Hoje decidi contar uma história diferente. Ela pode parecer um pouco bobinha até. É sobre um menino, chamado Paulo, que não gostava de goiabada. Tudo começou quando Paulo viu um pedaço de goiabada na mesa do café da manhã no sítio de seu avô. Acho aquilo um pouco estranho... Parecia um tijolo vermelho e gosmento. Chegou perto e cutucou o doce com uma colher.
"Ai que nojo! Isso parece horrível!"
Naquele dia ele tomou seu café apenas com um pedaço de bolo de milho, sem provar do tal doce, apesar de toda a família parecer gostar.
"Aposto que todos estão fingindo, só pra agradar a vovó. Isso é gosmento, vermelho e tem um cheiro enjoativo."
Ao voltar pra casa, comentou com seus amigos na escola sobre o doce estranho que tinha visto no sítio. Alguns disseram nunca terem provado, outros afirmavam que era ruim, mas havia alguns que diziam que era muito bom. Enfim, cada um na classe tinha sua opinião sobre a tal goiabada. Paulo ficou intrigado. Como pode alguém gostar de uma coisa molenga que parece um verme?
À tarde, ele foi andar de bicicleta na pracinha perto da sua casa. Chegando lá, encontrou a Ana, uma de suas colegas de classe. Ana estava sentada na grama, na sombra de uma árvore, escrevendo em seu caderno. Ela era uma menina nova na escola, muito quietinha e estava sempre carregando um caderno. Paulo não a conhecia muito bem, mas resolveu conversar com ela, já que não havia encontrado seus amigos.
No meio da conversa, a menina tirou da bolsa um pote, dizendo que estava com fome e que a mãe havia feito seu doce favorito: goiabada. Paulo levantou-se atordoado. Só de pensar na consistência e no cheiro daquilo já ficava irritado.
"Como você consegue comer isso? Parece um verme, uma carne crua... Que nojo!"
Sem ter muita noção do que estava fazendo, Paulo começou a gritar com Ana, pegou o seu caderno e atirou-o longe. Ela, sem entender o porquê daquilo tudo, perguntava ao menino se ele estava bem, se ele era alérgico a goiaba, ou qual era o problema. Paulo saiu correndo e prometeu a si mesmo nunca mais falar com aquela menina estranha.
Alguns dias depois, na escola, Ana tentou conversar com Paulo sobre o que aconteceu, mas só o que conseguiu foi ser ignorada. Mesmo assim, ela não queria deixar a situação daquela maneira.
Naquela tarde, a mãe de Paulo entregou-lhe um pacote bem enfeitado com um cartão.
"Ué... Não é meu aniversário. Pra que isso mãe?"
"Não sei. Deixaram aí pra você", disfarçou a mãe, que já estava sabendo de tudo.
O cartão era de Ana, que pedia desculpas por tê-lo chateado tanto, mas que não entendia o motivo da briga. Além disso, ela dizia que o fato de gostar de goiabada não era motivo suficiente para eles não serem amigos. E, no final, dizia que se ele quisesse, podia experimentar o que estava no pacote e realmente ter uma opinião sobre algo que julgava apenas pela aparência.
Era óbvio o que havia dentro da caixa. Paulo a abriu e desembrulhou uma goiabada grande e bem vermelha. Constrangido com a realidade colocada na carta - de que ele havia julgado sem conhecer -, foi até a cozinha e cortou um pedaço muito fino do doce. Fino, mas suficiente para fazê-lo pegar outro, bem pequeno. Talvez ele não tivesse sentido muito bem o gosto verdadeiro. Depois, ele pegou outro um pouco maior, só para ter certeza. E assim, Paulo comeu quase toda a goiabada numa sentada.
Hoje Paulo é dono de uma indústria de alimentos. Fabrica e vende produtos coloniais: doce de leite, merengue, mel e goiabada, a especialidade da empresa.
24 de março de 2010
23 de março de 2010
Há um lugar
Outro dia eu escrevo.
Para hoje, não há música melhor...
Há um lugar - Heloísa Rosa
Há um lugar de descanso em Ti
Há um lugar de refrigério em Ti
Há um lugar onde a verdade reina, esse lugar é no Senhor
Há um lugar onde as pessoas não me influenciam
Há um lugar onde eu ouço teu Espírito
Há um lugar de vitória em meio à guerra, esse lugar é no Senhor
Esse lugar é no Senhor
Há um lugar onde a inconstância não me domina
Há um lugar onde minha fé é fortalecida
Há um lugar onde a paz é quem governa, esse lugar é no Senhor
Há um lugar onde os sonhos não se abortam
Há um lugar onde o temor não me enrijece
Há um lugar que quando se perde é que se ganha, esse lugar é no Senhor
Jesus!
És tudo o que eu preciso, Jesus!
Eu Te preciso
Para hoje, não há música melhor...
Há um lugar - Heloísa Rosa
Há um lugar de descanso em Ti
Há um lugar de refrigério em Ti
Há um lugar onde a verdade reina, esse lugar é no Senhor
Há um lugar onde as pessoas não me influenciam
Há um lugar onde eu ouço teu Espírito
Há um lugar de vitória em meio à guerra, esse lugar é no Senhor
Esse lugar é no Senhor
Há um lugar onde a inconstância não me domina
Há um lugar onde minha fé é fortalecida
Há um lugar onde a paz é quem governa, esse lugar é no Senhor
Há um lugar onde os sonhos não se abortam
Há um lugar onde o temor não me enrijece
Há um lugar que quando se perde é que se ganha, esse lugar é no Senhor
Jesus!
És tudo o que eu preciso, Jesus!
Eu Te preciso
22 de março de 2010
Eu posso ter balançado com o vento contrário,
Mas as lágrimas tornaram as minhas pernas mais fortes.
E agora eu caminho, quase corro.
19 de março de 2010
Minha teoria verdadeira
Aqui dentro da caverna desfruto da visão parcial de tudo que um dia verei completamente. Meus olhos ficarão pequenos até adaptarem-se à luz, às cores agora tão vivas.
A imagens nessa parede me fazem sonhar com um futuro próximo, o que já não acontece com a maioria. Muitos olham e não entendem, outros ainda desviaram o olhar e passaram a contemplar as paredes vazias, os cantos, o chão e o teto, ignorando as formas, os tons, os movimentos refletidos na parede principal.
Anseio pelo dia que tu me buscará para que eu conheça a fonte dos meus sonhos, das belezes e das ideias. Te verei face a face, transcendendo a vida e a dor, voando na eternidade.
9 de março de 2010
(Não) Dizendo o que sente
Ele a toca no ombro e diz:- Oi...
- Ah! Oi! Nossa, nem tinha te visto chegar.
(É, na verdade eu vi. Desde o momento em que tu entrou por aquela porta segui cada movimento teu pelo canto do olho. Não via a hora de falar contigo, mas tive vergonha de ir lá no meio dos teus amigos. Eu sei, eu tenho que...)
- Tudo bem?
- Aham...
(Bah! É que eu não tenho conseguido dormir direito... Sonho contigo quase todas as noites. Eu nucna lembro dos sonhos, mas acordo com o teu rosto no meu pensamento e não consigo voltar a dormir. Fico imaginando mil maneira de te contar que...)
- Tu vai no aniversário da Ana?
- Vou.
(Claro que vou! Eu estava do lado dela quando ela te ligou pra te convidar e tu confirmou que ia. Eu até tinha aula na faculdade, mas uma falta não faz mal a ninguém... Sabe como é, não posso perder a oportunidade de te veer e talvez eu até consiga te falar que...)
- Tá, então a gente se vê lá sexta-feira.
- Tá, tchau.
(Mas já tem que ir? A gente nem pode conversar direito! Eu tenho tanta coisa pra te falar...)
5 de março de 2010
Figueira
Apesar da resolução ruim, ocasionada pela câmera do meu antigo celular, essa é uma das minhas fotos favoritas dos meus álbuns. Valor sentimental. Essa figueira fica nos fundos da casa da fazenda do meu avô. Fazenda Shalom. Cada vez que a vejo vem à tona incontáveis lembranças de momentos muito felizes da minha infância e até adolescência... Brincadeiras, bagunças, segredos, planos, animais, balanços, churrascos... Momentos compartilhados com pessoas especiais. Família.
Hoje quase não vou para lá, a correria da cidade grande me deixou distante da figueira e dos cavalos. Saudade. Nos momentos de nostalgia, a fazenda é um dos primeiros lugares que me vem à mente... Como era bom correr por aqueles campos sem me preocupar com as coisas!
Até que um dia, com 14 anos, tive que levar um livro da escola para ler na rede - porque depois do feriado iria ter prova! "Dom Casmurro" me marcou muito além de sua história de romance e suposta traição... A partir daí sempre tinha algo para ler quando ia para lá. Já não havia mais correria nos campos, já não encilhava mais meu cavalo e ia ver as vacas e ovelhas pastando. Já estava "muito grande" pra "essas coisas".
Era tempo de crescer, processo lento tem durado mais de quatro anos. Agora, que ele tem chegado ao fim, lembro com saudade de tudo isso e me imagino Peter Pan. Apenas um devaneio que ainda possa ser a menina que sobe em árvore e toma banho de lagoa. A realidade séria, responsável e comprometida deixa o devaneio se perder no sonho. Acordo e sou adulta.
3 de março de 2010
Aula de ballet
Música clássica, alongamento, barras, espelhos,
Relevé, relevé, relevé.
Respiração ritmada, coração acelerado,
Battement, rond de jambe, grand pliés.
Dor nos músculos, pesos, elásticos,
Développé, changements, cambré.
Meia-calça, grampos, sapatilhas,
Pirouette en dehor, grand jetés.
1 de março de 2010
Oi
Palavra única, de duas letras, com entonações e significados variados.
"Estava com saudades."
"O que você está fazendo aqui?"
"Vá embora..."
"Nem sei por onde começar."
"Não quero conversar."
"Não estou legal hoje."
"Quem é você?"
"Você está bem?"
"Precisamos conversar!"
"Eu te amo."
"Tchau!"
Enfim... Pense em quantos exemplos puder.
O que pode haver por trás de um simples "oi"?
"Estava com saudades."
"O que você está fazendo aqui?"
"Vá embora..."
"Nem sei por onde começar."
"Não quero conversar."
"Não estou legal hoje."
"Quem é você?"
"Você está bem?"
"Precisamos conversar!"
"Eu te amo."
"Tchau!"
Enfim... Pense em quantos exemplos puder.
O que pode haver por trás de um simples "oi"?
28 de fevereiro de 2010
Medo do novo
É difícil sair do conforto, é incômodo ser observada. Não gosto que formem ideias falsas sobre mim, por isso, tento não dar motivo a nada. Porém chega uma hora que é preciso se expor, é preciso dar a cara à tapa. E aí vem o medo. Medo de não ser compreendida, medo de fazer algo errado ou precipitado.
Como saber o tempo certo das coisas? Como entender que às vezes vou errar? Como perdoar meus erros antigos? Como não temer o novo, o desconhecido?
Deus.
Em quem minha certeza e confiança devem estar.
Ele me toma pela mão e me guia, pois os Seus olhos veem mais além.
25 de fevereiro de 2010
Aos olhos de Deus
Aos olhos de Deus, a semente é uma floresta e a pedra bruta, um diamante. Foi isso que aprendi por esses dias, foi isso que Gideão, Davi, Moisés e tantos outros aprenderam com suas experiências com Deus.
Gideão era da família mais pobre da tribo de Manassés, ele vivia em Israel em um tempo de opressão por parte do povo midianita. Um dia, durante seu período de trabalho, um anjo apareceu chamando-o de valente e dizendo que Deus iria usá-lo para salvar seu povo das mãos dos midianitas. Justo ele! "Ai, Senhor meu" foi o que ele disse quando soube disso. Apesar das palavras do anjo, Gideão ainda não estava satisfeito, pediu três provas de que Deus realmente queria usá-lo. Ele mesmo não acreditava que seria capaz de tão grande função. Vencer os midianitas sendo o líder do exército?
Para piorar (ou melhorar?) tudo, Deus deixou o exército com apenas 300 homens. Muitos se dispuseram a lutar, mas Deus queria que fosse do seu jeito, queria o sobrenatural. A primeira peneira pela qual os homens passaram foi a do medo. Quem tivesse medo, teria que deixar o exército. Ainda me pergunto como Gideão não foi o primeiro a sair correndo. Talvez nesse ponto da história (depois de três sinais) ele já estivesse convencido que Deus iria agir mesmo. Então, Deus passou a peneira da vigilância ao testá-los na maneira de beber água (Deus ama detalhes e nunca se esquece deles). Assim ficaram 300 homens no exército. 300 homens que teriam que vencer uma multidão incontável como a areia da praia. Isso era o impossível. E o impossível é a matéria-prima para o milagre de Deus. É no impossível que Ele age.
Mas voltando à questão da pedra bruta... Deus provou a Gideão que Ele não o via com os olhos naturais, não o via pequeno e incapaz. Deus o via como um líder, como um homem valente, corajoso! Deus via além das possibilidades, além do que se pode ver.
Às vezes me sinto "a menor da casa de meu pai", a mais fraca, a mais incapaz... Então, Deus me dá uma promessa e diz: "vai nessa tua força". "Ai, Senhor meu", respondo como Gideão. As promessas, os sonhos de Deus parecem tão inatingíveis! O horizonte é tão distante. Então, Ele me dá os olhos da fé e me faz andar sobre as águas. O medo vai embora, já não há limites, eu acredito. Deus me sustenta e me fortalece e eu prossigo para o alvo. Corajosa.
Gideão era da família mais pobre da tribo de Manassés, ele vivia em Israel em um tempo de opressão por parte do povo midianita. Um dia, durante seu período de trabalho, um anjo apareceu chamando-o de valente e dizendo que Deus iria usá-lo para salvar seu povo das mãos dos midianitas. Justo ele! "Ai, Senhor meu" foi o que ele disse quando soube disso. Apesar das palavras do anjo, Gideão ainda não estava satisfeito, pediu três provas de que Deus realmente queria usá-lo. Ele mesmo não acreditava que seria capaz de tão grande função. Vencer os midianitas sendo o líder do exército?
Para piorar (ou melhorar?) tudo, Deus deixou o exército com apenas 300 homens. Muitos se dispuseram a lutar, mas Deus queria que fosse do seu jeito, queria o sobrenatural. A primeira peneira pela qual os homens passaram foi a do medo. Quem tivesse medo, teria que deixar o exército. Ainda me pergunto como Gideão não foi o primeiro a sair correndo. Talvez nesse ponto da história (depois de três sinais) ele já estivesse convencido que Deus iria agir mesmo. Então, Deus passou a peneira da vigilância ao testá-los na maneira de beber água (Deus ama detalhes e nunca se esquece deles). Assim ficaram 300 homens no exército. 300 homens que teriam que vencer uma multidão incontável como a areia da praia. Isso era o impossível. E o impossível é a matéria-prima para o milagre de Deus. É no impossível que Ele age.
Mas voltando à questão da pedra bruta... Deus provou a Gideão que Ele não o via com os olhos naturais, não o via pequeno e incapaz. Deus o via como um líder, como um homem valente, corajoso! Deus via além das possibilidades, além do que se pode ver.
Às vezes me sinto "a menor da casa de meu pai", a mais fraca, a mais incapaz... Então, Deus me dá uma promessa e diz: "vai nessa tua força". "Ai, Senhor meu", respondo como Gideão. As promessas, os sonhos de Deus parecem tão inatingíveis! O horizonte é tão distante. Então, Ele me dá os olhos da fé e me faz andar sobre as águas. O medo vai embora, já não há limites, eu acredito. Deus me sustenta e me fortalece e eu prossigo para o alvo. Corajosa.
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