Meio sem tempo pra postar... final de semestre é assim mesmo.
Deixo, então, um vídeo com a minha "música do momento"... Fiz uma dança solo com ela esses tempos e cada vez que ouço é uma nova descoberta de mim mesma, do que Deus tem pra mim.
11 de novembro de 2009
22 de outubro de 2009
Fotografia

"De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório. Nós, fotógrafos, lidamos com coisas que estão continuamente desaparecendo e, uma vez desaparecidas, não há mecanismo no mundo capaz de fazê-Ias voltar outra vez. Não podemos revelar ou copiar uma memória."
Henri Cartier-Bresson
7 de outubro de 2009
Grito forte destoando do zumbido irritante
Cansei de pré-requisitos
Cansei dos meus limites
Cansei das regras de ortografia
Cansei de teorias não postas em prática
Cansei de conceitos estabelecidos
Cansei de tentar agradar
Cansei das expectativas
Cansei de apenas ouvir
Cansei de apenas saber
Cansei da indiferença
Cansei da falta de sentido
Cansei da monotonia
Cansei de mim...
Agora é tudo posto pra fora. Grito forte destoando do zumbido irritante.
Não apenas um fósforo aceso cuja chama dura poucos segundos, mas uma fogueira em chamas, sendo constantemente abastecida de madeira e álcool. Não apenas palavras escritas em livros que nos levam a pensar no porquê de tudo, mas atitudes que mudem um pouco do todo e que talvez nem apareçam nos livros futuros. Chega dessas realidades imaginadas que duram poucas horas e nos deixam encantados com um mundo irreal de personagens inexistentes. Quero a loucura da realidade, a fraqueza e as diferenças das pessoas que clamam pela razão e que buscam o sentido da vida.
Supérfulos e vaidades cegam a juventude alienada, que acredita que, pelo fato de ter condições de ver filmes europeus e debater a política nacional, pode ser considerada sábia, um exemplo a ser seguido. Pois agora eu vejo! Mesmo que não totalmente, mesmo que ainda um pouco embaçado, eu vejo. E o verdadeiro exemplo não está nos teóricos nem nos inteligentes, que apenas conseguem escrever e falar, mas nada fazem para mudar realidades. O exemplo está em quem vive, pratica, demonstra o amor.
Música:
Aprender (Tanlan)
Cansei dos meus limites
Cansei das regras de ortografia
Cansei de teorias não postas em prática
Cansei de conceitos estabelecidos
Cansei de tentar agradar
Cansei das expectativas
Cansei de apenas ouvir
Cansei de apenas saber
Cansei da indiferença
Cansei da falta de sentido
Cansei da monotonia
Cansei de mim...
Agora é tudo posto pra fora. Grito forte destoando do zumbido irritante.
Não apenas um fósforo aceso cuja chama dura poucos segundos, mas uma fogueira em chamas, sendo constantemente abastecida de madeira e álcool. Não apenas palavras escritas em livros que nos levam a pensar no porquê de tudo, mas atitudes que mudem um pouco do todo e que talvez nem apareçam nos livros futuros. Chega dessas realidades imaginadas que duram poucas horas e nos deixam encantados com um mundo irreal de personagens inexistentes. Quero a loucura da realidade, a fraqueza e as diferenças das pessoas que clamam pela razão e que buscam o sentido da vida.
Supérfulos e vaidades cegam a juventude alienada, que acredita que, pelo fato de ter condições de ver filmes europeus e debater a política nacional, pode ser considerada sábia, um exemplo a ser seguido. Pois agora eu vejo! Mesmo que não totalmente, mesmo que ainda um pouco embaçado, eu vejo. E o verdadeiro exemplo não está nos teóricos nem nos inteligentes, que apenas conseguem escrever e falar, mas nada fazem para mudar realidades. O exemplo está em quem vive, pratica, demonstra o amor.
Música:
Aprender (Tanlan)
Coloque a culpa na história
Nos erros que o passado cometeu
Coloque a culpa nos reis de agora
Nos erros que o passado cometeu
Coloque a culpa nos reis de agora
Coloque a culpa no estado
Ou mesmo em tudo que é religião
Coloque a culpa no caos do acaso
Ou mesmo em tudo que é religião
Coloque a culpa no caos do acaso
Tanta gente já morreu
Sem nunca viver
E a razão já se perdeu
Sem nunca saber
Quando vamos aceitar
Todos temos tanto pra melhorar
Quando vamos entender
Antes de mudar
Temos que aprender
Alguém me mostre um alívio
Vivemos numa grande confusão
Como acabar com um problema antigo?
Não sabemos nem viver
Nada é o que parece ser
Não sabemos nem porque
Matar ou morrrer
Quando vamos aceitar
Todos temos tanto pra melhorar
Quando vamos entender
Antes de mudar
Temos que aprender a amar
Sem nunca viver
E a razão já se perdeu
Sem nunca saber
Quando vamos aceitar
Todos temos tanto pra melhorar
Quando vamos entender
Antes de mudar
Temos que aprender
Alguém me mostre um alívio
Vivemos numa grande confusão
Como acabar com um problema antigo?
Não sabemos nem viver
Nada é o que parece ser
Não sabemos nem porque
Matar ou morrrer
Quando vamos aceitar
Todos temos tanto pra melhorar
Quando vamos entender
Antes de mudar
Temos que aprender a amar
5 de setembro de 2009
Esperança cor-de-rosa
Fazer tudo sem pressa
Tempo pra respirar
Hoje eu vou olhar as flores
Parar nas vitrines
Sair por aí a cantar
Hoje não é nenhum dia de festa
Não tem sol na rua
Nem lágrima caiu
Hoje pode dar tudo errado
É quase primavera
No horizonte esperança surgiu
Esperança de uma vida diferente
Esperança de um sonho eterno
Esperança da flor que desabrocha
Esperança, esperança cor-de-rosa
21 de agosto de 2009
Na estação
Mais uma vez ela ajeita o cabelo. O vento está bagunçando seus cachos perfeitamente presos com um laço de fita azul, do mesmo tom do vestido que escolheu justamente para esse dia. Será que vai demorar muito? Mais uma vez senta-se no banco comprido, onde está sua família e sua pequena mala. É uma pena mamãe não tê-la deixado levar muitas coisas... "Apenas o essencial", repetia a mãe enquanto ela escolhia o que levaria consigo. Mas era tão difícil... Tudo naquele quarto possuía uma lembrança impregnada, muitas que só ela conhecia. Aquela colcha rendada e cor-de-rosa feita pela avó que havia ganhado no aniversário de 7 anos. Aquele livro pequeno cheio de gravuras de coelhos, seu primeiro livro, trazido pelo pai em uma de suas viagens. Aqueles sapatos velhos que usara para passear na primeira vez que fora na cidade grande. Agora havia ganhado sapatos novos, e, obediente, deixou-os em seu quarto de menina junto com suas bonecas, com as cartas de suas amigas, com os porta-retratos com fotos da família, com os livros que enchiam as tardes chuvosas de aventura. Claro que não pode resistir e colocou um livro na mala... Afinal de contas, o que iria fazer durante toda a viagem sem seu livro favorito, sem as palavras que a fizeram sonhar?
Olha para seus pais, apreensivos, sentados ao seu lado no banco. Estariam preocupados com a demora do trem ou com o fato de sua única filha mulher partir nessa tarde? Os conhecia bem. Se perguntasse diriam o primeiro motivo, querendo esconder o segundo. Nos últimos meses sentia que seu tempo ali naquela cidade interiorana estava acabando. Era preciso partir, era preciso mudar, era preciso trazer à tona seus sonhos. Sonhos inventados pelas páginas dos livros, sonhos gravados em páginas de diários escondidos no armário.
Lembra-se bem da manhã em que decidiu falar com o pai sobre a viagem. Lembra-se bem das suas palavras naquele dia. "Se este é o seu sonho, vá em frente", ele disse depois de um discurso envergonhado da filha. "Sim...", disse ela acanhada, gritando por dentro. Providências tomadas e, dois meses depois, aqui está ela na estação. Será que fez a escolha certa? Depois que pegar o trem não haverá mais retorno. Claro que poderá visitar os pais, mas sua vida já estará marcada. O sonho já será real.
Por um momento, vê-se criança, caem lágrimas dos olhos. Sente medo e vontade de correr para o pai dizendo que enganou-se, que desiste. Mas o choro aumenta se pensa em ficar. Sua mãe a abraça e diz que tudo ficará bem. Ela sabe que sim, mas chora... Um choro de transformação, um choro de alívio por algo que passou, um choro de esperança pelo que virá. O último choro de criança.
Nesse momento, entre lágrimas, abraços e poucas palavras ouve-se o ruído distante do trem. "Ele está chegando", ela diz, com um sorriso a iluminar seu rosto.
Olha para seus pais, apreensivos, sentados ao seu lado no banco. Estariam preocupados com a demora do trem ou com o fato de sua única filha mulher partir nessa tarde? Os conhecia bem. Se perguntasse diriam o primeiro motivo, querendo esconder o segundo. Nos últimos meses sentia que seu tempo ali naquela cidade interiorana estava acabando. Era preciso partir, era preciso mudar, era preciso trazer à tona seus sonhos. Sonhos inventados pelas páginas dos livros, sonhos gravados em páginas de diários escondidos no armário.
Lembra-se bem da manhã em que decidiu falar com o pai sobre a viagem. Lembra-se bem das suas palavras naquele dia. "Se este é o seu sonho, vá em frente", ele disse depois de um discurso envergonhado da filha. "Sim...", disse ela acanhada, gritando por dentro. Providências tomadas e, dois meses depois, aqui está ela na estação. Será que fez a escolha certa? Depois que pegar o trem não haverá mais retorno. Claro que poderá visitar os pais, mas sua vida já estará marcada. O sonho já será real.
Por um momento, vê-se criança, caem lágrimas dos olhos. Sente medo e vontade de correr para o pai dizendo que enganou-se, que desiste. Mas o choro aumenta se pensa em ficar. Sua mãe a abraça e diz que tudo ficará bem. Ela sabe que sim, mas chora... Um choro de transformação, um choro de alívio por algo que passou, um choro de esperança pelo que virá. O último choro de criança.
Nesse momento, entre lágrimas, abraços e poucas palavras ouve-se o ruído distante do trem. "Ele está chegando", ela diz, com um sorriso a iluminar seu rosto.
14 de agosto de 2009
Semente
- O que você vê?
- Uma semente. Pequena, escura, na palma da sua mão... É uma semente.
- Pense bem... Não vê nada mais?
- É uma semente né?
- Sim, mas não tem nada além disso?
- Claro que não! O que mais há para ver? Você está segurando uma semente na sua mão.
- Está bem (suspiro). Vou ter que te mostrar. Olhe bem para a semente.
- E? O que tem?
- Não é o que tem que importa, mas o que é.
- Quê?
- Você vê uma semente, certo?
- (Suspiro) Sim.
- Eu não. Agora feche os olhos e me ouça.
- Tá...
- O que tenho na minha mão é, na verdade, um pomar. Ou uma floresta, quem sabe... Imagine... Uma floresta com muitas árvores, onde animais vêm habitar, vêm se proteger, onde há frutos de vários tipos que servem de alimento para eles... Imagine que beleza!
- Eu acho que você tá viajando... É só uma semente. Ela pode não dar certo, não crescer, ou ser cortada, ou... Ah! Sei lá.
- Você vê fatos, eu vejo o potencial. Você vê uma semente, eu vejo uma floresta.
- Uma semente. Pequena, escura, na palma da sua mão... É uma semente.
- Pense bem... Não vê nada mais?
- É uma semente né?
- Sim, mas não tem nada além disso?
- Claro que não! O que mais há para ver? Você está segurando uma semente na sua mão.
- Está bem (suspiro). Vou ter que te mostrar. Olhe bem para a semente.
- E? O que tem?
- Não é o que tem que importa, mas o que é.
- Quê?
- Você vê uma semente, certo?
- (Suspiro) Sim.
- Eu não. Agora feche os olhos e me ouça.
- Tá...
- O que tenho na minha mão é, na verdade, um pomar. Ou uma floresta, quem sabe... Imagine... Uma floresta com muitas árvores, onde animais vêm habitar, vêm se proteger, onde há frutos de vários tipos que servem de alimento para eles... Imagine que beleza!
- Eu acho que você tá viajando... É só uma semente. Ela pode não dar certo, não crescer, ou ser cortada, ou... Ah! Sei lá.
- Você vê fatos, eu vejo o potencial. Você vê uma semente, eu vejo uma floresta.
25 de junho de 2009
Ideologia
Busquei por muitos meios uma ideologia.
Procurei heróis em quem confiasse, mas homens falham, têm medo.
Conheci outras ideias, pensamentos, conceitos, mas eram sem sentido, sem vida.
Fiquei por um tempo sem norte.
Te via de longe, mas não compreendia como te encontrar realmente em meio a tantas palavras, na minha interna confusão de ideias.
Era necessário quebrar barreiras.
- Quebre as barreiras! - eu gritei.
- Eu te amo! Eu amo... - e as barreiras caíram.
Entendi.
Então corri, te abracei e descobri que não há nada maior.
Tu és o Eu Sou, que vê além, que tudo sabe, que se importa comigo, que ama.
Mais que um herói, um amigo.
Me ensinaste a tua ideologia, me deste o teu sonho.
Amor.
24 de junho de 2009
Uma família, um país, pessoas**
Eu estava sozinha sentada em um banco com o livro aberto em meu colo quando dei-me conta do que havia acabado de ler. Voltei algumas linhas e rê-li: “Estar sozinha é uma idéia desconhecida para Leila. Ela nunca, em nenhum lugar, esteve sozinha. Nunca ficou sozinha no apartamento, nunca foi sozinha a lugar algum, nunca foi deixada sozinha em lugar algum, nunca dormiu sozinha. Todas as noites dorme no tapete ao lado da mãe. Leila não sabe o que é estar só e nem sente falta disso”. Percebi o quão distante era a minha realidade da dessa moça afegã apenas um ano mais velha do que eu.Os maiores choques de realidade ocorrem quando algo básico para um não é normal para outro, como ficar só em alguns momentos, por exemplo. No livro O livreiro de Cabul, de Asne Seierstad, esses choques ocorrem a todo instante. A cada página virada, descobrem-se extremas diferenças entre a nossa sociedade e a afegã. A educação, a submissão feminina e sua posição na sociedade, os rituais religiosos, os relacionamentos, o casamento, a liberdade de expressão e até mesmo os hábitos de higiene no Afeganistão impressionam o leitor ocidental. Durante a leitura, confesso que algumas vezes fiquei com raiva diante das injustiças cometidas com mulheres e jovens – baseadas em meus conceitos de justiça, claro.
O livro, lançado em 2006 no Brasil pela editora Record, foi escrito com base nos três meses em que a escritora e também jornalista norueguesa viveu na casa de uma família afegã, na primavera de 2002. Ao cobrir a guerra contra o Talibã no Afeganistão logo após o 11 de setembro, Seierstad conheceu Sultan Khan (nome fictício), dono de várias livrarias em Cabul. Por interessar-se pela história e modo de vida da família Khan, a jornalista foi recebida em sua casa a fim de escrever um livro. Por ser ocidental, a autora diz que era considerada um “ser bissexuado” que podia conviver e conversar com mulheres e homens, ou seja, sem a comum distância e separação mantida na cultura afegã. Lá ela vivenciou e descobriu várias situações que são descritas no livro com um misto de narrativa lírica e reportagem e que revelam a realidade de uma cultura que existe paralelamente à guerra, de uma face do país muitas vezes não mostrada aos ocidentais.
Sultan Khan é um homem culto, bem informado, que gosta da poesia e da história do Afeganistão. Passou por tortura e muitos de seus livros foram queimados na invasão soviética e no período do Talibã. Khan mantém diante da sua família a posição de superioridade conferida ao primogênito e ao marido, obrigando os filhos a trabalharem nas livrarias e não os deixando estudar, tratando a irmã mais nova como empregada, dando mais privilégios à segunda esposa, negociando o casamento das irmãs. Todas essas histórias são contadas como crônicas da vida afegã sob o olhar ocidental da autora norueguesa. Em nem todos os relatos Khan é o centro dos acontecimentos, pelo contrário, o destaque do livro são as mulheres. Mesmo assim, o título do livro nos remete ao livreiro, e assim é a família Khan. Mesmo com as duas esposas, os cinco filhos, a mãe, as irmãs e o irmão que moram no apartamento de quatro quartos de Sultan, ele permanece como a autoridade, o nome sobre todos na família. Sua palavra é lei.
De um modo mais amplo, Asne Seierstad retrata algo além das particularidades de uma família, ela retrata o Afeganistão, país afetado por constantes guerras, desde a saída dos britânicos e da invasão soviética até a interversão americana contra o Talibã e as conseqüentes lutas internas pela afirmação de um governo. É fundamentado no islamismo e, mesmo não estando mais sob o controle Talibã, mantém alguns costumes impostos pelos antigos governantes, como o uso da burca – traje também adotado pela autora para fazer-se “invisível” em Cabul.
Apesar de algumas dúvidas quanto à veracidade dos fatos relatados – alguns críticos supõem a invenção das histórias ou, pelo menos, de parte delas –, O livreiro de Cabul acrescenta aos ocidentais uma nova visão sobre a sociedade afegã, pois mostra que, além das guerras, das proibições, dos rituais islâmicos e dos casamentos arranjados, há uma senhora obesa que esconde tâmaras sob o tapete e as come escondida, há um jovem que odeia ser afegão, fuma e pensa muito em garotas, há uma adolescente assustada que vai casar-se com um homem de cinqüenta anos, há uma professora de biologia que viveu um grande amor e que foi proibida de trabalhar pelo governo. Atrás da cultura, há pessoas que, assim como todas as outras, sejam orientais ou ocidentais, sentem, pensam, sonham e vivem da sua maneira, ou da maneira que foram ensinadas a viver.
Apesar de algumas dúvidas quanto à veracidade dos fatos relatados – alguns críticos supõem a invenção das histórias ou, pelo menos, de parte delas –, O livreiro de Cabul acrescenta aos ocidentais uma nova visão sobre a sociedade afegã, pois mostra que, além das guerras, das proibições, dos rituais islâmicos e dos casamentos arranjados, há uma senhora obesa que esconde tâmaras sob o tapete e as come escondida, há um jovem que odeia ser afegão, fuma e pensa muito em garotas, há uma adolescente assustada que vai casar-se com um homem de cinqüenta anos, há uma professora de biologia que viveu um grande amor e que foi proibida de trabalhar pelo governo. Atrás da cultura, há pessoas que, assim como todas as outras, sejam orientais ou ocidentais, sentem, pensam, sonham e vivem da sua maneira, ou da maneira que foram ensinadas a viver.
** Eu realmente não espero que alguém leia isso além do meu professor. Fiz para a cadeira de Ética em Comunicação e queria colocar em algum lugar...
8 de junho de 2009
Há um ano atrás
Há um ano atrás eu tinha acabado de ir ao Cirque de Soleil, presente que ganhei da minha tia. Lembro que saí mais cedo do cursinho, perdi, assim, dois períodos da minha "amada" Matemática, com um dos professores mais legais do curso. Lembro que pensei: "E se hoje, justamente hoje, o Mauro dá A matéria que vai me fazer ir bem na prova de Matemática? Azar... Pelo Cirque vale a pena." E valeu. E acho que a matéria dada no dia não foi tão importante. Acho que foi geometria plana, se é que eu sei ainda o que é isso, já que a parte mais exata do meu cérebro está atrofiando.
Há um ano atrás, como já disse eu estava fazendo cursinho e pensando que se eu não entendesse (lê-se: decorasse) Movimento Retilíneo Uniforme Variado, Ligações Químicas e Progressão Geométrica eu era uma ameba e iria rodar no vestibular. Não entendi, não decorei. Passei.
Há um ano atrás eu estudava História loucamente, visto ser minha matéria preferida e a que mais valia pra mim no vestibular. Fiz TODOS os exercícios de TODOS os livros do História do cursinho. Por esse motivo, achava que essa seria minha melhor prova, que com certeza faria mais de 20 questões das 25 do vestibular. Fiz 15. E quase passei toda a tarde chorando depois, achando que minha aprovação estava comprometida.
Há um ano atrás me sentia mal quando não conseguia entregar uma redação, afinal era difícil conciliar colégio e cursinho. Nos simulados, nunca ia muito bem apesar de todo o esforço. Notas sempre entre 66, 69. Fiz 80. E ainda vou escrever muito na vida.
Há um ano atrás tanto na escola quanto no cursinho houve milhares que aulas temáticas, palestras e abordagens do ano de 1968. Ditadura militar, AI-5, hippies nos EUA, maio parisiense, morte de Luther King... Ainda sei tudo. Já que todos esses fatos comemoravam 40 anos, era certo que ia cair na prova da UFRGS. Não caiu 68, nem mesmo Ditadura Militar.
Há um ano atrás, apesar de estar estudando para isso, não me imaginava um ano depois, fazendo artigos, seminários, relatórios, análises, resenhas, leituras, provas em uma universidade. Vislumbrava o futuro até o dia do vestibular, a partir dali tudo ainda estava embaçado. Entreguei meu primeiro artigo hoje, tenho milhares de xerox e um livro pra ler, quarta tenho que entregar um relatório, semana que vem tenho mais duas provas... e por aí vai.
Realidade: nunca podemos saber o que acontecerá em um ano da nossa vida. Tudo muda. Ele direciona. Eu faço minha parte e confio.
Há um ano atrás, como já disse eu estava fazendo cursinho e pensando que se eu não entendesse (lê-se: decorasse) Movimento Retilíneo Uniforme Variado, Ligações Químicas e Progressão Geométrica eu era uma ameba e iria rodar no vestibular. Não entendi, não decorei. Passei.
Há um ano atrás eu estudava História loucamente, visto ser minha matéria preferida e a que mais valia pra mim no vestibular. Fiz TODOS os exercícios de TODOS os livros do História do cursinho. Por esse motivo, achava que essa seria minha melhor prova, que com certeza faria mais de 20 questões das 25 do vestibular. Fiz 15. E quase passei toda a tarde chorando depois, achando que minha aprovação estava comprometida.
Há um ano atrás me sentia mal quando não conseguia entregar uma redação, afinal era difícil conciliar colégio e cursinho. Nos simulados, nunca ia muito bem apesar de todo o esforço. Notas sempre entre 66, 69. Fiz 80. E ainda vou escrever muito na vida.
Há um ano atrás tanto na escola quanto no cursinho houve milhares que aulas temáticas, palestras e abordagens do ano de 1968. Ditadura militar, AI-5, hippies nos EUA, maio parisiense, morte de Luther King... Ainda sei tudo. Já que todos esses fatos comemoravam 40 anos, era certo que ia cair na prova da UFRGS. Não caiu 68, nem mesmo Ditadura Militar.
Há um ano atrás, apesar de estar estudando para isso, não me imaginava um ano depois, fazendo artigos, seminários, relatórios, análises, resenhas, leituras, provas em uma universidade. Vislumbrava o futuro até o dia do vestibular, a partir dali tudo ainda estava embaçado. Entreguei meu primeiro artigo hoje, tenho milhares de xerox e um livro pra ler, quarta tenho que entregar um relatório, semana que vem tenho mais duas provas... e por aí vai.
Realidade: nunca podemos saber o que acontecerá em um ano da nossa vida. Tudo muda. Ele direciona. Eu faço minha parte e confio.
22 de maio de 2009
Criança
12 de outubro de 1998, 7 anos.
Querido Diário! Hoje foi um dia muito legal, porque é o dia das crianças!!! Também é feriado. Minha mãe disse que o feriado é por causa de uma santa, mas pra mim é porque é dia das crianças. De manhã minha mãe me deu a Barbie Rapunzel que eu queria. Ela é muito linda! No almoço teve batata frita e de sobremesa sorvete de chocolate. De tarde e tia Ana veio aqui com a Gabi, que é minha prima. Daí ela me pegou pra gente ir na Redenção e no parque. Me diverti muito! Minha vó também me deu um presente. Ela me deu o cd novo da Sandy que eu queria. Foi o melhor dia das crianças de minha vida toda!!!!!
Até amanhã!

12 de outubro de 2006, 15 anos.
Dia perfeito! Ou pelo menos o final... De manhã, a mãe veio com os papos de "dia das crianças". Será que ela não percebe que eu não sou mais criança? Dã. Ela ainda me deu dinheiro, disse que achava melhor que eu escolhesse o meu presente... De qualquer modo, saí com as gurias de tarde e depois fomos pra casa do Júlio. Acabei ficando por lá, claro. Certamente, o melhor "dia das crianças", nem tão criança.
12 de outubro de 2007, 16 anos.
Acordar com alguém chorando nem sempre é bom, a não ser quando é ela. Hoje ainda mais. E pensar que há um ano atrás eu jamais imaginaria isso. Tantos problemas, tantas lágrimas, rejeição, abandono... Mas eu jamais a abandonaria, jamais a mataria, nem adiantaria ele implorar mais! Mesmo tão pequena já ganhou tantos presentes! Só a minha mãe deu uns quantos! De repente, voltei a ter que comemorar dia das crianças, hoje é o primeiro dela. Pelo menos ainda não está pedindo Barbie. Hoje não sou mais eu que ganho presentes... só em maio.
**************************************
Tema para o Clube da Escrita: o melhor dia das crianças da minha vida
Querido Diário! Hoje foi um dia muito legal, porque é o dia das crianças!!! Também é feriado. Minha mãe disse que o feriado é por causa de uma santa, mas pra mim é porque é dia das crianças. De manhã minha mãe me deu a Barbie Rapunzel que eu queria. Ela é muito linda! No almoço teve batata frita e de sobremesa sorvete de chocolate. De tarde e tia Ana veio aqui com a Gabi, que é minha prima. Daí ela me pegou pra gente ir na Redenção e no parque. Me diverti muito! Minha vó também me deu um presente. Ela me deu o cd novo da Sandy que eu queria. Foi o melhor dia das crianças de minha vida toda!!!!!
Até amanhã!

12 de outubro de 2006, 15 anos.
Dia perfeito! Ou pelo menos o final... De manhã, a mãe veio com os papos de "dia das crianças". Será que ela não percebe que eu não sou mais criança? Dã. Ela ainda me deu dinheiro, disse que achava melhor que eu escolhesse o meu presente... De qualquer modo, saí com as gurias de tarde e depois fomos pra casa do Júlio. Acabei ficando por lá, claro. Certamente, o melhor "dia das crianças", nem tão criança.
12 de outubro de 2007, 16 anos.
Acordar com alguém chorando nem sempre é bom, a não ser quando é ela. Hoje ainda mais. E pensar que há um ano atrás eu jamais imaginaria isso. Tantos problemas, tantas lágrimas, rejeição, abandono... Mas eu jamais a abandonaria, jamais a mataria, nem adiantaria ele implorar mais! Mesmo tão pequena já ganhou tantos presentes! Só a minha mãe deu uns quantos! De repente, voltei a ter que comemorar dia das crianças, hoje é o primeiro dela. Pelo menos ainda não está pedindo Barbie. Hoje não sou mais eu que ganho presentes... só em maio.
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Tema para o Clube da Escrita: o melhor dia das crianças da minha vida
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