Aos olhos de Deus, a semente é uma floresta e a pedra bruta, um diamante. Foi isso que aprendi por esses dias, foi isso que Gideão, Davi, Moisés e tantos outros aprenderam com suas experiências com Deus.
Gideão era da família mais pobre da tribo de Manassés, ele vivia em Israel em um tempo de opressão por parte do povo midianita. Um dia, durante seu período de trabalho, um anjo apareceu chamando-o de valente e dizendo que Deus iria usá-lo para salvar seu povo das mãos dos midianitas. Justo ele! "Ai, Senhor meu" foi o que ele disse quando soube disso. Apesar das palavras do anjo, Gideão ainda não estava satisfeito, pediu três provas de que Deus realmente queria usá-lo. Ele mesmo não acreditava que seria capaz de tão grande função. Vencer os midianitas sendo o líder do exército?
Para piorar (ou melhorar?) tudo, Deus deixou o exército com apenas 300 homens. Muitos se dispuseram a lutar, mas Deus queria que fosse do seu jeito, queria o sobrenatural. A primeira peneira pela qual os homens passaram foi a do medo. Quem tivesse medo, teria que deixar o exército. Ainda me pergunto como Gideão não foi o primeiro a sair correndo. Talvez nesse ponto da história (depois de três sinais) ele já estivesse convencido que Deus iria agir mesmo. Então, Deus passou a peneira da vigilância ao testá-los na maneira de beber água (Deus ama detalhes e nunca se esquece deles). Assim ficaram 300 homens no exército. 300 homens que teriam que vencer uma multidão incontável como a areia da praia. Isso era o impossível. E o impossível é a matéria-prima para o milagre de Deus. É no impossível que Ele age.
Mas voltando à questão da pedra bruta... Deus provou a Gideão que Ele não o via com os olhos naturais, não o via pequeno e incapaz. Deus o via como um líder, como um homem valente, corajoso! Deus via além das possibilidades, além do que se pode ver.
Às vezes me sinto "a menor da casa de meu pai", a mais fraca, a mais incapaz... Então, Deus me dá uma promessa e diz: "vai nessa tua força". "Ai, Senhor meu", respondo como Gideão. As promessas, os sonhos de Deus parecem tão inatingíveis! O horizonte é tão distante. Então, Ele me dá os olhos da fé e me faz andar sobre as águas. O medo vai embora, já não há limites, eu acredito. Deus me sustenta e me fortalece e eu prossigo para o alvo. Corajosa.
25 de fevereiro de 2010
24 de fevereiro de 2010
Contentamento descontente
Naquele dia não havia sol, o que ela detestava, e algumas companhias não eram as ideais. A verdade é que, para ela, tudo parecia uma ilusão profunda e perdida, mais um sonho da menina boba e sonhadora demais. Mesmo assim, não negava que alguma coisa havia acontecido naquela tarde.
Talvez o sorriso dele, ou seus olhos, ou algumas palavras... Sabe quando alguma coisa chama atenção e a gente nem sabe o que é? Era disso que ela tinha raiva. Mas não era uma raiva ruim, era uma raiva feliz. Será que isso existe? Ela sempre fora boa com as palavras e agora as perdia, esquecendo seus sentidos, fazendo-se de ridícula na frente de todos.
Talvez isso tudo fosse apenas um rascunho feito à mão de um futuro um romance de capa dura, pois nada parecia estar no seu devido lugar. Talvez, quando ela conseguisse entender o que se passava, essa história pudesse ter uma ordem cronológica dos acontecimentos.
Uns dias se passaram, eles não mais se viram, e lá estava aquela dorzinha. Uma dor diferente, que parecia fazer bem ao mesmo tempo que doia. Mais uns dias e algo parecia querer saltar de dentro dela quando o viu de novo! E pulsava, e gritava! Como ela controlaria tudo isso? Que nome ela poderia dar a essa coisa estranha?
Enquanto não achava a palavra certa, tomou para si uma definição aproximada, criada por um poeta antigo, e que talvez mais se aproximasse dessa loucura: é apenas um "contentamento descontente".
Talvez o sorriso dele, ou seus olhos, ou algumas palavras... Sabe quando alguma coisa chama atenção e a gente nem sabe o que é? Era disso que ela tinha raiva. Mas não era uma raiva ruim, era uma raiva feliz. Será que isso existe? Ela sempre fora boa com as palavras e agora as perdia, esquecendo seus sentidos, fazendo-se de ridícula na frente de todos.
Talvez isso tudo fosse apenas um rascunho feito à mão de um futuro um romance de capa dura, pois nada parecia estar no seu devido lugar. Talvez, quando ela conseguisse entender o que se passava, essa história pudesse ter uma ordem cronológica dos acontecimentos.
Uns dias se passaram, eles não mais se viram, e lá estava aquela dorzinha. Uma dor diferente, que parecia fazer bem ao mesmo tempo que doia. Mais uns dias e algo parecia querer saltar de dentro dela quando o viu de novo! E pulsava, e gritava! Como ela controlaria tudo isso? Que nome ela poderia dar a essa coisa estranha?
Enquanto não achava a palavra certa, tomou para si uma definição aproximada, criada por um poeta antigo, e que talvez mais se aproximasse dessa loucura: é apenas um "contentamento descontente".
23 de fevereiro de 2010
Olhares fugitivos
22 de fevereiro de 2010
Super poderes
Por causa da minha heroína favorita, sempre quis ter o poder que ler pensamentos. Até pintei o cabelo de vermelho como o dela pra ver se conseguia! Imagina! Olhar pra pessoa e saber tudo o que ela está pensando no momento. Nunca seria enganada, passada pra trás, traída. Seria poderosa, bem como a Jean Grey.No entanto, por esses tempos questionei essa convicção de anos. Não porque esse poder perdeu o valor pra mim - mais do que nunca gostaria de tê-lo -, mas porque tive vontade de fazer outra coisa que humanamente não posso: tirar fotos quando bem entendesse sem depender de uma máquina (ou de pilhas!).
Às vezes acontecem momentos inesquecíveis e bem na hora a pilha falha (esqueci de carregar!), ou estou na rua, sem a máquina na bolsa, e vejo algo digno de ser eternizado. Por isso, tenho outro super poder na lista agora: tirar fotos com os olhos. Depois, de alguma maneira, passaria tudo pro computador... Sei lá!
Claro que deste modo eu não sairia em nenhuma foto, mas isso nem sempre é necessário. Eu ficaria feliz em saber que seria eu que teria tirado aquela foto linda daquelas pessoas ou que eu havia chegado no momento exato de bater aquela foto impressionante! Isso seria perfeito. Afinal não é assim que vivem os fotógrafos profissionais?
Não descarto o primeiro super poder. Ler mentes ainda é a minha meta! Mas quando vejo uma paisagem linda sem estar com a minha máquina, o que mais quero são fotos.
21 de fevereiro de 2010
Dia nublado
Débora amava dias de sol. Sempre foram seus favoritos. Sabe aqueles dias ensolarados de primavera com uma brisa leve carregando o perfume das flores que desabrocham? Essa era a ideia de um dia perfeito. Até aquela segunda-feira - a propósito, o dia da semana que mais odiava.
Apesar de ser verão, o dia estava nublado, totalmente cinza, e isso a deixou brava. Justo no verão! Justo quando estava com seus amigos! Lá estava ela reclamando de novo para seu guia e melhor amigo. Por que ela tinha que enfrentar dias assim no verão?
- Tudo coopera para o bem dos que me amam, Débora - foi obviamente sua resposta.
"Mas que frase!!", pensou Débora. "Sempre quando tudo está errado ele solta essa. Às vezes parece brincadeira...". Mas no fundo ela sabia que essa é uma verdade universal e absoluta.
Ela continuou seu caminho, conversando com uma amiga. Quantos amigos havia feito nessa jornada! E melhor do que isso, quantas amizades permaneceram apesar do tempo, do cansaço, das crises...
Ela estava feliz assim. No entanto, lembrava-se de suas últimas conversas com seu Amigo, sobre caminhos que se encontravam, sobre novos sonhos. Estava confiante que aquilo tudo iria acontecer, mas a verdade é que parecia algo muito distante.
Naquela segunda-feira nublada, Débora observou um novo caminho que se aproximava do seu. Não que se cruzassem, estavam próximos apenas. Percebeu que seu Amigo também era o guia dali. Ficou curiosa. Ela bem que poderia encontrar por ali novos amigos, novas flores, até novas cores de lírios - não que os lírios laranjas fossem feios, mas ela sonhava com lírios brancos. Então, olhou para o céu e viu como as nuvens estavam ainda mais escuras. Correu com sua amiga para abrigarem-se sob umas pedras que formavam um tipo de caverna. A chuva forte castigou a terra por um bom tempo. Enquanto estava lá, Débora ficou cuidando se havia alguma movimentação na sua nova descoberta. Curiosa, saiu na chuva e ainda tentou ver mais de perto. Teve medo, podia estar de arriscando muito. Lembrou-se do conselho das pombas, no início de sua jornada, "simples como a pomba, prudente como a serpente". Ficou no limite de seu caminho apenas, procurando alguma coisa nova que fizesse seu coração pulsar mais rápido. A empolgação das novas descobertas sempre a deixam assim.
A chuva aquietou-se, ela também. Por um instante, imaginou-se colhendo lírios brancos no caminho próximo. Coisa de sonhadores... Logo chegou sua amiga, dando risadas.
- Você ficou toda encharcada, Débora! O que queria tanto ver aí?
- Nada, apenas pensei ter visto lírios brancos ali do lado.
- Ora, você e esses lírios brancos! Acalme-se e logo vai achá-los.
Naquela noite, Débora sonhou com suas flores prediletas, plantadas no cruzamento de dois caminhos.
Apesar de ser verão, o dia estava nublado, totalmente cinza, e isso a deixou brava. Justo no verão! Justo quando estava com seus amigos! Lá estava ela reclamando de novo para seu guia e melhor amigo. Por que ela tinha que enfrentar dias assim no verão?
- Tudo coopera para o bem dos que me amam, Débora - foi obviamente sua resposta.
"Mas que frase!!", pensou Débora. "Sempre quando tudo está errado ele solta essa. Às vezes parece brincadeira...". Mas no fundo ela sabia que essa é uma verdade universal e absoluta.
Ela continuou seu caminho, conversando com uma amiga. Quantos amigos havia feito nessa jornada! E melhor do que isso, quantas amizades permaneceram apesar do tempo, do cansaço, das crises...
Ela estava feliz assim. No entanto, lembrava-se de suas últimas conversas com seu Amigo, sobre caminhos que se encontravam, sobre novos sonhos. Estava confiante que aquilo tudo iria acontecer, mas a verdade é que parecia algo muito distante.
Naquela segunda-feira nublada, Débora observou um novo caminho que se aproximava do seu. Não que se cruzassem, estavam próximos apenas. Percebeu que seu Amigo também era o guia dali. Ficou curiosa. Ela bem que poderia encontrar por ali novos amigos, novas flores, até novas cores de lírios - não que os lírios laranjas fossem feios, mas ela sonhava com lírios brancos. Então, olhou para o céu e viu como as nuvens estavam ainda mais escuras. Correu com sua amiga para abrigarem-se sob umas pedras que formavam um tipo de caverna. A chuva forte castigou a terra por um bom tempo. Enquanto estava lá, Débora ficou cuidando se havia alguma movimentação na sua nova descoberta. Curiosa, saiu na chuva e ainda tentou ver mais de perto. Teve medo, podia estar de arriscando muito. Lembrou-se do conselho das pombas, no início de sua jornada, "simples como a pomba, prudente como a serpente". Ficou no limite de seu caminho apenas, procurando alguma coisa nova que fizesse seu coração pulsar mais rápido. A empolgação das novas descobertas sempre a deixam assim.
A chuva aquietou-se, ela também. Por um instante, imaginou-se colhendo lírios brancos no caminho próximo. Coisa de sonhadores... Logo chegou sua amiga, dando risadas.
- Você ficou toda encharcada, Débora! O que queria tanto ver aí?
- Nada, apenas pensei ter visto lírios brancos ali do lado.
- Ora, você e esses lírios brancos! Acalme-se e logo vai achá-los.
Naquela noite, Débora sonhou com suas flores prediletas, plantadas no cruzamento de dois caminhos.
As pedras e o mar
O mar estava quente e transparente, mas inquieto. Um reflexo meu. Mergulhei no mar, mergulhei em mim. Perdi-me nas ondas, nadei nas lembranças que iam e vinham com a mesma força da correnteza.
Voltei para as pedras, cada vez mais geladas. Encontrei uma pedra pequena pelo chão. Escrevi na areia, fiz rabiscos sem forma. O mar apagou tudo. Agora ele também sabe.
Pedras mudas. Mar inquieto. Meus guardadores de segredo em uma tarde nublada.
15 de janeiro de 2010
Remédios não curam isso
Solidão. Me sinto só. Sei que alguns ainda me ligam, alguns ainda pensam em mim. Eles tentam conversar, tentam me entender, mas minha resposta é o silêncio. Silêncio que mascara minha dor, minha vergonha. Silêncio que aquieta o choro e o grito, vontade real da minha alma.Espelhos quebrados. Cacos de vidro pelo chão do quarto. Quebrei-os ao ver os olhos fundos e desesperados na minha frente. Quebrei ao sentir-me marcada, manchada, suja. Espelho quebrado, alma quebrada. Quem há de restaurar esse vaso de barro feito em pedaços?
Palavras. Palavras que falei, que pensei, que deixei morrerem no canto da boca. Palavras que vem ao meu encontro. Acusação. Tentação. Abraço. Palavras de todos os tipos, vindas da boca e do coração daqueles com quem ainda ouso falar. Palavras escritas na minha pele, dizendo quem eu sou, ou quem acham que sou. Reputação ou caráter?
Noite. De noite é pior. Daí ninguém liga, ninguém fala. O silêncio permite que algumas lágrimas escapem, cortantes. Os olhos lutam querendo repousar, mas minha mente não os deixa, funciona, maquina, roda quilômetros de ilusões.
Antes. O antes era belo, era florido, eram nuvens feitas de sonhos. É o passado desencaixado com o presente. Era a princesa. Era a certeza. Era o sorriso. Hoje, a mendiga, a dúvida e o silêncio. Com uma lágrima cortante na madrugada.
Grito. "Socorro!" é meu grito silencioso. Afundo num mar próprio, afogo-me em mim.Estou morrendo por uma nova vida, por uma razão, por um sonho. Quero ser bela de novo, princesa. Quero novos espelhos. Lágrimas de alegria. Palavras de amor verdadeiro. Estrelas no céu à noite.
29 de dezembro de 2009
Num clima conto-de-fadas
Muita gente reclama dos contos-de-fadas, mas a verdade é que graças a eles eu sempre fui sonhadora. Claro que já tenho certa pré-disposição a ser assim, mas, como desde pequena lia e via muitos contos-de-fadas, às vezes eu acho que tudo aquilo realmente pode acontecer.
Podem me chamar de antiquada ou iludida, mas a verdade é que, adaptado à nossa realidade - sem sapatos de cristal, objetos que falam ou sapos de verdade -, o conto-de-fadas pode acontecer.
Podemos ter amigas preciosas que nos ajudam durante nossa caminhada. Podemos - e vamos! -, encontrar o príncipe perfeito cujas qualidades superam os defeitos e cuja alma completa a nossa. Podemos enfrentar dificuldades e encontrar pessoas não tão legais assim. Podemos ter dias especiais que marcam pra sempre a nossa vida. Podemos chorar e sorrir. Podemos amar. Podemos sonhar olhando para as estrelas... Podemos presenciar milagres.
E acima de tudo, pelo menos de minha parte, posso dizer que no final serei FELIZ PARA SEMPRE!
10 de dezembro de 2009
11 de novembro de 2009
Sobre as águas
Meio sem tempo pra postar... final de semestre é assim mesmo.
Deixo, então, um vídeo com a minha "música do momento"... Fiz uma dança solo com ela esses tempos e cada vez que ouço é uma nova descoberta de mim mesma, do que Deus tem pra mim.
Deixo, então, um vídeo com a minha "música do momento"... Fiz uma dança solo com ela esses tempos e cada vez que ouço é uma nova descoberta de mim mesma, do que Deus tem pra mim.
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