21 de agosto de 2009

Na estação

Mais uma vez ela ajeita o cabelo. O vento está bagunçando seus cachos perfeitamente presos com um laço de fita azul, do mesmo tom do vestido que escolheu justamente para esse dia. Será que vai demorar muito? Mais uma vez senta-se no banco comprido, onde está sua família e sua pequena mala. É uma pena mamãe não tê-la deixado levar muitas coisas... "Apenas o essencial", repetia a mãe enquanto ela escolhia o que levaria consigo. Mas era tão difícil... Tudo naquele quarto possuía uma lembrança impregnada, muitas que só ela conhecia. Aquela colcha rendada e cor-de-rosa feita pela avó que havia ganhado no aniversário de 7 anos. Aquele livro pequeno cheio de gravuras de coelhos, seu primeiro livro, trazido pelo pai em uma de suas viagens. Aqueles sapatos velhos que usara para passear na primeira vez que fora na cidade grande. Agora havia ganhado sapatos novos, e, obediente, deixou-os em seu quarto de menina junto com suas bonecas, com as cartas de suas amigas, com os porta-retratos com fotos da família, com os livros que enchiam as tardes chuvosas de aventura. Claro que não pode resistir e colocou um livro na mala... Afinal de contas, o que iria fazer durante toda a viagem sem seu livro favorito, sem as palavras que a fizeram sonhar?
Olha para seus pais, apreensivos, sentados ao seu lado no banco. Estariam preocupados com a demora do trem ou com o fato de sua única filha mulher partir nessa tarde? Os conhecia bem. Se perguntasse diriam o primeiro motivo, querendo esconder o segundo. Nos últimos meses sentia que seu tempo ali naquela cidade interiorana estava acabando. Era preciso partir, era preciso mudar, era preciso trazer à tona seus sonhos. Sonhos inventados pelas páginas dos livros, sonhos gravados em páginas de diários escondidos no armário.
Lembra-se bem da manhã em que decidiu falar com o pai sobre a viagem. Lembra-se bem das suas palavras naquele dia. "Se este é o seu sonho, vá em frente", ele disse depois de um discurso envergonhado da filha. "Sim...", disse ela acanhada, gritando por dentro. Providências tomadas e, dois meses depois, aqui está ela na estação. Será que fez a escolha certa? Depois que pegar o trem não haverá mais retorno. Claro que poderá visitar os pais, mas sua vida já estará marcada. O sonho já será real.
Por um momento, vê-se criança, caem lágrimas dos olhos. Sente medo e vontade de correr para o pai dizendo que enganou-se, que desiste. Mas o choro aumenta se pensa em ficar. Sua mãe a abraça e diz que tudo ficará bem. Ela sabe que sim, mas chora... Um choro de transformação, um choro de alívio por algo que passou, um choro de esperança pelo que virá. O último choro de criança.
Nesse momento, entre lágrimas, abraços e poucas palavras ouve-se o ruído distante do trem. "Ele está chegando", ela diz, com um sorriso a iluminar seu rosto.

14 de agosto de 2009

Semente

- O que você vê?
- Uma semente. Pequena, escura, na palma da sua mão... É uma semente.
- Pense bem... Não vê nada mais?
- É uma semente né?
- Sim, mas não tem nada além disso?
- Claro que não! O que mais há para ver? Você está segurando uma semente na sua mão.
- Está bem (suspiro). Vou ter que te mostrar. Olhe bem para a semente.
- E? O que tem?
- Não é o que tem que importa, mas o que é.
- Quê?
- Você vê uma semente, certo?
- (Suspiro) Sim.
- Eu não. Agora feche os olhos e me ouça.
- Tá...
- O que tenho na minha mão é, na verdade, um pomar. Ou uma floresta, quem sabe... Imagine... Uma floresta com muitas árvores, onde animais vêm habitar, vêm se proteger, onde há frutos de vários tipos que servem de alimento para eles... Imagine que beleza!
- Eu acho que você tá viajando... É só uma semente. Ela pode não dar certo, não crescer, ou ser cortada, ou... Ah! Sei lá.
- Você vê fatos, eu vejo o potencial. Você vê uma semente, eu vejo uma floresta.

25 de junho de 2009

Ideologia

Busquei por muitos meios uma ideologia.
Procurei heróis em quem confiasse, mas homens falham, têm medo.
Conheci outras ideias, pensamentos, conceitos, mas eram sem sentido, sem vida.

Fiquei por um tempo sem norte.
Te via de longe, mas não compreendia como te encontrar realmente em meio a tantas palavras, na minha interna confusão de ideias.
Era necessário quebrar barreiras.

- Quebre as barreiras! - eu gritei.
- Eu te amo! Eu amo... - e as barreiras caíram.
Entendi.

Então corri, te abracei e descobri que não há nada maior.
Tu és o Eu Sou, que vê além, que tudo sabe, que se importa comigo, que ama.
Mais que um herói, um amigo.

Me ensinaste a tua ideologia, me deste o teu sonho.
Amor.

24 de junho de 2009

Uma família, um país, pessoas**

Eu estava sozinha sentada em um banco com o livro aberto em meu colo quando dei-me conta do que havia acabado de ler. Voltei algumas linhas e rê-li: “Estar sozinha é uma idéia desconhecida para Leila. Ela nunca, em nenhum lugar, esteve sozinha. Nunca ficou sozinha no apartamento, nunca foi sozinha a lugar algum, nunca foi deixada sozinha em lugar algum, nunca dormiu sozinha. Todas as noites dorme no tapete ao lado da mãe. Leila não sabe o que é estar só e nem sente falta disso”. Percebi o quão distante era a minha realidade da dessa moça afegã apenas um ano mais velha do que eu.
Os maiores choques de realidade ocorrem quando algo básico para um não é normal para outro, como ficar só em alguns momentos, por exemplo. No livro O livreiro de Cabul, de Asne Seierstad, esses choques ocorrem a todo instante. A cada página virada, descobrem-se extremas diferenças entre a nossa sociedade e a afegã. A educação, a submissão feminina e sua posição na sociedade, os rituais religiosos, os relacionamentos, o casamento, a liberdade de expressão e até mesmo os hábitos de higiene no Afeganistão impressionam o leitor ocidental. Durante a leitura, confesso que algumas vezes fiquei com raiva diante das injustiças cometidas com mulheres e jovens – baseadas em meus conceitos de justiça, claro.
O livro, lançado em 2006 no Brasil pela editora Record, foi escrito com base nos três meses em que a escritora e também jornalista norueguesa viveu na casa de uma família afegã, na primavera de 2002. Ao cobrir a guerra contra o Talibã no Afeganistão logo após o 11 de setembro, Seierstad conheceu Sultan Khan (nome fictício), dono de várias livrarias em Cabul. Por interessar-se pela história e modo de vida da família Khan, a jornalista foi recebida em sua casa a fim de escrever um livro. Por ser ocidental, a autora diz que era considerada um “ser bissexuado” que podia conviver e conversar com mulheres e homens, ou seja, sem a comum distância e separação mantida na cultura afegã. Lá ela vivenciou e descobriu várias situações que são descritas no livro com um misto de narrativa lírica e reportagem e que revelam a realidade de uma cultura que existe paralelamente à guerra, de uma face do país muitas vezes não mostrada aos ocidentais.
Sultan Khan é um homem culto, bem informado, que gosta da poesia e da história do Afeganistão. Passou por tortura e muitos de seus livros foram queimados na invasão soviética e no período do Talibã. Khan mantém diante da sua família a posição de superioridade conferida ao primogênito e ao marido, obrigando os filhos a trabalharem nas livrarias e não os deixando estudar, tratando a irmã mais nova como empregada, dando mais privilégios à segunda esposa, negociando o casamento das irmãs. Todas essas histórias são contadas como crônicas da vida afegã sob o olhar ocidental da autora norueguesa. Em nem todos os relatos Khan é o centro dos acontecimentos, pelo contrário, o destaque do livro são as mulheres. Mesmo assim, o título do livro nos remete ao livreiro, e assim é a família Khan. Mesmo com as duas esposas, os cinco filhos, a mãe, as irmãs e o irmão que moram no apartamento de quatro quartos de Sultan, ele permanece como a autoridade, o nome sobre todos na família. Sua palavra é lei.
De um modo mais amplo, Asne Seierstad retrata algo além das particularidades de uma família, ela retrata o Afeganistão, país afetado por constantes guerras, desde a saída dos britânicos e da invasão soviética até a interversão americana contra o Talibã e as conseqüentes lutas internas pela afirmação de um governo. É fundamentado no islamismo e, mesmo não estando mais sob o controle Talibã, mantém alguns costumes impostos pelos antigos governantes, como o uso da burca – traje também adotado pela autora para fazer-se “invisível” em Cabul.
Apesar de algumas dúvidas quanto à veracidade dos fatos relatados – alguns críticos supõem a invenção das histórias ou, pelo menos, de parte delas –, O livreiro de Cabul acrescenta aos ocidentais uma nova visão sobre a sociedade afegã, pois mostra que, além das guerras, das proibições, dos rituais islâmicos e dos casamentos arranjados, há uma senhora obesa que esconde tâmaras sob o tapete e as come escondida, há um jovem que odeia ser afegão, fuma e pensa muito em garotas, há uma adolescente assustada que vai casar-se com um homem de cinqüenta anos, há uma professora de biologia que viveu um grande amor e que foi proibida de trabalhar pelo governo. Atrás da cultura, há pessoas que, assim como todas as outras, sejam orientais ou ocidentais, sentem, pensam, sonham e vivem da sua maneira, ou da maneira que foram ensinadas a viver.





** Eu realmente não espero que alguém leia isso além do meu professor. Fiz para a cadeira de Ética em Comunicação e queria colocar em algum lugar...

8 de junho de 2009

Há um ano atrás

Há um ano atrás eu tinha acabado de ir ao Cirque de Soleil, presente que ganhei da minha tia. Lembro que saí mais cedo do cursinho, perdi, assim, dois períodos da minha "amada" Matemática, com um dos professores mais legais do curso. Lembro que pensei: "E se hoje, justamente hoje, o Mauro dá A matéria que vai me fazer ir bem na prova de Matemática? Azar... Pelo Cirque vale a pena." E valeu. E acho que a matéria dada no dia não foi tão importante. Acho que foi geometria plana, se é que eu sei ainda o que é isso, já que a parte mais exata do meu cérebro está atrofiando.
Há um ano atrás, como já disse eu estava fazendo cursinho e pensando que se eu não entendesse (lê-se: decorasse) Movimento Retilíneo Uniforme Variado, Ligações Químicas e Progressão Geométrica eu era uma ameba e iria rodar no vestibular. Não entendi, não decorei. Passei.
Há um ano atrás eu estudava História loucamente, visto ser minha matéria preferida e a que mais valia pra mim no vestibular. Fiz TODOS os exercícios de TODOS os livros do História do cursinho. Por esse motivo, achava que essa seria minha melhor prova, que com certeza faria mais de 20 questões das 25 do vestibular. Fiz 15. E quase passei toda a tarde chorando depois, achando que minha aprovação estava comprometida.
Há um ano atrás me sentia mal quando não conseguia entregar uma redação, afinal era difícil conciliar colégio e cursinho. Nos simulados, nunca ia muito bem apesar de todo o esforço. Notas sempre entre 66, 69. Fiz 80. E ainda vou escrever muito na vida.
Há um ano atrás tanto na escola quanto no cursinho houve milhares que aulas temáticas, palestras e abordagens do ano de 1968. Ditadura militar, AI-5, hippies nos EUA, maio parisiense, morte de Luther King... Ainda sei tudo. Já que todos esses fatos comemoravam 40 anos, era certo que ia cair na prova da UFRGS. Não caiu 68, nem mesmo Ditadura Militar.
Há um ano atrás, apesar de estar estudando para isso, não me imaginava um ano depois, fazendo artigos, seminários, relatórios, análises, resenhas, leituras, provas em uma universidade. Vislumbrava o futuro até o dia do vestibular, a partir dali tudo ainda estava embaçado. Entreguei meu primeiro artigo hoje, tenho milhares de xerox e um livro pra ler, quarta tenho que entregar um relatório, semana que vem tenho mais duas provas... e por aí vai.

Realidade: nunca podemos saber o que acontecerá em um ano da nossa vida. Tudo muda. Ele direciona. Eu faço minha parte e confio.

22 de maio de 2009

Criança

12 de outubro de 1998, 7 anos.
Querido Diário! Hoje foi um dia muito legal, porque é o dia das crianças!!! Também é feriado. Minha mãe disse que o feriado é por causa de uma santa, mas pra mim é porque é dia das crianças. De manhã minha mãe me deu a Barbie Rapunzel que eu queria. Ela é muito linda! No almoço teve batata frita e de sobremesa sorvete de chocolate. De tarde e tia Ana veio aqui com a Gabi, que é minha prima. Daí ela me pegou pra gente ir na Redenção e no parque. Me diverti muito! Minha vó também me deu um presente. Ela me deu o cd novo da Sandy que eu queria. Foi o melhor dia das crianças de minha vida toda!!!!!
Até amanhã!

12 de outubro de 2006, 15 anos.
Dia perfeito! Ou pelo menos o final... De manhã, a mãe veio com os papos de "dia das crianças". Será que ela não percebe que eu não sou mais criança? Dã. Ela ainda me deu dinheiro, disse que achava melhor que eu escolhesse o meu presente... De qualquer modo, saí com as gurias de tarde e depois fomos pra casa do Júlio. Acabei ficando por lá, claro. Certamente, o melhor "dia das crianças", nem tão criança.

12 de outubro de 2007, 16 anos.
Acordar com alguém chorando nem sempre é bom, a não ser quando é ela. Hoje ainda mais. E pensar que há um ano atrás eu jamais imaginaria isso. Tantos problemas, tantas lágrimas, rejeição, abandono... Mas eu jamais a abandonaria, jamais a mataria, nem adiantaria ele implorar mais! Mesmo tão pequena já ganhou tantos presentes! Só a minha mãe deu uns quantos! De repente, voltei a ter que comemorar dia das crianças, hoje é o primeiro dela. Pelo menos ainda não está pedindo Barbie. Hoje não sou mais eu que ganho presentes... só em maio.

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Tema para o Clube da Escrita: o melhor dia das crianças da minha vida

15 de maio de 2009

Oi, tem moeda?

Vermelho.
Tem moeda? Tá. Tem moeda? Brigado. Tem moeda? Tem moeda?
Verde.
Cinco moeda. A mãe me manda pegá bastante, mas me dá uma coisa. Eu disse pra ela. Ela disse pra eu pará de sê esvergonhada. Acho que é isso. Eu nem sei falá direito. Esses dias vi um cara que pedia que nem eu, só que ele não tinha uma perna, e ele tava segurando um papel com umas coisa escrita. Daí ele nem falava, só levantava o papel. Ia sê mais fácil assim. Não gosto de falá, me dá uma coisa na barriga, um nervoso. A Júlia sempre consegue mais. Ela faz mais cara de triste, fala meio chorando. Às vezes consegue até dinheiro de papel.
Vermelho.
Oi, tio, tem moeda? Brigada. Moeda? Tem uma moeda? Aham. É. Tá, pode sê um pão. Tá. Brigada. Tem moeda?
Verde.
Gosto quando dão comida. Quase nem como aqui. Não posso gastar as moeda, é tudo pro pai da Júlia. A Júlia é minha irmã. Mas o pai da Júlia não é meu pai. A mãe é mãe das duas. O meu pai eu não sei. A mãe nem fala dele. O ruim é que quando dão pão, não dão moeda junto. Tem gente que não gosta de dá moeda, eles diz: não vô te dá pra ti ficá se drogando! Mas eu nem sei. Sempre dei moeda pra mãe. Uma vez só gastei num chocolate. Daí a Júlia contou e eu apanhei do pai dela. Aquele idiota... Eu queria usá um papel que nem o cara sem perna que eu vi. Só que nem tenho papel, nem coisa de escrevê e nem sei escrevê. Nem a Júlia. Senão ela fazia pra mim.
Vermelho.
Oi, tem moeda? Oi, tem moeda? Brigada. Tem moeda? É pra comprá leite e comida. Brigada. Tem moeda? Então, me dá uma bolacha? Brigada.
Verde.
Acho que vô pedi pra Ana fazê o papel. Ela já foi na escola. Acho que não vai mais, mas deve sabê as letra. Ah! Tem também aquela moça, a Lisa, que mora ali na rua. Só que eu nunca vejo ela... Ela dá aula numa escola e tem aula de noite. Diz que ela faz faculdade, que vai sê rica um dia. Eu que tinha que sê rica. Mas parece que pra sê rica tem que fazê faculdade. Eu nem sei... Só queria escrevê num papel pra não precisá ficá falando. Quem sabe eu tenho que pará de sê esvergonhada mesmo...
Vermelho.
Oi, tem moeda?

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Texto para o Clube da Escrita.
Tema: Sobre o que nunca vou escrever

Tear Down the Walls

Tear down the walls.
See the world.
Is there something we have missed?
Turn from ourselves.
Look beyond.
There is so much more than this.
And I don’t need to see it to believe it.
I don’t need to see it to believe.
Cause I can’t shake this fire deep inside my heart.
Look to the skies.
Hope arise.
See His majesty revealed.
More than this life.
There is love.
There is hope and this is real.
And I don’t need to see it to believe it.
I don’t need to see it to believe.
Cause I can’t shake this fire burning deep inside my heart.
This life is Yours.
Hope is rising as Your glory floods our hearts.
Let Love tear down these walls.
That all creation would come back to You.
It’s all for you.
Your Name is glorious, glorious.
Your Love is changing us, calling us.
To worship in spirit and in truth.
As all creation returns to You.
Oh or all Your sons and daughters.
Who are walking in the darkness.
You are calling us to lead them back to You.
We will see Your spirit rising.
As the lost come out of hiding.
Every heart will see this hope we have in You.
For Your Name is glorious, glorious.
Your Love is changing us, calling us.
To worship in spirit and in truth.
As all creation returns to You.

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Desculpem por mais uma música, mas não deu pra ficar indiferente.
Novo CD do Hillsong United
A_Cross // the_EARTH: Tear Down the Walls

6 de maio de 2009

O Tapeceiro

Tapeceiro, grande artista,
Vai fazendo seu trabalho
Incansável, paciente no seu tear
Tapeceiro, não se engana
Sabe o fim desde o começo,
Traça voltas, mil desvios sem perder o fio

Minha vida é obra de tapeçaria,
É tecida de cores alegres e vivas,
Que fazem contraste no meio das cores
Nubladas e tristes
Se você olha do avesso,
Nem imagina o desfecho
No fim das contas, tudo se explica,
Tudo se encaixa, tudo coopera pro meu bem

Quando se vê pelo lado certo,
Muda-se logo a expressão do rosto,
Obra de arte pra Honra e Glória do Tapeceiro
Quando se vê pelo lado certo,
Todas as cores da minha vida
Dignificam a Jesus Cristo, o Tapeceiro

Música de João Alexandre

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Como não poderia deixar de ser... estou fascinada com as músicas do João Alexandre.

5 de maio de 2009

Novo sonho


- Como posso sentir-me só contigo ao meu lado? - era o que Débora perguntava ao seu Amigo quase todos os dias.
- Sei que tu me guias, tu me amas, tu me ajudas em tudo. Estás sempre comigo. Mas, ultimamente, tenho sentido que falta algo.
Ele sempre mantinha-se em silêncio, mas naquela noite resolveu falar.
- Tenha paciência - disse o Amigo - Há um outro pedaço de vida que ainda não conheces. Há muito mais surpresas no teu caminho.
- Como faço para encontrar essa outra parte, então?
- Não sonhe mais só com você, veja além e descanse, nessa noite te darei um novo sonho.

Naquela noite, Débora sonhou um novo sonho: dois caminhos se encontravam de maneira inesperada e deixavam de ser dois para serem apenas um maior e mais belo.