá-Lo, Ele sempre te escuta. Não tenha medo. E não digas sou uma criança... Agora és mulher. A estrada ainda é muito longa, mas o que te espera no final recompensará cada luta, cada obstáculo, cada dificuldade. Agora vá, Débora! Até breve!
- Nos veremos em breve?
- Oh, sim! Terás que trocar de roupa mais uma fez, mas lá no fim da jornada.
- O que vestirei, então?
- O mais belo vestido de noiva.
Cheia de coragem, fé e esperança, Débora, então, continuou a caminhar.
Já estava caminhando há um bom tempo, nem sabia o quanto, e começou a sentir-se cansada. Olhou para trás e viu o quanto já havia caminhado.
- Não é pra menos que eu esteja cansada! Caminhei tanto!
Lembrou-se então de tudo que vira e fizera pelo caminho. Havia partes da estrada um pouco difíceis de caminhar, com árvores caídas, buracos, mas nada que ela não conseguisse ultrapassar. Lembrou dos muitos amigos que fizera pelo caminho, animais e pessoas que encontrou. Guardava todos com muito carinho. Lembrou dos momentos felizes e dos momentos mais tristes da caminhada. Como quando fora picada por insetos! Ficou cheia de bolinhas vermelhas! E também quando levou um tombo e ficou com o joelho roxo, mas agora já estava tudo bem.
Sentou-se à beira da estrada para descançar. E ficou ali alguns instantes, lembrando ainda de tudo que havia acontecido.
- Parece tanta coisa pra tão pouco tempo! Mas, agora, devo continuar. Não posso desistir. Quero saber o que há no fim dessa estrada! Dizem que é o melhor lugar do mundo todo! Onde não há dor nem tristeza. Dizem também que há outra estrada mais bela e fácil de seguir do que esta, mas, por curiosidade, preferi seguir por esta daqui... Espero ter feito a escolha certa.
Neste momento, levantou-se e preparou-se para continuar a jornada. Porém, foi interrompida por uma pombinha muito branca:
- Oh, menina, espere! Você não deve seguir ainda! Espere!
- O quê? Quem é você? Por que não posso seguir?
- Hihihi! Acalme-se com essas perguntas! Bem, fui enviada aqui por meu dono e o recado é que você não pode seguir desse jeito.
- Que jeito? Não entendo...
- Ora! Com estes trajes! A estrada, a partir daqui, é muito mais difícil de seguir. Possui mais insetos, mais buracos, e ainda muito mais!
- Muito mais? Como o quê?
- Montanhas, vales, dragões... Mas não se preocupe é por isso que Ele me enviou.
- Oh! Como seguirei? Há muitas dificuldades! Bem que me avisaram. A outra estrada é bem mais fácil...
- Nem pense nisto! Apesar de mais fácil, ela é enganadora. Leva seus viajantes à morte. Nem pense nisto! Aqui você enfrentará perigos, mas estará segura. Agora, lhe darei suas roupas novas. Essas suas não servem mais. E desfaça essas trancinhas, também não servem.
- Mas é o meu vestido mais bonito! Gosto tanto dele! E o que farei ao invés de tranças? Sempre uso meu cabelo assim!
- Oh! Obrigada, amigas pombas, por trazerem as roupas da moça - disse a pomba, e virou-se para Débora. - Venha! Vista esta calça. Agora esta blusa. Foi feita pelas pombas mesmo. Agora estas botas de cobra. No cabelo, faça um rabo. Perfeito. Simples como a pomba, astuta como a serpente!
- Mas estas não são roupas de uma menina. Me sinto estranha.
- Em primeiro lugar, estas roupas serão mais confortáveis para você enfrentar as dificuldades. Em segundo lugar, por que você esperava receber roupas de menina?
- Porque sou menina!
- Oh... a maioria age assim, mesmo. Amigas! Tragam o espelho. Oh! Sim, obrigada! Vocês estão rápidas, hein? Pois bem, aí está você.
- Oh... Mas... Mas... Eu... Cresci?
- Sim. Distraiu-se tanto com as coisas ao seu redor, que nem percebeu. Mas eis aí a realidade, foi por isso que o Mestre me mandou. Não se preocupe, você escolheu a estrada certa. Haverá dificuldades, é claro. Deves ser como eu já disse: simples como a pomba e prudente como a serpente. E Ele sempre estará te protegendo. Se precisar é só chamá-Lo, Ele sempre te escuta. Não tenha medo. E não digas sou uma criança... Agora és mulher. A estrada ainda é muito longa, mas o que te espera no final recompensará cada luta, cada obstáculo, cada dificuldade. Agora vá, Débora! Até breve!
- Nos veremos em breve?
- Oh, sim! Terás que trocar de roupa mais uma fez, mas lá no fim da jornada.
- O que vestirei, então?
- O mais belo vestido de noiva.
Cheia de coragem, fé e esperança, Débora, então, continuou a caminhar.
Ká
Não há como não agradecer... Não só pela linda homenagem que a mim fizeste do teu blog, mas por tudo.
Agradecer pelas infinitas horas de conversas na madrugada, pelos muitos e maravilhosos conselhos, pelos incansáveis gestos e palavras de apoio.
Agradecer por saber como lidar com essa criatura difícil e sentimental, por me fazer rir quando estou triste, por não me deixar desistir.
Agradecer por estar do meu lado sempre - até nas horas mais banais -, pelas ligações diárias e preocupação constante se eu estou bem, se está tudo bem e se está tudo "tri".
Agradecer pela tua amizade, carinho e amor. Sem eles, não sei o que seria de mim. Não sei se conseguiria prosseguir, pois é por eles que tu me incentiva e me sustenta quendo não estou muito bem.
Agradecer por acreditares em mim, independente das circunstâncias e independente do que o que eu mesma acho.
Obrigada minha amiga, irmã, teacher, pastora, missionária, dançarina, prenda, discipuladora, líder e exemplo!
Teu dom de fazer das idéias poesia é a mais bela ferramenta. Trazer ao papel o que Ele põe em nossos corações é ser na Terra a Sua letra, a sua boca, a Sua mão. Que, assim como fazia Davi, possamos ser inspiradas pelo Grande Eu Sou para escrevermos os poemas mais belos que só Ele pode nos dar.
A propósito: Davi era o cara, né?
A palavra me que deste há alguns dias, agora volta para ti. Sejas como Davi, segundo o coração de Deus. Uma líder que dança, escreve, toca e vai pra batalha!
Que Deus seja sempre contigo!
Te amo!
Agradecer pelas infinitas horas de conversas na madrugada, pelos muitos e maravilhosos conselhos, pelos incansáveis gestos e palavras de apoio.
Agradecer por saber como lidar com essa criatura difícil e sentimental, por me fazer rir quando estou triste, por não me deixar desistir.
Agradecer por estar do meu lado sempre - até nas horas mais banais -, pelas ligações diárias e preocupação constante se eu estou bem, se está tudo bem e se está tudo "tri".
Agradecer pela tua amizade, carinho e amor. Sem eles, não sei o que seria de mim. Não sei se conseguiria prosseguir, pois é por eles que tu me incentiva e me sustenta quendo não estou muito bem.
Agradecer por acreditares em mim, independente das circunstâncias e independente do que o que eu mesma acho.
Obrigada minha amiga, irmã, teacher, pastora, missionária, dançarina, prenda, discipuladora, líder e exemplo!
Teu dom de fazer das idéias poesia é a mais bela ferramenta. Trazer ao papel o que Ele põe em nossos corações é ser na Terra a Sua letra, a sua boca, a Sua mão. Que, assim como fazia Davi, possamos ser inspiradas pelo Grande Eu Sou para escrevermos os poemas mais belos que só Ele pode nos dar.
A propósito: Davi era o cara, né?
A palavra me que deste há alguns dias, agora volta para ti. Sejas como Davi, segundo o coração de Deus. Uma líder que dança, escreve, toca e vai pra batalha!
Que Deus seja sempre contigo!
Te amo!
22 de janeiro de 2008
O poema do texto anterior
http://something-b.blogspot.com/2008/01/poema-de-nibus-baseado-em-fatos-muito.html
Quer saber qual era o tal "poema fortalecedor"?
Pois bem... Naquele dia a menina anotou o tal poema no seu caderno...
Metamorfose
Se colocarem pedras no meu leito
me farei torrente, imensa cachoeira
saltando, sobre tudo, impetuosa.
Se conseguirem fechar todas as saídas
penetrarei no solo, lentamente,
indo jorrar nas fontes cristalinas.
Se não deixarem que eu brote da terra
serei vapor vestindo nuvens,
com o mais negro véu da tempestade.
Provocarei relâmpagos, desabarei
rompendo diques e inundando tudo,
encontrando-me, finalmente com o oceano.
Tania Melo
Quer saber qual era o tal "poema fortalecedor"?
Pois bem... Naquele dia a menina anotou o tal poema no seu caderno...
Metamorfose
Se colocarem pedras no meu leito
me farei torrente, imensa cachoeira
saltando, sobre tudo, impetuosa.
Se conseguirem fechar todas as saídas
penetrarei no solo, lentamente,
indo jorrar nas fontes cristalinas.
Se não deixarem que eu brote da terra
serei vapor vestindo nuvens,
com o mais negro véu da tempestade.
Provocarei relâmpagos, desabarei
rompendo diques e inundando tudo,
encontrando-me, finalmente com o oceano.
Tania Melo
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